Talvez o que você sente não seja amor

Quantas vezes acabamos vivendo relações que duram por anos, mas que são baseadas em diversos sentimentos, menos em amor? Como você avalia os sentimentos que direcionam e mantêm suas relações? E aí, será que é amor?

 

Ah, o amor! Esse sentimento tão romantizado, tão desejado e tão distorcido. Quantas vezes será que você já amou de verdade? O que é o amor em uma relação de casal? Há quem viva por anos com alguém, e descubra, no fim da vida, que não amou de verdade. Não deve haver arrependimento maior do que não ter vivido um sentimento de verdade, não é mesmo? Então, é preciso observar se as suas relações têm te permitido amar e ser amada.

Quando estamos com alguém, há muito envolvido: experiências passadas, traumas, crenças, expectativas, opinião familiar, status social. Dos dois. Saber se o amor está presente, no meio disso tudo, pode ser uma tarefa um tanto complexa, é verdade. Principalmente quando começamos um relacionamento e nos vemos envoltos pela paixão, pelo desejo, pelas fantasias – aí, é ainda mais difícil saber. Mas, com o tempo, é possível perceber e identificar o que realmente faz parte da relação.

Tem gente que acaba permanecendo em uma relação, depois que a paixão passa, por apego ou carência. A paixão pode, inclusive, ser fruto desses sentimentos. Quando estamos muito carentes, costumamos aceitar o que vem, nos apaixonamos pela primeira pessoa que parece preencher os requisitos básicos. Depois, temos medo de estar novamente sozinhas, e vamos deixando a relação acontecer. Quem nunca?

Tem, também, gente que opta por ir levando uma relação porque o outro é super amoroso. Muitas vezes, quando gostamos do jeito que somos tratadas, surge o medo de nos distanciarmos dessa proteção. Acreditamos que, talvez, jamais encontraremos alguém que nos ame tanto assim e nos trate tão bem. Quem se identifica?

Só que, em nenhuma dessas situações há amor, percebe? Ao menos, da nossa parte. E nem sempre temos consciência disso e do que realmente rege as nossas relações, até começarmos efetivamente a olhar para os nossos sentimentos. Fazer essa avaliação faz parte de se conhecer, de se entender, de buscar mais saúde emocional, para pode viver relacionamentos mais assertivos e harmoniosos.

É amor ou vingança?

Muitas vezes, quem sai de um relacionamento de forma conturbada, em que se sentiu traída ou trocada, por exemplo, pode engatar outra relação e permanecer nela pelo pior dos motivos: vingança. Para evitar ficar sozinha, para que o ex a veja “feliz”, muita gente segue em uma parceria que nem de perto é a ideal. Será que vale a pena?

Ou então, há quem fique com alguém por pura conveniência...  para agradar a família, para desfilar na frente das amigas, para se aproveitar das boas condições financeiras do outro, para causar ciúme em outro alguém. Tudo errado. E o amor, fica onde? Quando amamos, nada disso importa! Sei que parece clichê, mas é assim mesmo!

Diversas vezes já atendi mulheres que não faziam ideia do porquê mantinham suas relações. Ou, pior, não conseguiam responder de maneira espontânea e verdadeira à simples pergunta: “Você o ama?”. Tem gente que até diz que sim, mas se justifica com motivos que nada têm a ver com o amor.

Lembre-se: o amor é fluido, é fácil, é simples, acontece. Não requer grandes esforços e mais: não compara, não olha conta bancária, não vem cheio de estratégias, não é previsível e não vem com manual. Se tem respeito, se é recíproco, se evolui e faz com que os dois cresçam e amadureçam, aí, sim, há grandes chances de ser amor. Fora isso, pode ser um monte de fantasia e de minhocas da cabeça ou até do seu coração. Fuja disso!

Tenha clareza do que realmente você sente por seu parceiro e o que move suas relações. Será que é mesmo amor? Não se culpe se sua resposta for outra. Mas faça a sua parte. Olhe para dentro de si e busque as respostas e os sentimentos que direcionam a sua vida e os seus relacionamentos. Faça isso enquanto é tempo. O que importa, no final das contas, é que seja de verdade. Não desperdice sua vida vivendo pela metade.

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O segredo dos relacionamentos saudáveis

Vem aí, um Guia Prático e especial sobre o Segredo dos Relacionamentos Saudáveis! Um E-book com muito conteúdo e dicas práticas sobre como construir e manter relacionamentos mais satisfatórios e condizentes com a sua própria verdade. Leia até o final para saber mais!

 

Apoiar mulheres a terem consciência do que realmente desejam e, com isso, construírem e viverem relações mais saudáveis é um dos meus maiores objetivos. Atualmente, grande parte das mulheres que eu acolho em meus atendimentos, relata casos de relacionamentos e parcerias nada saudáveis. Em alguns deles, por exemplo, é nítida a falta companheirismo, em outros, limites são praticamente inexistentes, e acontece também, de a própria pessoa não saber exatamente o que deseja e por que se encontra na relação. Complicado, né?

Por isso, nos últimos meses eu me dediquei à criação de um material bastante rico e especial, baseado tanto em minhas experiências profissionais como pessoais. Assim surgiu o Guia Prático que, além do segredo dos relacionamentos saudáveis, traz também dicas preciosas para que você seja uma pessoa mais inteira, se ame mais e seja capaz de fazer escolhas mais conscientes e assertivas nas suas relações.

O Guia Prático “O Segredo dos Relacionamentos Saudáveis” é um E-book que propõe uma prática constante de autocuidado, entendendo que nenhum hábito pode ser modificado da noite para o dia. É preciso ir, aos poucos, integrando novas práticas à vida diária, cultivando um novo olhar sobre si mesma para entender como as mudanças necessárias podem acontecer.

Faça a sua parte

Nosso mundo precisa de relações mais saudáveis, baseadas em amor, respeito e empatia em vez de medo, carência e interesse. E eu acredito que se cada um de nós fizer a sua parte, podemos curar nossas relações. O que acontece é que, ao longo da nossa caminhada de vida, acabamos, muitas vezes, esquecendo quem somos de verdade. Retomar essa jornada interior faz parte de uma mudança profunda, que acontece de dentro para fora, e que pode mudar nossa vida para muito melhor.

Às vezes, na tentativa de se (re)encontrar, a gente decide fazer uma viagem para o outro lado do mundo, um retiro em um mosteiro ou inclui na rotina o hábito de meditar x horas por dia. Tudo isso pode, sim, ser bastante útil e prazeroso, mas, acredite, o passo a passo que eu proponho no meu guia prático é bem mais simples do que isso. A mudança em que eu acredito é plenamente possível e simples, mas tem uma restrição: só pode ser feita por nós mesmas.

Em poucos dias, você poderá saber mais sobre o Guia Prático “O Segredo dos Relacionamentos Saudáveis” – um material rico e feito com muito amor, especialmente para você. Não quer perder o pré-lançamento? Envie um e-mail para amarildasblog@gmail.com dizendo “Eu quero o Guia Prático” e receba o link de vendas no pré-lançamento para que você possa adquiri-lo com preço promocional. ATENÇÃO: apenas quem mandar o e-mail até o dia 17/09/19 receberá o cupom de 20% DE DESCONTO! Após essa data, você poderá adquirir o E-book pelo preço convencional.

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Sozinha ou acompanhada, qual o melhor jeito de viver?

Durante centenas de anos, fomos ensinadas que havia um jeito melhor de se viver: acompanhada. Geralmente, essa era a forma que o meio social e a família ditavam como ideal. Hoje, vivemos uma transição nos costumes e exercitamos cada vez mais a liberdade de escolha. E aí, eu te pergunto: é melhor viver sozinha ou acompanhada? 

Antes de tudo, vou explicar o motivo da pergunta-título deste texto. A questão é que, apesar dessa liberdade de escolha que estamos conquistando, ainda converso com muitas mulheres que relatam viver relacionamentos que trazem mais angústia do que bem-estar, ou que estão em um momento especial e/ou complicado da vida e não conseguem engrenar um relacionamento, ou, então, que estão apaixonadas, mas acham que estar com alguém pode significar exatamente retroceder nessa questão da liberdade. Ou seja, hoje em dia, há muita gente que enxerga os relacionamentos quase como sinônimo de problemas.

Mas não precisa ser assim. A verdade é que temos que mudar a forma como encaramos os relacionamentos a dois: ora como nossos salvadores, ora como grandes vilões. Essa forma dual de se pensar sobre relacionamentos é algo extremamente irreal e ultrapassado. Se você se identificou com uma das situações que eu descrevi acima, fique tranquila, você não está sozinha. Em primeiro lugar, é importante entendermos que não há “lado certo” para estar, entende? Existe o que te faz bem de verdade.

A melhor parte de ser livre é exatamente poder exercitar essa liberdade! Sim, nós temos o poder da escolha! Só que, muitas de nós, ainda têm a ideia de que, para ser livre, precisamos estar sozinhas. Como se anos de opressão (que se dava inclusive pelos relacionamentos, claro) precisassem ser revertidos com o extremo oposto. Mas, será mesmo? Será que ter uma relação é o problema, ou é a forma com que vemos as relações que precisa mudar junto com os costumes?

Podemos estar acompanhadas, e ainda assim, sozinhas

Muitos relacionamentos existem apenas de fachada e, na prática do dia a dia, provocam mais solidão do que companhia. Certamente, você já conheceu algum casal assim, ou já passou por algo parecido. Viver de aparências é algo que não pode mais ser aceito nos dias de hoje. Aparências para quem? Quem é o seu fiscal de vida, quem é que vai dizer se você está certa ou errada por estar sozinha ou acompanhada? Quem sabe o que é melhor para você, além de você mesma?

A grande pergunta é: qual é o SEU verdadeiro desejo? De que forma VOCÊ enxerga as relações? O que você precisa curar para que os seus relacionamentos não sejam motivo de dor ou de encolhimento da sua personalidade, e, sim, promotores do seu crescimento e da sua autonomia? Percebe que é preciso curar, talvez, o modo como você percebe a questão, e não ela, em si?

Quer ficar sozinha por um tempo? Tudo bem! Tem planos de ficar sozinha por muito tempo? Ótimo também! Contanto que seja uma escolha consciente e não motivada por rancores ou medos. Quer ter uma relação saudável? Bora lá. Curar a si mesma é o primeiro passo para atrair pessoas também curadas, inteiras e que topem seguir conosco rumo a um crescimento pessoal constante. Tem certo e errado? Não! Tem a sua vontade, a sua necessidade de aprendizado e o que fala diretamente ao seu coração. O que não pode é viver frustrada, infeliz, insatisfeita. Esteja você, sozinha ou acompanhada.

Quer ajuda para entender melhor a sua situação? Envie um e-mail para amarildasblog@gmail.com e vamos agendar uma conversa!

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Como você lida com as críticas no seu relacionamento?

A forma como reagimos às críticas dos nossos parceiros diz muito sobre nós, sobre a nossa maturidade emocional e sobre o funcionamento da relação em si. Entenda por quê.

 

Como você reage quando recebe uma crítica do seu parceiro? Você é capaz de receber e analisar o que ele diz sobre você numa boa? Ou, antes mesmo de processar as palavras dele, revida logo com uma crítica sobre ele também? Essa resposta é extremamente importante para entender seu comportamento emocional, sabia? A forma como você reage a uma crítica fala muito sobre como você lida com as próprias emoções.

Então, vamos lá. Ao ser criticada por seu amor, você:

a)      Escuta, avalia, e pondera sobre o que está sendo dito, de forma aberta e curiosa. Ou seja, se mostra RECEPTIVA;

ou

b)      Mal escuta, fica com raiva, contra-ataca e, talvez, até arrume uma briga. Isto é, se mostra bastante REATIVA.

Uma coisa importante a dizer é que a reação a uma crítica nada tem a ver com o fato de ela estar correta ou não. Uma crítica nada mais é do a opinião do outro sobre algo em nós. Temos o direito de concordar com ela ou não. A verdade é que todas nós estamos sujeitas a receber críticas por onde passamos – em casa, no trabalho, no círculo de amizades, na família. E o ato de receber uma crítica não quer absolutamente dizer que estamos fazendo algo de errado.

O que não deveríamos fazer é deixar que nossas emoções tomem conta de nós ao sermos criticadas.  Pois, no calor da emoção, fica difícil, inclusive, entender o que o outro realmente quer dizer. Quando percebemos a crítica como uma ameaça, reagimos com raiva, orgulho e vaidade, e aí, partimos para o contra-ataque e não nos permitimos o tempo necessário para entender o que nos está sendo criticado. Fora que, nesse caso, o outro provavelmente também sentirá a necessidade de se defender e, então, a confusão está formada. Esse é um típico exemplo de uma briga que começa “do nada”, sabe?

Por outro lado, quando conseguimos nos manter calmas e centradas, no controle das nossas emoções, temos a chance de compreender o que o parceiro realmente tem a dizer. Conseguimos discernir se a crítica faz sentido – se há efetivamente algo em nós a ser olhado e modificado (quando possível), ou se o ponto de vista nos parece equivocado. As críticas podem, sim, ser construtivas. Talvez o outro esteja enxergando algo em nós que somos capazes de melhorar, mas não havíamos nos dado conta. Nem sempre as críticas são uma forma de dizer que estamos erradas. Mas, nós só conseguimos perceber a importância real da crítica se estivermos em equilíbrio com nossas emoções.

A questão é que não é sobre estar certa ou errada. Ser melhor ou pior do que o outro. Ter ou não razão. Esse jogo de poder e competição é totalmente nocivo para a relação e, se ele existe, há algo errado acontecendo por aí. Relacionamento é parceria, não é mesmo? Ficar disputando espaço e preponderância na relação é pura perda de tempo. E, talvez, até mesmo falta de amor. A reflexão que eu trago neste texto é sobre aprendermos a lidar com as críticas que recebemos dos nossos parceiros e saber identificar quando elas podem servir ao nosso amadurecimento e quando elas não passam de um ponto de vista que não condiz com nossas reais atitudes e comportamentos. Entende?

Amor-próprio pode ajudar

O que eu quero dizer quando digo que a forma como reagimos a uma crítica diz muito sobre nós é que quando estamos em dia com a nossa própria forma de ser, isto é, quando há amor-próprio, autoconfiança e autovalorização, temos a consciência de estarmos dando o nosso melhor. Portanto, quando nosso amor-próprio está fortalecido, nos sentimos mais preparadas a receber críticas. Acolhemos as opiniões do outro com mais facilidade e abertura, e somos menos reativas.

Observe seu modo de receber críticas, de lidar com o modo como o outro pensa, inclusive sobre você. Ser receptiva ou reativa são formas diferentes de lidar com algo que é real: nem sempre estaremos fazendo o melhor aos olhos dos outros e nem sempre vamos agradar. E está tudo bem! O importante é perceber como as críticas chegam até nós, para que não percamos nosso equilíbrio emocional e sejamos capazes de manter relações leves e harmoniosas. Para isso, cultive o amor-próprio, fortaleça sua autoconfiança e busque ser receptiva à opinião daqueles que te querem bem. Reflita antes de retrucar!

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Mudar sua postura no primeiro encontro pode aumentar as chances de haver um segundo encontro

Faz parte da natureza animal se exibir para conquistar o outro. Os machos, especialmente, estão acostumados a fazer mil estripulias para serem escolhidos pelas fêmeas. E não é tão diferente assim com os humanos, sabia? Muitas vezes, a gente confunde esse tipo comportamento exibicionista com machismo e aciona nosso “modo competição” desnecessariamente. É importante estarmos atentas, mas não precisamos nos blindar. Que possamos abrir nosso coração para diferenciar um comportamento inaceitável de apenas uma forma de demonstrar que eles são bons o suficiente para nós. Parece confuso? Vem comigo...

 

Estamos vivendo tempos cruéis para os homens, acredite. Longe de querer defender posturas machistas e já deixando bem claro que as mulheres estão certíssimas em batalhar para conquistar espaço e viver de igual para igual. Mas a verdade é que, enquanto nós estamos nos unindo e aprendendo a desabrochar, eles estão um pouco sozinhos e se sentindo perdidos, sem saber como agir nesse novo tempo. É como se os papéis estivessem sendo redesenhados na sociedade, como se cada um estivesse tentando perceber onde se encaixa, o que pode e o que não pode para viver bem e ser feliz. E, como estamos em uma fase de extremas mudanças, confundir um pouco as coisas pode ser até natural.

O que a gente precisa fazer é tomar muito cuidado para não julgar e não repetir padrões destrutivos. Sabe o primeiro encontro? Então, ele já foi um grande tabu para as mulheres. Um tal de não pode isso, não pode aquilo, lembra? Hoje, nos sentimos bem mais livres para ser quem somos e agir da forma que bem entendemos, não é mesmo? Ufa! Só que, agora, nós, mulheres, tendemos a criar uma série de regras sobre como ELES têm que se comportar para merecer nossa companhia. Quem nunca?

Entre os nossos “não pode isso, não pode aquilo” com relação a eles, corremos o risco de perceber toda iniciativa como um indício de comportamento machista, e toda forma de se exibir, como um convite à disputa. Mas não é nada disso. Faz parte da natureza animal e humana o querer conquistar. E nisso, dar o primeiro passo e contar uma vantagem aqui e outra ali faz parte – e não há nada de mais, nada de errado. A gente tem que lembrar sempre: eles não são como nós!

Por mais que estejamos vivendo tempos de ampliação do espaço feminino e de igualdade, homens e mulheres são e serão sempre muito diferentes na maneira de pensar, de agir e de reagir à uma mesma situação. E isso é muito saudável. Do contrário, ficaria tudo muito previsível, chato, monótono. Então, afora os abusos, as piadinhas machistas, os comportamentos inadequados – que são possíveis de serem percebidos facilmente – as diferenças sempre aparecerão e são bem-vindas!

Aproveite o primeiro encontro, sem tantas neuras

No primeiro encontro, ele vai te cortejar. Vai querer enaltecer a si mesmo, a velha e conhecida tática de contar vantagem. E, acredite, não há nada de errado nisso e esse comportamento vindo dos homens faz parte, sim! É o papel deles. O nosso papel? Nos deixarmos ser cortejadas! Há muita beleza nisso. Deixe que ele te fale sobre o tanto de qualidades e habilidades que tem. Isso mostra o quanto VOCÊ é especial, percebe? Sim, porque no final das contas, ele só quer que você saiba que ele tem e pode ser tudo aquilo que você merece. No entanto, se você achar o fato de ele querer te conquistar ruim, talvez a relação realmente não vá para a frente.

Estamos com uma tendência muito forte de competir e de bater de frente para mostrar que a gente também pode ter e conquistar tudo o que eles podem e até um pouco mais.  E isso nem de longe é positivo. Entenda: não é porque não competimos que temos que nos sentir por baixo. Eles não querem e não precisam ser confrontados no primeiro encontro. E a gente também tem que deixar um pouco de lado essa vontade de provar para eles de que somos capazes. Eles JÁ sabem. Somos mulheres e, portanto, nossos superpoderes estão implícitos.

Na hora certa, você também vai ter a chance de contar tudo de bom sobre si. Talvez, ele até já tenha consciência disso, e por isso se esforce para estar à sua altura! Caso ele ainda não saiba, deixe-o descobrir aos poucos – isso também faz parte da fase da conquista. Permita-se ser cortejada e conquistada, receber esse comportamento meio “pavão” dele. É a forma que ele tem de fazer com que você o escolha. Assim, as chances de haver um segundo encontro podem ser maiores. Bora praticar no próximo primeiro encontro? Tenho certeza que será um sucesso! Me conta depois? 😉

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Paixão: aliada ou inimiga?

A paixão, aquele sentimento inicial de todo relacionamento amoroso, arrebatador e praticamente instintivo, nos leva, muitas vezes, a fazer loucuras. A paixão é necessária à preservação da espécie, diz a ciência, mas tem tempo para acabar e vira nossa vida do avesso. E aí, ela é aliada ou inimiga?

 

Uma coisa é certa: quando nos apaixonamos, não vemos o objeto da paixão como ele realmente é, mas como nós o imaginamos. Isso significa que nos apaixonamos por uma idealização, por um sonho, por algumas expectativas. Assim acontece com todo mundo e é plenamente normal. Esse é o mecanismo que nos faz buscar relacionamentos – uma paixão, especialmente das mais arrebatadoras, pode ser bastante benéfica, pois pode até nos ajudar a quebrar nossas crenças limitantes e transpor barreiras emocionais que nos impomos. Por outro lado, viver o relacionamento com base nas nossas imagens e idealizações pode ser bem frustrante. É por isso que a paixão tem prazo de validade.

A paixão atua praticamente como uma espécie de droga no nosso organismo, liberando, de forma intensa e contínua, neurotransmissores que nos causam a sensação de euforia e prazer, como a dopamina e a noradrenalina. Fisicamente, somos inundadas por sentimentos novos, inusitados, que nos enchem de convicção – por isso, quando apaixonadas, às vezes tomamos decisões que fogem do habitual. Loucura? Não, apenas nossos instintos que estão mais ativos, por assim dizer.

Acontece que ninguém conseguiria viver dessa forma por muito tempo. E os relacionamentos, mesmo que precisem da paixão para começar, também necessitam de calma e de sentimentos mais maduros para durarem no tempo. Por isso, com o passar dos meses, a paixão dá lugar ao amor ou à decepção – dependendo do quanto idealizamos a pessoa e do quanto nos identificamos com o que vamos descobrindo sobre ela. Tendemos a achar que, passada a paixão e a loucura inicial (inundada por hormônios), o outro tenha mudado. Mas, na maioria das vezes, não é bem assim. É que, com o tempo, nossas fantasias vão dando lugar à realidade.

Há quem diga que a paixão possa durar até 30 meses, ou seja, mais de dois anos. É bastante tempo para viver em estado de euforia, não é mesmo? A questão é que pode ser tempo demais para estarmos envoltas em uma nuvem de expectativas, cegas por nossas próprias idealizações que, na maior parte do tempo, não condizem com a realidade! As chances de ele não ser tudo aquilo que você acha que vê e imagina são enormes. Mas não porque ele esteja te enganando ou porque ele mudou radicalmente e, sim, porque você estava apaixonada. A paixão faz com a que a gente enxergue só o que a gente quer, do jeito que a gente quer. O mesmo acontece com ele! E é por isso que pode surgir o que se chama de crise dos dois anos. Já ouviu falar?

Quando a paixão vale a pena

Mas, calma! Paixão é vida! Estar apaixonadas nos faz felizes, nos faz sentir mais leves. Inclusive, acho que deveríamos nos permitir ter mais paixões ao longo da vida – não apenas por pessoas, mas por conhecimento, lugares e atividades. Alimentar a paixão quando estamos vivendo um relacionamento longo também pode ser bastante positivo. Surpresas, declarações de amor, jantares românticos, de vez em quando, não faz mal a ninguém, não é mesmo?

O que a gente não deve fazer é se deixar viver APENAS de paixão. Nesse caso, estaremos em contato constante com a decepção e aí, viveremos pulando de relação em relação, de emprego em emprego, de amizade em amizade. O segredo é ter a consciência de que a paixão existe e faz parte, mas não é tudo. É preciso racionalizar um pouco as coisas, é preciso manter os pés no chão e os olhos abertos para enxergar a realidade. Sim, porque, quando a liberação de neurotransmissores muda, o que sobra? A realidade!

Mas, como racionalizar ante a euforia da paixão? Através do autoconhecimento. Quando sabemos o que realmente nos faz bem, o que desejamos de verdade em nossa vida, quais os nossos objetivos, fica mais fácil fugir das armadilhas da paixão. Não é o caso de não nos permitir viver essa loucura. Mas o de entender até onde nossas experiências são reais e de colocar nossos próprios limites. Assim, uma grande paixão pode se transformar em amor, porque será embasada pelos nossos desejos genuínos e permitirá que a gente se abra e se entregue para a pessoa certa. Viver a paixão requer não só boas doses de coragem como também de sabedoria.

Quer entender mais sobre esse assunto? Me manda uma mensagem e vamos conversar! Entre em contato através do e-mail amarildasblog@gmail.com

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Inteligência emocional nos relacionamentos

Os relacionamentos fazem parte da base da nossa vida. É por meio deles que amadurecemos, colocamos nosso aprendizado interior à prova e constatamos se nosso equilíbrio emocional está em dia. Para ajudar nessa jornada rumo a relacionamentos saudáveis, agora você tem um curso todinho para chamar de seu.

 

A questão da inteligência emocional nos relacionamentos é cada vez mais urgente. Quando nos equilibramos emocionalmente, aprendendo como lidar com as nossas próprias emoções e entendendo como tudo que nos acontece ressoa dentro de nós, conseguimos exteriorizar nossos sentimentos e construir relações mais maduras e harmoniosas. Se você, assim como muitas pessoas, considera o equilíbrio emocional algo difícil de ser atingido, pode ficar tranquila. Você já tem à sua disposição um curso 100% online para lhe ajudar nesse processo.

Equilíbrio emocional é algo a ser conquistado, aprendido e exercitado. Não acontece da noite para o dia e pode exigir muita entrega e disciplina. E, muitas vezes, acabamos desistindo desse processo, acreditando que não somos capazes de identificar e gerenciar nossas emoções de forma inteligente. Pensando nisso, Ana Luize e eu lançamos um curso exatamente para ser seu guia no exercício da inteligência emocional – um passo fundamental rumo a relacionamentos melhores.

Um pouco sobre nós

ANA LUIZE é dentista de formação com habilitação em Terapia Floral dentro da Odontologia e há 11 anos trabalha com terapias vibracionais, atua em várias linhas de florais, bioenergética, cromoterapia, Reiki, hipnose, numerologia, e hoje está prestes a conquistar mais um título, em Neurociência e Comportamento.

CAMILLA COUTO – o meu trabalho você já deve conhecer, sou Orientadora Emocional e Contoterapeuta. Criadora e autora deste blog e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos – que apoia mulheres a terem relacionamentos mais saudáveis. Também sou Terapeuta Floral e Consteladora Familiar em formação.

O que você vai encontrar no curso

O curso online Inteligência Emocional nos Relacionamentos foi pensado para que você aprenda a identificar e gerenciar suas emoções, cultive a autocompreensão, aproprie-se de sua autorresponsabilidade, e reconheça e modifique seus padrões de comportamento emocional. Com isso, vai poder quebrar círculos viciosos, reconhecer e modificar seus padrões emocionais e criar estratégias para agir com mais inteligência emocional na sua vida e nos seus relacionamentos.

O conteúdo, bastante rico, servirá como uma ferramenta especial para quem deseja aprimorar seus relacionamentos, sejam amorosos, familiares ou profissionais. Por meio de estudos do eu, meditações, respirações, atividades de escrita, você poderá adquirir mais autoconhecimento para melhorar a sua saúde emocional e poder criar vínculos mais saudáveis e amorosos em sua vida.

Se você está pronta para dar um passo a mais na sua vida emocional e conquistar o equilíbrio nos seus relacionamentos, clique aqui e inscreva-se! Mas, não perca tempo, pois as inscrições vão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 21/07. Ana Luize e eu estamos esperando você! Lembre-se: viver é um eterno aprendizado, e o mais desafiante deles acontece dentro de cada uma de nós. Aprender a entender e a ressignificar memórias e emoções é uma jornada interior, que requer toda nossa força e empenho. Vamos juntas?

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Cuide da sua saúde emocional e viva relações mais felizes

Existe uma grande verdade quando o assunto é relacionamento amoroso: ninguém consegue viver a dois com qualidade de convivência e de vida se não estiver em dia com a própria saúde emocional.

 

Uma relação amorosa equilibrada e saudável é feita por duas pessoas que trabalham as próprias emoções. Que se conhecem, que têm plena consciência de suas qualidades e de suas fragilidades, e que caminham em busca de desenvolvimento pessoal e amadurecimento. Cultivar o autoconhecimento, conectar-se com a própria individualidade e buscar equilíbrio emocional – entendendo que o outro não é responsável pelos nossos sofrimentos internos – é fundamental na construção de relacionamentos saudáveis.

Talvez, neste momento você esteja questionando: “Mas, Camilla, é ele quem vive me provocando. É ele quem não se entrega. É ele que não atende às minhas necessidades.” E eu te pergunto: “Será mesmo?”. Ou será que é você quem morre de ciúme, não se abre para receber o que o outro tem para dar ou exige demais da relação? Veja bem, essa NÃO é uma acusação. O que eu quero dizer é que tudo tem dois lados e é preciso identificar em você o que está permitindo que determinada situação aconteça no seu relacionamento.

Muitas vezes, o ajuste necessário, a mudança que tanto almejamos, está em nós mesmas. Será que você consegue expressar como se sente e o que deseja da relação? E, antes disso, será que você sabe exatamente o que quer desse relacionamento? Quais são seus objetivos, seus sonhos, de que forma você gostaria de viver a dois? E quais são seus medos e traumas? Conseguir comunicar tudo isso ao seu parceiro é muito importante. Só assim é possível gerar intimidade e construir bases sólidas para a relação.

Muitas mulheres que me procuram com problemas de relacionamento têm a mesma característica: estão distantes de si mesmas. Nunca pararam para pensar em quem são, em quem desejam ser, que objetivos têm, o que realmente buscam em seus relacionamentos. Vivemos em uma sociedade que destaca a importância de estarmos em uma relação a dois, mas não preza a necessidade de estarmos em contato e conexão com nosso próprio eu. E eu acredito que essa seja a maior causa de tantos relacionamentos disfuncionais nos dias de hoje.

Relacionamentos saudáveis são feitos de pessoas saudáveis

Quando falo em saúde do relacionamento, me refiro a ser saudável em nossas questões emocionais. Se o seu amor-próprio não estiver em dia, certamente você terá uma postura insegura na relação. Se você não estiver satisfeita com a própria vida e não souber encontrar alegria na própria companhia, seguramente apresentará traços de carência no relacionamento.

Entende como está tudo conectado? Por isso, quando cuidamos da nossa saúde emocional, procuramos entender o que há por trás das nossas reações, compreendemos nossos desejos mais profundos e nosso verdadeiro propósito, fica muito mais fácil encontrar alguém que também esteja no mesmo caminho. Assim, nossas chances de viver relações mais fluidas e satisfatórias são muito maiores. Percebe?

Não deixe essa busca para depois. Você não precisa colecionar relacionamentos ruins para entender que a resposta está dentro de você. Vamos juntas encontrar esse equilíbrio emocional, trabalhar seus dilemas, seus objetivos, estabelecer limites e encontrar sua alegria interior. Aí, certamente, você passará a viver relacionamentos mais saudáveis, mais felizes, mais condizentes com quem você é e o que você deseja. Chega de relacionamentos desequilibrados e cheios de sofrimento. Vamos juntas? Talvez você queira conhecer:

 

·         O PAR – Programa Amarildas de Relacionamentos – em 6 sessões individuais

·         As sessões avulsas de orientação emocional nos relacionamentos

·         O curso online – Inteligência Emocional nos Relacionamentos

 

Entre em contato pelo e-mail amarildasblog@gmail.com 😉

 

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Relacionamento é para somar, não subtrair

A música do Caetano diz que “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. E eu digo, gente é pra brilhar, não pra se apagar por amor! Relacionamento é para somar, não para subtrair, nem fazer sofrer. Vamos falar sobre isso?

Estar em um relacionamento amoroso é importante? Sim, pode ser. Vivemos para nos relacionar e é indiscutível o quanto aprendemos e crescemos por meio dos relacionamentos. Mas, quando fazemos de TUDO para estar em uma relação de casal ou para mantê-la a qualquer custo, podemos acabar nos anulando. E aí, ao invés de somar à nossa vida e ao nosso desenvolvimento pessoal, a relação pode nos prejudicar e diminuir. Em vez de a gente brilhar ainda mais na presença do outro, acontece o oposto: ofuscamos o nosso brilho. Anular-se constantemente na tentativa de fazer um relacionamento funcionar é como viver morrendo de fome – de atenção, de afeto, da própria essência. E quando nos perdemos de nós mesmas, qualquer relacionamento perde o sentido.

É triste constatar que nos dias de hoje ainda há muitas de nós, mulheres, que acreditam que é preciso estar numa relação amorosa para se sentirem completas e valorizadas. Mas, a verdade é que pode ser o contrário. Se o relacionamento não for saudável, em vez de agregar e complementar, nos suga, diminui e prejudica. E aí é que mora o grande problema, pois os custos para estar numa relação assim são altos demais. Sim, em pleno século XXI há quem aceite se afastar dos próprios valores, sonhos e até de si mesma para estar num relacionamento a dois. As consequências desse tipo de comportamento podem ser bastante prejudiciais a médio e longo prazos. E é por isso que muitas das mulheres que me procuram para atendimentos sobre relacionamentos estão, na verdade, sedentas de si mesmas. Sabe por quê?

Porque tendemos a achar que o problema e a causa da nossa infelicidade está na relação ruim, no outro, na falta de atenção, na vida corrida, na ausência de carinhos e elogios, no ciúme exagerado do parceiro. Só que, ao olharmos bem para nós mesmas, descobrimos que a falta que sentimos, a origem do que vemos como problema, está dentro de nós. Ao escolhermos nos anular e nos afastar da nossa essência, sentimos falta de nós mesmas! Nos diminuímos demais para caber numa realidade que não nos agrega e, por isso, acabamos nos percebendo pequenas, sem futuro, sem sonhos, sem amor. E, principalmente, sem amor-próprio!

Relacione-se para somar ainda mais amor ao que você já tem aí dentro

Eu acredito que não há melhor forma de evoluir senão através dos relacionamentos. Mas não podemos deixar que a necessidade de estar numa relação seja maior do que o olhar sobre nós mesmas e o nosso próprio bem-estar. Temos que aceitar a realidade de que para [re]descobrir quem realmente somos, muitas vezes, temos que estar sozinhas. É fácil perceber quando é o momento... se te apaga, se te faz sofrer, se te apequena, não te faz brilhar. E, se não te faz brilhar, qual o sentido da relação? Gente é pra brilhar, não pra se apagar por amor!

Mas, calma! Nem todo relacionamento que não anda bem ofusca o nosso brilho. Relacionamentos são feitos de fases e, definitivamente, não são um mar de rosas. No entanto, fazer um balanço e nos perceber dentro da relação é muito importante e nos dá um norte. Como VOCÊ tem se sentindo na relação? Como tem agido? Você tem sido quem realmente é? Ou tem escolhido se anular? Por quê? Talvez, a mudança de postura precise partir de você. Muitas vezes, não é o outro que te diminui, mas você quem esqueceu da sua força e de quem é de verdade. Resgate sua força interior, mostre seu brilho. Relacione-se! Mas que seja para somar ainda mais amor ao que você já tem aí dentro. Jamais subtrair.

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Namoro à distância, funciona?

Quem já namorou à distância, sabe que é um assunto sempre muito delicado. Tem namoro que começa longe e depois vem para perto, tem namoro em que um precisa ficar um tempo afastado do outro por algum motivo específico. Mas duas verdades regem esse tipo de relacionamento: um dia, a distância precisa ter fim, e o amor tem que prevalecer, sempre. Me acompanhe para entender.

 

Aproveitando que estamos no mês dos namorados, é sempre bom lembrar o quanto os relacionamentos são um assunto importante na nossa vida. Somos seres relacionais, portanto, nossa natureza busca pessoas com quem possamos conviver – e isso é algo que nos permite crescer e aprender muito. Mas, aí, vem a pergunta: namoro à distância, funciona? Minha primeira resposta será sempre SIM. Quando realmente desejamos, conseguimos fazer o relacionamento funcionar independentemente das condições e dos obstáculos.

No entanto, eu acredito que a distância deva ser muito bem trabalhada e precisa ser algo com começo, meio e fim. Do contrário, o relacionamento amoroso fica inviável. Pode até virar amizade (colorida ou não). Mas, relação de casal pede convivência, dia a dia, uma certa rotina, olho no olho, pele. Não é mesmo? Imagine viver anos a fio em ponte aérea, tendo que fazer um esforço imenso para conseguir ficar algumas horas ou poucos dias ao lado da pessoa amada?

Mas, calma! Vamos por partes. Existem dois tipos de namoro à distância: o primeiro é aquele clássico, que começa em férias de verão, em uma viagem, em uma visita à casa de parentes. Duas pessoas se conhecem, se apaixonam e acreditam totalmente que, apesar de sofrida, a distância não será um empecilho. E, no começo, não é mesmo. Mas, e com o tempo? Será que ficar longe durante um longo período é saudável para a relação? Eu acredito que não, que estar juntos fisicamente também importa e precisa ser um objetivo do casal. Então, essa relação pode funcionar com um estando longe do outro por um tempo. No entanto, é preciso que haja planos para, em algum momento, estarem efetivamente juntos – pelo menos, morando na mesma cidade. E o ideal é que isso aconteça, de preferência, antes que as coisas esfriem.

O outro tipo de relação à distância é aquele que a relação já existia antes do afastamento, ou seja, que era convencional até o momento em que um dos dois precisa se ausentar por algum motivo. Pode ser por causa de trabalho, um projeto em uma outra cidade, um curso fora do país, a necessidade de cuidar de um parente que mora longe – algo que tenha data para começar e terminar. Esse caso é bem diferente do primeiro, pois subentende-se que as bases da relação já estão mais sólidas, há cumplicidade, parceria, apoio. Aí, prevalece o espaço, o torcer pelo outro, a compreensão com uma situação de momento, que logo terá fim e trará a pessoa para perto de novo. Apesar de desafiante e até sofrida, esse tipo de relação à distância tem muito mais chances de dar certo.

A questão é que, relacionamentos à distância, principalmente do tipo que começam com o casal vivendo longe um do outro, deixam muita margem para a imaginação. Isso acontece tanto para o lado da fantasia de estar se relacionando com um par perfeito (que não tem defeitos e não comete erros) quanto para o lado oposto (medo constante da traição ou do abandono, por exemplo). Por isso, autoconhecimento, segurança pessoal e confiança mútua são ingredientes essenciais para que ambos possam ser honestos um com o outro e para que estabeleçam seus limites, inclusive do tempo de duração da distância. Sim, é de extrema importância que cada um expresse seus limites, suas necessidades e seus objetivos para que o relacionamento possa fluir e ser uma construção a dois (mesmo à distância).

Se há amor, sempre haverá uma chance, mesmo à distância

Nas duas situações que citei acima, a mesma lógica acontece: é preciso que, em um determinado momento, os dois voltem a ficar perto um do outro. Estar à distância o tempo todo pode fazer com que, aos poucos, os interesses mudem e seja quase impossível dizer que existe um relacionamento. E, veja bem, não estou falando sobre rótulos, que é preciso se casar, morar na mesma casa, ter filhos. Isso tudo é natural, ou não, de cada casal. Tem relação que funciona muito bem com cada um morando em sua casa por anos e anos. E tudo bem! O importante é que, além de amor, carinho, respeito e tudo mais que um relacionamento amoroso saudável possa ter, também haja constância, convivência, dia a dia. Namoro só funciona mesmo quando é de verdade, isto é, quando tem amor. Esse é o sentimento que faz com que haja vontade de estar perto, de traçar planos em comum, de construir uma história a dois. Do contrário, é só um passatempo.

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