Reflexão de fim de ano: quem você precisa perdoar?

O fim do ano normalmente é uma época em que fazemos um balanço do ano que passou. E é normal que todo mundo fique mais sentimental e até mais amoroso. Muito se fala em perdão. Quem você precisa perdoar este ano? Mas, o que exatamente é o perdão, você sabe?

De modo geral, como foram seus relacionamentos este ano? Será que há alguém que você precisa perdoar para poder seguir em frente? Um familiar, uma amiga, alguém do seu trabalho, um parceiro... alguém que tenha te causado um dano de que você ainda não se recuperou totalmente. Para chegarmos ao perdão, passamos por algumas etapas internas que podem levar tempo. E, mesmo que não haja volta para uma relação, é preciso perdoar para poder seguir em frente sem carregar um peso emocional desnecessário. Mas, se você sente calafrio só de pensar em perdoar, pode ser que esteja com uma ideia errada sobre o que é o perdão.

Antes de tudo, é preciso entender claramente: perdoar não é concordar com o que o outro fez, não é achar que está certo e nem passar uma borracha, apagando o que aconteceu. Se você ainda tem essa ideia obre perdão, é preciso mudar seu conceito: perdoar não é esquecer e nem fingir que nada aconteceu – em hipótese alguma. Pelo contrário. Sabemos que perdoamos de verdade quando ficamos em paz com o que aconteceu, quando conseguimos tocar a vida adiante sem que aquilo seja um tormento ou nos puxe constantemente para trás. Perdoar é superar (de verdade) o que passou.

Para isso, temos que, em primeiro lugar, enfrentar o problema de frente. Olhar para o que aconteceu. Mesmo que seja muito dolorido. Fingir que nada aconteceu ou que não nos atingiu não é uma boa ideia e só vai fazer com que a situação siga com a gente como uma mochila pesada, dando aos nossos relacionamentos futuros um sabor amargo. Talvez não consigamos encarar o ocorrido de imediato – cada pessoa tem seu tempo. E, para isso, precisamos, antes, aceitar e digerir nossos próprios sentimentos – nossa raiva, tristeza, indignação. Depois, aos poucos, e com muita autocompaixão, temos que procurar entender a parte que nos cabe dessa história toda, a nossa parcela de responsabilidade (mesmo que inconsciente) em tudo o que aconteceu. Só então, o momento de perdoar se aproxima. O perdão faz com que seja possível falar sobre o que aconteceu sem que as feridas doam novamente. Quando ignoramos ou queimamos as etapas desse processo, partir adiante para novas experiências se faz a duras penas.

Perdoar é findar o assunto, inclusive no coração

Quando perdoamos, colocamos um ponto final na questão. Isso significa que, se o assunto segue voltando e gerando grandes emoções ou discussões, é porque ainda não houve perdão. E, se ainda não houve perdão, ainda estamos confortáveis no papel de vítimas. Mas, qual é a sua parcela de responsabilidade no que aconteceu? O que você pode aprender com isso? Se colocar em uma posição de autoconhecimento, ao invés de ajoelhar no milho, pode ser uma ótima ideia.

Afinal de contas, quando perdoamos, nos libertamos no peso, deixamos de carregar aquela situação conosco. Fechamos a conta e seguimos em frente com um novo olhar, com uma nova atitude. Voltar ou não a falar com a pessoa ou a se relacionar com ela fica a seu critério. Mas isso só é possível quando há perdão. Do contrário, é sofrimento. E mesmo que não haja volta para a relação, o perdão é curativo, é libertador. Ele nos deixa mais leve e nos prepara para novas histórias.

Agora, se você tem dificuldades de perdoar os outros, provavelmente tenha dificuldade de perdoar a si mesma. Pense nisso. Tenha autocompaixão e perdoe-se pelos erros que cometeu ou pelas escolhas que fez no passado. Você não tinha a maturidade que tem hoje. Perdoe-se e siga em frente. Faça diferente daqui para frente. É sempre tempo de recomeçar. Quando há autoperdão, fica muito mais fácil perdoar os outros. Reflita e liberte-se dos pesos do passado. Não deixe que a mágoa acompanhe você no ano que vai começar.

 

 

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O tempo é precioso demais para esperar por alguém que não sabe o que quer

Sabe aquele relacionamento que está se arrastando há um tempão, e que parece não levar a lugar nenhum? Você já parou para se perguntar se vocês querem a mesma coisa? A vida é curta demais para ficar esperando, certo? Uma hora, um dos dois vai ter que tomar uma atitude.

O tempo voa, não é mesmo? E a vida é curta demais para esperar por alguém que não sabe o que quer. Se o tempo está passando e o seu relacionamento parece não avançar, ou dá a impressão de não ir a lugar nenhum, é hora de rever seus conceitos. Quem está esperando o quê? Uma hora, um dos dois terá que tomar uma decisão. Do contrário, a consequência será levar uma vida sem sentido e ter sempre a sensação de que algo está faltando. Vamos terminar 2018 colocando os pingos nos is?

Panorama 1 – ELE não sabe o que quer

Neste panorama, partimos do princípio de que você está em uma relação e deseja mais. Mais tempo juntos, mais compromisso, uma casa, família, filhos, qualquer coisa que signifique crescimento, aprofundamento, aprimoramento. E ele... Bem, ele ainda não sabe se quer, se está pronto, se tem condições financeiras, se é mesmo necessário “juntar as escovas de dentes”, talvez ache melhor deixar como está. As desculpas podem ser várias, mas o motivo é um só: ele não sabe o que quer. Ou, no mínimo, não tem certeza.

A pergunta é: está bom para você do jeito que está? Se este tema te interessou, posso apostar que a resposta é não. Mas, e aí, o que você vai fazer? Esperar até ele se decidir? Ou tomar uma decisão pelo casal? Provavelmente você esteja pensando: “Mas, assim, eu corro o risco de colocá-lo contra a parede e perdê-lo!”, acertei? Calma! Em primeiro lugar, vamos lembrar: as pessoas não são nossas, nós não “temos” ninguém, então, não há como perder aquilo que não nos pertence. Esse sentimento de posse e a necessidade de controlar o que acontece só nos causa frustração. Existem três passos fundamentais para sair de uma situação dessas:

1.      Entenda exatamente o que você mesma sente por ele e quer dessa relação;

2.      Exponha seus desejos e seus sentimentos com clareza;

3.      Tome uma decisão. Aja!

Esperar ou não esperar tem que ser uma opção sua, e não uma imposição por medo de perdê-lo ou de ficar sozinha. Portanto, aja em seu favor! Faça algo por você, não espere que o outro decida o seu destino. Coragem!

Panorama 2 – VOCÊ não sabe o que quer

O contrário também pode ser bem ruim, não acha? Você está em uma relação que está boa do jeito que está, mas o outro quer mais. Ele quer compromisso, família, filhos, ou simplesmente morar juntos. Mas, você... Será que você quer o mesmo? Ou está nessa só para passar o tempo enquanto alguém mais interessante não aparece? Será que o relacionamento vai seguir adiante se a verdade vier à tona? Coloque-se no lugar do outro e pare de esconder seus reais objetivos, suas verdadeiras vontades ou de alimentar algo que, se depender de você, não terá futuro. Neste caso:

1.      Seja sincera consigo mesma, admita para si aquilo que realmente quer;

2.      Seja sincera com o outro, não brinque com os sentimentos de ninguém;

3.      Tome uma decisão. Aja!

Quando somos fiéis aos nossos desejos e sentimentos reais e os transparecemos aos outros, certamente nos sentimos bem e, de quebra, atraímos pessoas tão verdadeiras como nós. Então, se você não está tão a fim dele, tome uma atitude. Não fique enganando ou “cozinhando” alguém por comodismo. Seja sincera!

No fundo, quando estamos em uma situação de relacionamento no “limbo”, o que falta é tomar as rédeas da própria vida, ter certeza dos sentimentos e das vontades que estão dentro do seu coração. Ficar em uma relação por medo, por comodismo ou por conveniência, não é legal! Amar é muito mais. Quem se ama e ama de verdade quer sempre o melhor não apenas para si, mas também para o outro.  

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Para que o amor dê certo: Tire as lentes cor de rosa

Sabe quando a gente imagina e idealiza a pessoa com quem nos relacionamos e isso acaba se tornando uma lente que nos impede de ver quem o outro é de verdade? Para que o amor dê certo, é preciso tirar os óculos cor de rosa da ilusão.

Quando imaginamos o amor ou idealizamos uma relação, criamos, mesmo que sem querer, uma ilusão baseada em fantasias e expectativas. Podemos pensar nessa ilusão como lentes cor de rosa que nos fazem enxergar somente aquilo que desejamos ver, não necessariamente o que é real. Dispomos-nos a enxergar claramente as qualidades que nos agradam no outro e privamos-nos de ver aquelas que não condizem com o que esperávamos. Quem aí nunca fez isso?

Tirar as lentes cor de rosa da ilusão significa enxergar o outro exatamente como ele é. Não como imaginamos que ele seja, nem como gostaríamos que ele fosse. Pode parecer um pouco radical em um primeiro momento, mas é a mais pura verdade: o amor só acontece de forma mais profunda quando nos deparamos com a realidade. Do contrário, não passa de uma ilusão.

Existem casais que convivem por anos nessa situação e, quando alguma ruptura acontece, eles se veem como realmente são. A pergunta é: a pessoa não se mostrava como realmente é ou a outra é que não viu? Será que é possível fingir ser alguém durante tanto tempo na intimidade de um casal? O mais comum é que uma das partes (ou ambas) não desejasse ver o outro exatamente como é, para não correr o risco de ver sua idealização desmoronar.

O medo da realidade, de sermos contrariadas ou de termos que conviver com algo que não seja tão fácil e confortável são os fatores mais comuns para insistirmos na manutenção das lentes cor de rosa. Fazemos isso acreditando que seja melhor pensar que a pessoa é quem queremos que ela seja. Fazemos isso com a intenção de nos proteger das diferenças. E não nos damos conta do quanto isso é prejudicial para a relação. De que forma viver uma ilusão pode ser melhor do que viver a verdade? A realidade pode não ser tão doce, mas é dela que precisamos viver e é nela que os verdadeiros sentimentos se baseiam.

Tudo que é ilusão tende a acabar

Tudo que é ilusão não dura para sempre. Em algum momento, a ruptura de que falei acima acontece. Pode vir em forma de uma reação exagerada e brusca, de uma decisão inesperada, de uma traição ou de uma decepção. E então, as lentes se desfazem e nos vemos cara a cara com a realidade: ele não é exatamente como imaginamos e idealizamos. E aí, nos sentimos enganadas pela vida. Enganadas pelo outro. Enganadas por nós mesmas. Mas só a última alternativa é correta: fomos enganadas pelo nosso próprio medo de enxergar a verdade como realmente é.

Relações que duram no tempo têm menos idealização e mais compreensão. Menos superficialidade e mais parceria. Amar de verdade, acontece quando conhecemos o outro como é: com suas sombras, suas fragilidades, suas fraquezas, suas incertezas, seus medos – e, ainda assim, escolhemos conviver, compartilhar e crescer juntos. As lentes cor de rosa deixam tudo lindo em um primeiro momento, são as lentes dos contos de fadas, da paixão, dos sonhos. E não podem durar para sempre, nem vão. Entender que é preciso olhar para a vida sem lentes que a filtrem, faz de nós mais maduras e mais prontas para amar verdadeiramente.

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Você tem medo de amar?

Relacionar-se envolve abrir a alma e o coração, ter disposição para enfrentar uma realidade de incertezas, confrontar a própria sombra e, talvez, fantasmas do passado. Muitas pessoas têm medo só de pensar. Mas só há um jeito de se curar: permitindo-se amar e ser amada.

Tem muita gente por aí morrendo de medo de embarcar em novos relacionamentos. Seja porque já viveram relações muito conturbadas há algum tempo, porque colecionam uma série de decepções e frustrações ou porque não foram correspondidas em amores passados. Há quem ache que relacionamentos só trazem problemas e quem acredite que amar é sofrer. Os motivos são muitos e variados, mas carregam a mesma realidade: receio de se machucar novamente.

A verdade é que quando se trata de relacionamentos, quem está na chuva é para se molhar. Não se pode absolutamente ter garantias de que da próxima vez será diferente. No entanto, não podemos nos esquecer do fato de já não sermos mais aquela pessoa que se envolveu com aquela outra. Podemos, sim, fazer diferente daqui em diante. Relacionamentos, principalmente aqueles ruins, têm muito a nos ensinar. O que você aprendeu com aquele seu relacionamento traumático do passado?

Não podemos deixar que nossas experiências doloridas nos impeçam de acreditar no amor. Como seres humanos, nascemos para a convivência, e não para sermos sozinhas. Ficar sozinha é muito bom e necessário por um tempo – mais longo para algumas de nós, mais curto para outras. Mas, a vida só se perpetua através do amor – este é o único caminho. Portanto, se você se identifica com o medo de se relacionar, saiba que ele só pode ser combatido ao experienciar essa condição de seres sociais: precisamos amar novamente para curar o medo do amor.

E amar não é apenas dar amor, mas principalmente, permitir-se e abrir-se para recebê-lo, para ser amada. E isso exige que a gente se mostre exatamente como é, sem proteções ou barreiras. Amar é, sim, um estado de vulnerabilidade. E algumas mulheres confundem essa vulnerabilidade com a perda do poder que exercem sobre a própria vida. Uma crença extremamente limitante, já que mostrar quem se é de verdade é sinal, pelo contrário, de força e de certeza da própria capacidade de ser.

O medo de amar afasta o amor

O que acontece é que, por medo, vamos nos fechando para o outro. A insistência dá lugar à acomodação. E é aí que mora o perigo, porque podemos nos dar conta, um tempo depois, de que deixamos de viver experiências extraordinárias. Sabe quando temos medo de nadar e todos os nossos amigos se jogam ao mar naquele passeio do último ano de colégio? Anos depois, inevitavelmente, nos pegaremos questionando: “Será que não teria sido melhor pular?”.

Amar é um salto no escuro, é esquecer o medo a favor da vida, é permitir que o outro nos veja assim, como somos: um misto de fortaleza e pavor de que nada dê certo. Mas a vida é um jogo de 50-50. Pode dar tudo errado, mas pode simplesmente ser fácil e bonito. E é mais provável que seja assim quando estamos abertas e dispostas. Quando nos permitimos. Quando deixamos que a coragem nos faça seguir, mesmo com medo. Porque quem vive com medo e permite que ele vença, acaba vivendo pela metade.

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Você sabe conviver com as manias do outro?

Um tema recorrente na questão dos relacionamentos é: como conviver com as manias do outro? Mas, espere aí... Será que o que incomoda é mesmo uma MANIA, ou estamos apenas julgando o que é diferente daquilo que nós fazemos?

Relacionamento e manias é um tema que sempre surge quando conversamos sobre casais: “Gosto muito dele, mas detesto quando ele faz isso ou aquilo” – quem já não ouviu ou falou uma frase parecida? A questão é: cada pessoa tem seus gostos, jeitos e costumes próprios, vindos do convívio familiar, da educação que recebeu e da forma como vive. Somos todos diferentes. Partir da premissa de que os costumes do outro são manias, então, não seria julgar aquilo que é diferente dos nossos próprios hábitos? É bom pararmos um pouco para pensar sobre isso.

Quando o assunto é manias, devemos refletir sobre dois pontos importantes. O primeiro deles diz respeito às expectativas. Quando pensamos em alguém com quem nos relacionar ou quando estamos conhecendo alguém novo, inevitavelmente idealizamos, criamos uma imagem de como gostaríamos que a pessoa fosse, sonhamos com o parceiro ideal. Acontece que, aos poucos, vamos percebendo que o outro é diferente daquilo que havíamos imaginado. Descobrimos, inclusive, que ele tem algumas manias! Mas o que a gente tem que aprender a observar e a levar em conta é o quanto existe de projeção nossa nessas tais manias. Ou seja, o quanto estamos julgando o outro por uma imagem idealizada que criamos no nosso plano mental. Ninguém é perfeito, certo?

O segundo ponto se refere às nossas próprias manias, isto é, ao nosso próprio modo de levar a vida, aos nossos hábitos e costumes, especialmente depois de ficarmos um tempo sozinhas. Isso vale muito para quem já teve um relacionamento mais longo, se separou e aí volta, depois de um período, a se relacionar. No processo de juntar caquinhos de relacionamentos desfeitos e embarcar em novas relações, precisamos tomar cuidado para não carregar costumes e hábitos do parceiro anterior (ou do casal) e nem gerar crenças limitantes sobre o amor. Cada pessoa é diferente e única.

Nesse panorama, podemos, por exemplo, julgar alguém por ter um hábito parecido com o de um parceiro anterior. Muitas vezes, nosso emocional ferido esquece que pessoa não terá necessariamente o mesmo comportamento que a outra pelo simples fato de terem uma “mania” em comum. Hábitos e valores nem sempre estão conectados. Portanto, antes de julgar, criticar ou se desencantar, é preciso realmente se propor a conhecer o outro. Não são atitudes isoladas de uma pessoa que a definem, mas sim, o conjunto delas.

Por que uma toalha em cima da cama pode incomodar tanto?

Você se incomoda quando seu parceiro deixa a toalha úmida em cima da cama após tomar banho? Ou então, quando ele deixa a pasta de dentes destampada? Por que atitudes como essas podem incomodar tanto? Primeiro, porque são diferentes daquilo que nós fazemos. Quem também deixa a toalha em cima da cama ou a pasta destampada, dificilmente se importará com esses hábitos do parceiro.

Geralmente, quem cobra demais do outro, cobra, antes, de si mesmo. Será que, no fundo, não estamos punindo o outro por algo que a nós não foi ou não é permitido fazer? Será que não existe alguém lá dentro de nós apontando o dedo, enquanto nós mesmas desejaríamos ser mais relax com a vida?

Relacionamentos com cobranças e julgamentos se tornam pesados e difíceis de engatar. Então, tente fazer uma análise das manias do seu parceiro: será que não dá para ir conversando, se ajeitando juntos e entrando em alguns acordos? A relação ganha, vocês dois ganham, e o amor vence!

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Sobre amores não correspondidos...

Ao longo da vida, colecionamos diversos relacionamentos. Dentre eles, certamente há alguns amores não correspondidos – frutos de relações desequilibradas ou mesmo daquelas que terminaram sem nem terem começado. Amores não correspondidos causam dor, mas trazem muitos aprendizados.

Muitas de nós temem viver um amor não correspondido. Mas a verdade é que isso pode acontecer com qualquer uma de nós. Quem aí nunca se viu num relacionamento onde se doava demais e ficava na falta? Quem nunca teve um amor platônico? Ou então, quem nunca passou pela situação de não corresponder ao amor de alguém? Relacionar-se é desafiante e é sempre uma incerteza, portanto não há como termos garantias de nada. No entanto, nossos medos podem ser nossos maiores aprendizados, basta estarmos abertas para isso. O que não pode acontecer é deixar que o medo de não ser correspondida faça com que se economize amor.

Economizar amor é viver pela metade, é se relacionar de forma superficial. É uma estratégia de autodefesa que pode funcionar na aparência, mas que certamente não tem serventia quando se fala de sentimentos. Pois ninguém consegue evitar que o coração bata mais forte por alguém. Fugir do amor é impossível. Mas podemos, sim, nos fechar e deixar de viver experiências incríveis por temer que o outro não queira, ou que não se envolva tanto, ou que não esteja pronto.

Se permitirmos, amores não correspondidos podem ser ótimos professores. Quando não somos correspondidas no amor, descobrimos e testamos nossos limites: o quanto estamos dispostas a ceder para que uma relação aconteça, o quanto de nós se desfaz para agradar o outro, até que ponto devemos persistir. Questionamentos internos sobre quem realmente somos e o que é o amor verdadeiro costumam surgir, pois buscamos respostas concretas que justifiquem a não correspondência.

Qual a maior questão do amor não correspondido?

“Poxa, me doei tanto, tenho tanto amor, estou tão disposta, como é que ele pode não me querer?” – simplesmente não querendo. Tendemos a romantizar muito a questão do amor, e acabamos esquecendo que somos indivíduos, cada um com seu background, suas vivências, seus valores. A não correspondência nem sempre é uma rejeição. Nem sempre é uma negligência ao seu amor. Às vezes, é só uma diferença de timing ou de sentimento. Não coloca em xeque as suas qualidades e a sua capacidade de amar.

Sofrer por amor pode ser o maior martírio da vida, ou pode ser encarado como mais um percalço da existência. Se a sua felicidade depende desse amor ser correspondido, é preciso que haja um estudo profundo dos seus sentimentos e das suas carências. O autoconhecimento certamente pode te ajudar a lidar com a dor e a infelicidade dos amores não correspondidos com muito mais leveza. Quando você se conhece, tem consciência do próprio valor e da capacidade de buscar a própria felicidade, sem depender de terceiros.   

De qualquer forma, há muito amor por aí, não se prenda a relacionamentos não correspondidos ou que não te façam bem. Uma relação saudável a dois é feita de equilíbrio. E a vida é curta demais para não sermos correspondidas no amor. Aprenda as devidas lições e siga em frente!

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Os relacionamentos tóxicos e a percepção que temos de nós mesmas

Um relacionamento tóxico pode falar mais sobre a percepção que temos de nós mesmas do que podemos imaginar. De que forma você tem se valorizado e se colocado na vida? É hora de começar a pensar.

Atraímos os relacionamentos de que precisamos para aprender, essa é uma verdade. Sim, cada relacionamento que temos durante a vida tem o propósito de nos ensinar algo, principalmente aqueles mais difíceis. E os relacionamentos tóxicos, especialmente a sucessão deles na nossa vida, nos fala muito da percepção que temos de nós mesmas e o que precisamos mudar. Você se valoriza? Não responda de forma automática. Pense bastante sobre isso. De que forma você se valoriza e expressa seu valor aos outros? Colocar suas relações não tão bem-sucedidas em cheque é a forma de entender o que precisa ser modificado para trocar de padrão e começar a ser mais feliz no amor.

Existem algumas explicações possíveis para o fato de atrairmos, e aceitarmos, especialmente, relacionamentos tóxicos: não acreditarmos que merecemos algo melhor é, talvez, uma das mais fortes. Iniciar um caminho de bons relacionamentos na vida parte do princípio da autovalorização, da geração de ideias saudáveis sobre nós mesmas, do acreditar que somos, sim, pessoas do bem, emocionalmente saudáveis e merecedoras de felicidade.

Por que aceitamos relacionamentos tóxicos?

Há diversos tipos de relacionamentos tóxicos. E, alguns deles, muitas vezes, nos fazem sentir necessárias e importantes. Acreditamos que o problema do outro é nossa chance de redenção, de mostrar nosso valor, de finalmente ser parte de uma transformação. Só que do outro, não nossa! Você consegue entender o quanto essa percepção está invertida? Se o outro tem um problema, é ele quem precisa resolver. Em uma relação de casal, nosso papel é ser companheira, apoiadora, incentivadora, não terapeuta ou psiquiatra.

Amar não é entregar nossa sanidade e nossa alegria em detrimento de ficarmos sozinhas. Até porque estar sozinha pode ser uma ótima oportunidade de entender melhor quem somos, o que queremos (e não queremos) e de aproveitar nossa própria companhia. Ter consciência de quem realmente somos e ser feliz em nossa própria companhia é extremamente libertador e pode ser o começo de atitudes mais saudáveis do ponto de vista da autovalorização. Quem tem medo de estar sozinha pode ter, na verdade, muito receio de se conhecer.

Não deixe que esse medo te coloque numa fria! Se você se encontra num relacionamento tóxico, questione-se! E, em vez de ficar olhando para fora e culpando o outro, perceba a sua parte nessa história toda. Por que você se envolveu nessa? Por que não consegue sair? De onde vêm seus maiores medos e inseguranças? Entenda quais são os seus problemas, as suas questões e corra atrás da solução. Apenas você pode resolvê-los. Sair da zona de conforto, especialmente para quem está acostumada a aceitar e viver relações tóxicas não é uma tarefa simples, é bem desafiadora, mas é o melhor caminho para quem busca felicidade na vida amorosa. Pois quem reconhece o próprio valor, raramente se emaranha em relações prejudiciais.

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Querer controlar a vida do parceiro é normal?

Confundir amor com possessividade é algo que acontece facilmente quando nos descuidamos dos nossos próprios sentimentos e das nossas crenças limitantes. Mas afinal, querer controlar a vida do outro é normal?

Cada casal tem suas regras e, para alguns, controlar os passos do outro pode ser compreendido como forma de cuidado e atenção. Para certas pessoas, inclusive, o comportamento controlador é percebido como medida de afeição, ou seja, mostrar necessidade em controlar cada passo do outro é sinônimo de um sentimento de grande amor. Mas será mesmo? Você também pensa assim? Já se relacionou com alguém que acredita que controle é sinônimo de carinho? A verdade é que o controle envolve sofrimento de ambos os lados: sofre de ansiedade e insegurança quem sente a necessidade de controlar a vida do outro e da sensação de sufocamento quem tem seus passos controlados como se vivesse em uma prisão.

Enquanto para algumas pessoas esse tipo de comportamento, digamos, mais apegado, é fundamental para manter a chama da paixão acesa, para outras, isso simplesmente apaga o amor. Por isso é que esse assunto gera tanta discussão e até brigas entre os casais. Cada pessoa é única e cada casal, formado por duas individualidades, tem que ter seu conjunto próprio de “regras”. Comunicar-se de maneira clara e objetiva desde o começo da relação é imprescindível para que ambos decidam o que é e o que não é aceitável.

 

Mas, afinal, querer controlar a vida do parceiro é normal?

Não deveria ser. Num relacionamento de casal, a confiança deveria vir em primeiro lugar. Até porque duas pessoas escolhem ficar juntas por livre e espontânea vontade, certo? Ninguém é obrigada a nada.  Acontece que muitos casais se formam não somente pela vontade de estar juntos, mas por inúmeras outras razões (como carência, medo da solidão, vingança, interesse, dentre outros). E é aí que as cobranças começam a surgir. Se você já sabe que ele é infiel, por exemplo, e opta por entrar num relacionamento com ele mesmo que fidelidade seja uma regra de ouro para você, as chances de você virar uma namorada totalmente neurótica e querer controlar cada passo da vida dele são enormes.

O mesmo acontece quando acreditamos no conjunto de verdades sociais repassadas por livros, novelas, filmes e músicas de que o amor é sofrido, a traição está à espreita, os homens não conseguem resistir a um rabo de saia. Essas são crenças limitantes que devem ser esquecidas urgentemente. Porque não, não é absolutamente verdade que todos os homens traem. Talvez você até já tenha sido traída no passado. Mas isso não significa que você deve viver insegura no relacionamento atual e ser tornar campeã no quesito controle da vida do parceiro. Já falamos sobre carregar traumas do relacionamento anterior aqui: https://bit.ly/2D0oJjz

O medo da perda, de ser traída e de ser trocada, assim como o sentimento de posse, vêm do senso de escassez que rege boa parte das nossas relações sociais. Aprendemos desde garotinhas que há mais mulheres do que homens e crescemos em um clima de disputa – assim é com quase tudo em nossa sociedade. Mas precisamos dar um basta! Não precisamos mais viver com medo e muito menos com a necessidade de controlar a vida do outro para nos sentirmos seguras.

Cuidar daquilo em que acreditamos é um ponto fundamental para exercitar o desapego nas relações. Desapegar da necessidade de ter a vida do parceiro sob controle não significa viver uma relação aberta, e sim, entender que, se ele está com você, é porque quer. E, sim, ele ESTÁ com você – isso não quer dizer que ele É SEU. De nada adianta controlar e stalkear pois, no fundo, quem quer mesmo trair dá um jeito e quem costuma mentir vai continuar mentindo, certo? A escolha de viver um relacionamento baseado na falta de confiança e na ansiedade é sua. Você também está com ele porque quer, não é mesmo?

Se você acredita que amar é desejar saber cada passo do ser amado, reveja seus conceitos. Se estar em uma relação, para você, é sinônimo de medo e insegurança, reveja suas crenças. Se você confunde possessividade com amor e carinho, reveja seus sentimentos. O controle não ajuda em nada. Na melhor das hipóteses, pode até parecer sossegar seu coração descompassado por alguns momentos. Mas a verdade é que, ao contrário de unir, o controle sufoca e afasta o outro. O verdadeiro amor precisa ser livre. Liberte-se já do peso e da ansiedade de querer controlar a vida do seu parceiro. Liberte-o da sensação de sufocamento que o controle traz. Sejam livres! Se não há confiança, não vale a pena.

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Os novos tempos do romance cibernético

Em tempos de redes sociais, aplicativos de relacionamentos, crushes e likes, fica cada vez mais complicado entender os comportamentos do romance cibernético. 

Quem aí nunca usou app de namoro? Hoje em dia, muitas de nós acabam partindo para esse tipo de ferramenta na hora de conhecer alguém. A vida anda corrida, é cada vez mais difícil conhecer pessoas na forma, digamos, tradicional, e é aí que os apps entram, dando uma ajudinha na hora de encontrar o parceiro ideal. Mas acontece que essa aventura nem sempre é tão simples quanto pode parecer. Porque os novos tempos do romance virtual também trouxeram novos comportamentos, muitas vezes difíceis de entender.

Sabe aquele cara que você conheceu e estava saindo, numa boa, e que, de repente, sumiu, do nada? Ou então aquele com quem que deu match, que vive curtindo suas fotos, acompanhando seus posts, mas nunca te chamou para sair? Ou aquele que é gente boa pra caramba, vocês têm tudo a ver, mas aí você descobre que ele tem namorada... É claro que quando se trata de relacionamentos, qualquer pessoa pode sumir da nossa vida quando menos esperamos, pode se interessar por outra, pode se revelar comprometida, pode aparecer só de tempos em tempos. Mas esses comportamentos acabaram se tornando mais comuns e até aceitos, de certa forma, com o surgimento e a proliferação dos romances nascidos na internet.

Se você conhece alguém por intermédio de um conhecido, por exemplo, é mais difícil que essa pessoa simplesmente desapareça sem dar satisfações. O mundo virtual nos dá a falsa impressão (que talvez não seja tão falsa assim, de todo modo) de que o envolvimento é mais superficial e que, portanto, ninguém vai sair assim tão machucado. Pior, dá respaldo para que a pessoa pense e haja como ela quer, sem se importar, necessariamente, com o que o outro está sentindo.

O mais importante é sempre ter consciência do tipo de relação em que você está entrando. Dar o tempo certo para conhecer o outro e entender a dinâmica da relação (conforme já falamos aqui: https://bit.ly/2pTpWAJ) é essencial. Além disso, mostrar-se transparente desde o início e evitar joguinhos emocionais a qualquer custo deveriam ser regras básicas dos romances modernos. Deixar de ser superficial é uma decisão dos dois, sempre. Mas podemos dar o primeiro passo. Afinal, caso o outro não queria ou demonstre desinteresse, só estará encurtando o caminho que já está traçado desde o começo.

 

Dicionário dos relacionamentos modernos

Casos como os que descrevemos aqui são tão frequentes na atualidade que já existem termos para cada comportamento – que traduzem de uma forma que seria até engraçada, se não fosse triste – como agem os pretendentes desse universo da paquera virtual:

Ghosting – Vocês se conhecem, saem juntos, às vezes até mais de uma vez, o cara age como se estivesse gostando de você e, do nada, some. Vira um fantasma. Sem explicações, sem amizade, sem nada. A justificativa é que é melhor sumir do que magoar a pessoa. Oi? Ninguém merece, né?

Orbiting – O cara não sai com você de novo, mas segue curtindo suas fotos, visualizando seus posts, mandando um “oi, sumida!” lá de vez em quando, com conversas que não evoluem. Manda esse cara para fora do seu sistema solar e vai ser feliz!

Phubbing – O “Phubber” é aquele cara que sai com você, mas fica o tempo todo no celular. Não está namorando você e talvez nem queira ou vá namorar ninguém. Na dúvida, use a seguinte fórmula para decidir se aposta ou não em algo com ele: está prestando atenção em você? Se não, já era.

Breadcrumbing – Sabe aquele cara que te joga migalhas de vez em quando para garantir atenção só na hora que é conveniente para ele? Caia fora. Essa coisa de ficar ciscando aqui e ali, não engatar um relacionamento, mas também não abrir espaço para o novo é mais velho do que andar para a frente. Quem vive de migalha é passarinho, e até eles voam. Voe para longe de pessoas que têm esse tipo de atitude.

Cushioning – É quando a pessoa já tem um relacionamento, que não vai bem, mas não quer desapegar ou ficar sozinha. Então, começa a paquerar nos aplicativos para ver se consegue alguém para melhor para substituir, sabe? Ninguém merece quem é indeciso e nem quem engana outra pessoa, certo? Fique de olhos e coração bem abertos. De enrolada, já basta a vida!

[Fonte: Revista Cidade Jardim]

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Você já se envolveu com alguém comprometido?

Talvez esse seja o maior tabu dos relacionamentos: se envolver com pessoas já comprometidas. Se isso já aconteceu com você, por qualquer que seja a razão, talvez seja o momento de rever o modo como você se cuida e que papel as relações têm na sua vida.

 

Você já foi a “outra”? Assunto tenso, não é mesmo? Acredito que a maioria das pessoas concordam comigo. No entanto, o fato é que essa situação existe. Sim, muitas mulheres se envolvem em relacionamentos em que o outro já é comprometido com outra pessoa – e, claro, são muito julgadas. Inclusive, se julgam. Mas, sejamos francas... antes de tudo, o que ser a outra diz sobre alguém? Se você está vivendo essa situação atualmente, como você se sente nesse papel? Estar confortável com nossas próprias escolhas é fundamental para ser feliz. Caso contrário, sempre nos encontraremos em papéis que não consideramos ideais e que não condizem com nossos reais desejos e anseios.

É importante falar que ser a outra tem muitas faces. Embora muitas mulheres tenham medo dos julgamentos alheios, há quem veja prazer na aventura e no “perigo” de estar nessa posição. Há aquelas quem prefiram não ter amarras e, portanto, ter um parceiro já comprometido pode vir de encontro a esse objetivo. O fato é que, para a maioria das mulheres com quem converso, ser a outra é o mesmo que entrar numa “fria”. Além de acreditar ser uma enrascada, muitas delas dizem, inclusive, que jamais se imaginariam sendo pivôs de uma relação extraconjugal. Mas então, por que isso acontece? Antes de julgar, é preciso analisar os motivos que levam alguém a se envolver num relacionamento assim. Alguns deles são:

1.      Baixa autoestima

Achar que não somos boas o suficiente e que, portanto, precisamos aceitar migalhas de sentimento e de atenção é muito mais comum do que imaginamos. Existem mulheres que passam uma vida inteira sendo a outra simplesmente porque não acreditam que podem ter relações inteiras. Se você se identifica, trabalhar questões de merecimento e aprender a se valorizar são tarefas urgentes para você! Nada como ficar um tempo sozinha para aprender a se amar de verdade, viver sob uma nova ótica e entender que todas somos merecedoras de amores inteiros.

2.      Fantasia

“Ele vai terminar o casamento assim que o filho nascer”, “ele não gosta dela, por isso está comigo”, “ele só não termina o relacionamento porque ela é/está doente”. O rol das desculpas dos parceiros comprometidos que têm casos extraconjugais é infinito. E embora a grande maioria deles nunca terminam seus casamentos, muitas mulheres caem na armadilha de acreditar que algo vai acontecer, que as coisas vão mudar e que um dia tudo vai ser como elas tanto sonharam. No entanto, as estatísticas demonstram que, no mundo real, as coisas acontecem de forma diferente. Se você se encaixa nessa situação, talvez seja um bom momento para amadurecer a forma como você se relaciona e leva a vida. Um pouco de realidade, por mais dura que seja, pode lhe fazer muito bem.

3.      Autossabotagem

“Não estou envolvida, é só um caso passageiro” – este talvez seja o pensamento mais comum entre as mulheres que entram numa história com um parceiro comprometido. Mas, mesmo assim, suas aventuras duram meses ou até anos. Já conheceu alguém assim? A relação começa e a pessoa acredita que está no controle, que não vai se envolver e que, portanto, não vai sofrer. E, quando percebe, o tempo passou e ela se vê vivendo uma relação como a outra. Esse pode ser um indício de uma forma de autossabotagem que acontece quando temos algum medo ou receio de nos relacionarmos. Se esse for o seu caso, verá que mesmo que aparentemente não perceba, se parar para analisar, vai descobrir que está sempre entrando em relações sem futuro.

Certamente existem inúmeros outros motivos a serem enumerados aqui. É verdade que muitas mulheres se envolvem em relacionamentos assim sem saber de antemão. Mas o mais importante é entender que, se estamos em uma situação que não nos parece ideal, é uma escolha nossa seguir nela ou redefinir nosso plano. É uma questão de escolha.  Ninguém pertence a ninguém ou depende do outro para ser feliz. Se você age ou pensa como se a sua realização ou felicidade viesse de fora, de alguém que não seja você mesma, é hora de parar para avaliar o que se passa dentro do seu coração e da sua cabeça. Trabalhar a autoestima, a coragem de seguir seus próprios princípios e a capacidade de impor limites é a chave para construir e viver relacionamentos que condizem com nossos anseios. O que você tem escolhido?

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