Quem aí tem ciúme?

Você é do tipo “ciumenta – sim, com orgulho” ou “ciumenta – eu? Imagina!”? O fato é que o ciúme ronda muitas relações, semeia brigas e atrapalha a vida de muitos casais. Mas e aí, o que fazer?

Sabe quando a gente sente um medo danado de perder alguém? Ou quando a ideia de que podemos ser trocadas por outra pessoa nos aterroriza? O nome disso é ciúme. E só quem já sentiu na pele sabe o quanto é desconfortável. Fruto da insegurança, das crenças limitantes, das imposições sociais, da falta de amor-próprio, o ciúme é um sentimento nocivo capaz de tomar conta silenciosamente das nossas vidas.  

Longe de ser um tempero, o ciúme é, na verdade, um dos piores ingredientes que um relacionamento poderia ter. Essa história de que ciúme apimenta o relacionamento, de que tem que ter um pouco, de que é demonstração de cuidado com o que “é seu” são crenças tão erradas, mas tão erradas, que vêm desestruturando as emoções e destruindo as relações há séculos. Lembre-se que:

  1. Ninguém nos pertence, portanto, o medo de “perder” alguém é infundado;

  2. Se você acredita que pode ser traída se der espaço, esse é um problema de insegurança seu, e não do outro;

  3. Ciúme não é prova de amor, não confunda as coisas. Amor de verdade é confiança, liberdade, é estar junto por querer, não por pressão ou obrigação;

E tem mais! Se você acha que ficar “em cima”, de marcação fechada, cheia de cuidados excessivos, bancando a detetive, rastreando mensagens, ligando a cada 15 minutos para saber onde o outro está, pode evitar uma traição, saiba que está muito enganada. Muitas vezes, essa sensação de sufocamento, de falta de espaço, de falta de confiança é exatamente o que leva o outro a olhar para o lado, a buscar quem o entenda de verdade. A ciumenta não entende que o ciúme, em si, pode ser o grande estopim para uma traição. Fique esperta!

Você sofre desse mal? Perde o sono e vive desconfiando de tudo e de todos? Acredite, você não está sozinha! Muitas mulheres vivem relações doentes por conta do ciúme excessivo. Na verdade, tem gente que perde muito mais do que o sono: perde a noção, perde o chão, perde a cabeça e acaba até perdendo quem diz tanto amar.

Procure controlar seus sentimentos e seus pensamentos. Na maioria das vezes, o ciúme surge de um simples pensamento que gera um sentimento ruim. Então, em vez de deixar que o pensamento cresça dentro de você, que alimente seus fantasmas internos e tome conta de você, corte-o pela raiz. Pensamentos podem e devem ser mudados quando nos prejudicam. Não permita que os pensamentos negativos se tornem obsessivos e que te envenenem por dentro. E, se você precisa de ajuda, fique tranquila. Eu acabei de lançar um e-Book onde falo exatamente sobre o ciúme e como se livrar dele. Para baixar, é só clicar aqui: https://www.amarildas.com.br/.

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Amar é sermos livres para ser quem somos

Você se sente livre para ser você mesma dentro da sua relação? Há quem viva mais de aparências do que de realidade. Há quem ache que importante mesmo é poder esbanjar um relacionamento “perfeito”, custe o que custar. Mas, feliz mesmo é quem já entendeu que amor e liberdade andam juntos.  

 

Muitas de nós aprenderam, desde cedo, a não contrariar os outros para ter uma vida de paz ou a não nadar contra a maré para não se cansar demais. Mas, será que essa equação é mesmo verdadeira quando o assunto é relacionamentos? Abrir mão do que realmente pensamos e ir contra o que somos de verdade para não entrar em conflito ou não fugir do “senso comum” não faz a nossa vida mais feliz. Pelo contrário, pode nos frustrar seriamente e, em alguns casos, até deprimir. Essa pode ser uma das causas pelas quais tantos relacionamentos se desfazem hoje em dia: a sensação de vazio e de infelicidade de quando não estamos sendo quem realmente somos.

A grande verdade é que amar é ser livre para ser quem somos. Isso pode soar mais velho do que andar para frente, mas, ao que tudo indica, temos nos esquecido dessa máxima ultimamente. É triste constatar que, hoje, muita gente vive de superficialidade e de aparências. Enquanto relacionamentos baseados em amor nos proporcionam a sensação de liberdade, aqueles baseados em convenções sociais e em imagens de parceiros idealizados nos aprisionam. Só quando entendermos isso de uma vez por todas, estaremos prontas para relações mais saudáveis, felizes e profundas.

Somos livres quando nos sentimos à vontade com quem somos, com nossas fraquezas, nossas sombras, nossas dificuldades e nossos medos. Tornamo-nos prisioneiras quando cobramos a perfeição de nós mesmas, quando vivemos em função do nosso ego e do nosso orgulho. Quando nos relacionamos a partir do medo de errar ou de não “dar certo”, vivemos em constante estado de alerta e de tensão. Sempre medindo nossas palavras, controlando nossos comportamentos, pisando em ovos para não colocar tudo a perder. Cobramo-nos excessivamente e também acabamos cobrando muito do outro, afinal, tudo tem que andar bem.

Você se imagina feliz em uma relação assim? Sem naturalidade, sem liberdade, e cheia de cobranças e autocobranças? Eu imagino que não. Mas essas são características de muitos relacionamentos da modernidade. Há uma imposição social para que o casamento/namoro seja perfeito, sem discussões, desentendimentos e momentos de crise. Provavelmente, esse seja o resultado da junção entre a herança do tempo das nossas avós (que precisavam “segurar” um casamento a todo custo) com a era da vida simplesmente perfeita das redes sociais em que vivemos hoje.

Mas, então, como agir? O primeiro passo é se libertar das convenções sociais e do “senso comum”. Não tenha medo de nadar contra a maré. Tenha clareza das suas próprias convenções – aquelas que vêm do coração, que fazem sentido para você. Depois, exercite a coragem de mostrar seu verdadeiro eu, de expor seus valores e suas necessidades reais. Relações profundas e verdadeiras exigem honestidade, portanto, seja honesta tanto consigo mesma quanto com os outros.

Quando é amor de verdade, quando realmente há sentimentos, as convenções sociais não importam. Há compreensão e espaço para que os dois sejam exatamente como são. Há atração e respeito pela diferença. Se você vive numa relação em que não se sente confortável em ser você mesma ou em que não há espaço para isso, reveja a sua situação, repense sobre a sua felicidade. Não se aprisione! Lembre-se de que amar é ser livre, independentemente do status das redes sociais.

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Vocês estão prontos para o próximo passo do relacionamento?

Estarem felizes e satisfeitos com o relacionamento não quer dizer, necessariamente, que ambos estejam prontos para dar o próximo passo. Como lidar quando o parceiro quer algo a mais e você não se sente pronta? E quando quem não se sente pronto é ele?

Imagine a seguinte situação: vocês estão saindo há algum tempo e formam uma dupla muito legal. Os passeios são sempre leves, vocês se dão bem, estar junto é divertido e cada vez vocês se aproximam mais. Parece ótimo, não é mesmo? Mas, de repente, ele convida você para um jantar em que vai conhecer os pais dele. Ou a família inteira dele. Nesse caso, você:

a.      Acha o máximo, afinal de contas isso significa que ele quer algo sério com você;

b.      Acha precipitado, pois ainda estão se conhecendo, mas tudo bem, enfim, é só um jantar mesmo;

c.       Você se apavora, ainda não se acha pronta, acredita que está indo rápido demais, que conhecer a família vai mudar tudo, tornar mais sério, e você nem sabe o que está sentindo ainda. E se não der certo? E se depois você decidir que não quer mais? Haverá um envolvimento familiar em jogo e você não sabe como vai lidar com isso!

Talvez a reação da alternativa C esteja um pouco exagerada. Mas isso é para mostrar que a forma como você vê um próximo passo na relação é que permite entender se você está pronta ou não. Você está feliz da vida ou tem vontade de sair correndo? Não há certo ou errado, é tudo questão de timing, de ritmo, de momento. O que não pode é fazer uma coisa querendo fazer outra apenas por medo ou para agradar. Acredite, por mais que dizer um “não” pareça que vai estragar tudo o que vocês têm de bom, respeitar seu próprio ritmo fará toda a diferença lá na frente – se vocês permanecerem juntos e construírem uma vida em comum.

A vida não é uma novela

Fomos levadas a acreditar que toda história tem um enredo, que vai crescendo até chegar a um final feliz. Isso é inclusive estudado em escolas de cinema e teatro. As pessoas precisam de uma linha do tempo, de um modo linear de ver histórias para entender o raciocínio. Mas, na vida real, nem sempre é assim. A vida não é um conto de fadas ou uma novela, não há um roteiro padrão e nem sempre a gente segue uma ordem lógica dos fatos.

Não estar pronta para dar um próximo passo, seja ele conhecer os pais do parceiro ou ter um filho, é totalmente normal. Claro que, em muitas situações, isso pode significar um medo, um bloqueio, e é bacana se entender e buscar ajuda, se necessário. Principalmente quando isso acontece de forma recorrente na sua vida. Você vive fugindo de relacionamentos mais sérios? O ideal seria buscar uma terapia para poder compreender o que há por trás desse comportamento e, então, quebrar o padrão.

Mas, se esse não for o seu caso e você está vivendo uma situação isolada, respeitar-se e dar-se um tempo para refletir é o melhor remédio. Não se culpe e jamais se pressione. Procure se entender e confie nos seus instintos. Cada pessoa tem o seu timing e tudo acontece na hora certa. Não meta os pés pelas mãos, apenas respeite-se. E não tenha medo de se colocar e expressar. Lembre-se: a transparência e a honestidade são princípios básicos de um relacionamento saudável.

É claro que a situação também pode acontecer de maneira inversa: você está pronta para o próximo passo e ele não. Nesse caso, paciência e respeito. Ninguém gosta de ser colocado contra a parede. Dê tempo ao tempo, espere mais um pouco. Mas, alto lá! Não podemos esquecer que bom senso também é essencial em ambos os cenários, pois ninguém gosta de se sentir enrolado [já falamos sobre isso aqui: https://bit.ly/2VCgzmI] e paciência tem limite!

Brincadeiras à parte, deparar-se com a situação em que uma das partes não está pronta para o próximo passo do relacionamento é muito comum, afinal, cada um tem seu tempo, suas questões, seus receios. E, quando vale a pena, o outro saberá esperar. Se for amor de verdade, haverá respeito, paciência, compreensão e honestidade. Do contrário, não era mesmo para ser.

Estar com alguém não significa, de antemão, aceitar tudo da forma como a outra pessoa quer. Mas, sim, compartilhar sentimentos, pensamentos e decisões. Colocar os seus limites é fundamental para uma relação de parceria para a vida toda. Então, nada de pânico. Talvez só não seja a hora, ainda, de vocês marcarem o jantar em família. E, talvez, se vocês esperarem um pouco, essa hora simplesmente vai chegar.

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Quais são seus critérios ao escolher alguém para se relacionar?

Estar com alguém é muito mais do que satisfazer caprichos – sejam eles seus, da sua família ou mesmo da sociedade. Quando escolhemos estar com alguém pelas razões erradas, corremos um risco enorme de perder a melhor parte dos relacionamentos: a intimidade.

A pergunta é simples: quais são os seus critérios na hora de escolher alguém para se relacionar? Seguir a expectativa social na hora de escolher um parceiro pode ser um grande erro. Sabe aquele cara “bom partido” que você conheceu? Ele pode ter muitas qualidades, mas, pare e pense: é isso mesmo que você quer? Quando relacionamentos são construídos em cima de pré-requisitos sociais, de crenças e expectativas “padrão”, acabam ficando aquém nos quesitos amor e afeto. Para que a base de um relacionamento amoroso seja mais sólida, precisamos escolher de acordo com quem somos quando estamos juntos, como nos sentimos na companhia um do outro, se fazemos bem um ao outro. E, para isso, temos que dizer “não” às expectativas sociais e “sim” aos nossos próprios sentimentos!

Estar juntos pelos motivos errados significa colocar um véu no que a pessoa realmente é para estar com o que ela representa: status, carreira, beleza, sobrenome. É verdade, tudo isso já foi importante um dia, mas é coisa do século passado! Nos dias de hoje, o que importa (ou, ao menos, deveria importar) quando optamos por nos relacionar é o nosso crescimento pessoal, o nosso bem-estar genuíno. Portanto, temos que nos desprender desses rótulos superficiais para entender o que realmente os corações conversam.

Se você ainda está intimamente conectada à expectativa social, corre dois grandes riscos:

1.       Viver infeliz

Ele não é o tipo de pessoa com o qual você sonhava, essa não é a vida que você realmente desejava, mas é o quadro perfeito diante de todos: família, amigas, colegas de trabalho. Aos olhos dos outros, parece o relacionamento ideal. Só que uma pergunta não para de ressoar na sua mente: “Como eu não consigo ser feliz?”. Pois é, certamente essa pessoa é a “ideal” para alguém, mas não para você. Provavelmente você viva fingindo o tempo todo, para si e para os outros, e tentando se enquadrar no cenário perfeito que foi planejado socialmente. Mas, até quando?

2.       Perder a espontaneidade

Você está em um relacionamento considerado ideal, com alguém considerado ideal, em uma realidade considerada ideal. E então, você vive ouvindo da sua mãe e das suas amigas que é preciso cuidar para não perder tudo isso, certo? Afinal, você deu sorte! É triste, mas não existe nada de real nesse quadro e, provavelmente, nem mesmo nas suas atitudes. Porque se você tem medo de perder o que tem, vive medindo as palavras que fala, calculando os passos que dá, aceitando situações que não condizem com seus desejos e verdades. Tudo isso, apenas para manter as aparências. É triste, mas acontece muito. Só que sem espontaneidade, não há amor.

Diga “não” à expectativa social

Para amar verdadeiramente, é preciso se desfazer dos rótulos. Muitas vezes, ir na contramão das expectativas e dos padrões sociais pode ser a melhor escolha. Temos que ter em mente que ser livre pode ser muito melhor do que ser igual para se encaixar, para ser aceita. Mas então, em que se basear na hora de escolher um parceiro? Perceba quem você é quando estão juntos! Se ele te faz querer ser uma pessoa melhor, se você pode ser quem realmente é, sem medos e pressões. 

Quando nos permitimos, amar é natural, é leve, é fluido. Mas, para isso, é preciso cumplicidade, companheirismo, intimidade. Escolha alguém com quem você se sinta em casa, que acredite nos seus sonhos, que traga à tona suas melhores versões. Só assim, você poderá viver um grande amor de verdade.

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Não seja refém das suas emoções

Com as emoções funciona assim: ou mandamos nelas, ou elas tomam conta da gente e direcionam nossa vida sem que a gente perceba! Para se manter no comando é preciso ter inteligência emocional, aprendendo a observar nosso próprio comportamento e a decifrar as batidas no nosso coração.

Todas nós temos uma voz interior guiada pelas emoções. Ou a gente entende o que ela diz e dialoga com ela, ou nos tornamos reféns. Saber identificar e, principalmente, gerenciar nossas próprias emoções é um passo muito importante na construção de relações saudáveis e equilibradas. Temos que ter em mente que cada emoção que a gente sente afeta o nosso comportamento e cada emoção que a gente expressa tem uma consequência na nossa vida e nos nossos relacionamentos.

A verdade é que nossas emoções afetam mais os nossos relacionamentos do que podemos imaginar. Quantas vezes você já “descarregou sua raiva” em alguém e depois teve que pedir desculpas? Ou, então, sentiu medo de perder quem ama e, por isso, teve reações descontroladas de apego e ciúme? Pois então, quando não estamos alertas, nos deixamos guiar pelas emoções, querendo ou não que isso aconteça.

O grande problema reside em não entendermos nosso funcionamento emocional. Quando conseguimos identificar e reconhecer nossas emoções negativas, podemos escolher de que forma lidar com elas. Ora é preciso expressá-las de imediato, ora temos que guardá-las para mais tarde. Abafá-las também não é o melhor caminho, pois pode resultar em uma crise mais adiante. É o “modo automático”, o comportamento inconsciente, que faz com que a gente meta os pés pelas mãos.  E nossas relações são bastante afetadas, pois da mesma forma que nos sentimos, muitas vezes, atacadas por nossas emoções, o outro também pode se sentir atacado emocionalmente por nós.

E então, se a pergunta é: qual a saída? A resposta é: autoconhecimento e inteligência emocional! Sim, entender as próprias emoções, de onde elas vêm e como elas afetam nosso comportamento pode evitar um monte de problemas. Nossas emoções nos fazem agir, na maioria das vezes, de forma nada racional, e acabamos nos colocando em encrencas, brigas e discussões se não temos consciência disso.

O que fazer para não ser refém das próprias emoções?

É preciso se observar para entender o que muda seu humor, o que lhe provoca raiva, tristeza, medo, ansiedade, o que deixa você sem chão. E é preciso observar seu próprio comportamento para perceber se as ações estão sendo pautadas no que é real ou se você está agindo de acordo com suas emoções em desequilíbrio. Questione-se: “Aquilo que estou sentindo, é fruto de um acontecimento real?”, “É só medo de perder?”, “É só um desejo de ser a pessoa certa em uma discussão?”. Pense sobre tudo isso com carinho e evite que seus relacionamentos se tornem um verdadeiro inferno.

*** Quer saber mais sobre este assunto? Se você estiver em Florianópolis no dia 16/03/19, clique aqui https://bit.ly/2sJW8bo e inscreva-se para participar do Workshop “Inteligência Emocional nos Relacionamentos” – que será facilitado por Camilla Couto (Orientadora Emocional e Autora do Blog das Amarildas) e Ana Luize (Terapeuta Floral e Coach com visão espiritual).  

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Emendar um relacionamento no outro diz muito sobre você

Você vive de relação em relação, emendando um “amor” no outro? Cuidado! Esse tipo de comportamento pode revelar uma característica muito importante: o medo de ficar sozinha e de cuidar da própria vida.

Gente que emenda um relacionamento no outro. Mal termina com alguém, já está se envolvendo com uma pessoa nova. Você é assim? Se não é, certamente conhece alguém que seja, né? Muitas mulheres têm esse tipo de comportamento: nem bem acabam uma relação, já iniciam outra, em busca de conforto e satisfação pessoal. Isso acontece quando acreditamos que só podemos ser felizes estando com alguém. Mas isso é uma mentira!

Quem emenda um relacionamento no outro pode ter, lá no fundo, um medo gigante:  ficar sozinha. Aliás, quem nunca? A verdade é que esse medo foi alimentado por séculos! Há menos de 100 anos, as mulheres eram criadas para serem esposas. E há muito menos do que isso, uma mulher divorciada era colocada à margem da sociedade. Ou seja, nós realmente viemos de um tempo em que ficar sozinha era motivo de exclusão. Ainda hoje existe, no inconsciente coletivo, a informação de que estar sozinha não é bom.

No entanto, isso não faz o menor sentido nos tempos atuais. Estar sozinha é a melhor forma de nos conhecermos, de ter contato com nossas próprias necessidades, de experimentar o que nos faz realmente bem. Infelizmente, muitas de nós ainda passam a vida toda fazendo o que o parceiro gosta, o que o marido quer, o que o namorado acha certo. Em pleno 2019! E não é fraqueza. É que ir contra esse inconsciente coletivo requer muita coragem e uma dose extra de determinação, mesmo.

Mas não é só isso. Além do medo de ficar sozinha, quem emenda um relacionamento no outro e faz de tudo o tempo todo para estar com alguém pode estar fugindo de si mesma. Relacionamentos nos mantêm ocupadas e com menos tempo de olhar para dentro. Quando o foco está do lado de fora, não precisamos nos confrontar com nossas verdades internas. Pare e reflita: de que exatamente você tem fugido quando escolhe fixar sua atenção no lado de fora? Carência? Julgamentos? Medo? Fazer uma autoanálise é muito importante para entender o seu funcionamento emocional. Assim, poderá fazer escolhas mais conscientes e saudáveis daqui para frente.

Por que, então, emendamos um relacionamento no outro?

Provavelmente porque temos medo de nunca mais estar com alguém. Porque temos medo de ter algum “defeito de fábrica” que faz com que a gente não consiga manter um relacionamento por muito tempo. Porque temos medo de descobrir que somos muito diferentes da nossa família e das nossas amigas. Porque vivemos querendo provar algo para alguém.

Mesmo que tudo isso aconteça de forma inconsciente, a necessidade de emendar um relacionamento no outro é sinal de que estamos em falta com nós mesmas. Não, ninguém tem o dever de segurar relacionamento. Relacionamentos permanecem porque fazem sentido, porque alimentam duas almas, porque são feitos de sonhos em conjunto e de duas pessoas inteiras. Ninguém deveria ter medo da solitude, da própria companhia, da oportunidade de fazer as próprias escolhas, da própria verdade e de se honrar por tudo isso.

Emendar um relacionamento no outro é uma fuga que apenas afasta você de si mesma. Se estiver sozinha ou prestes a ficar, experimente estar um tempo a sós com seu próprio universo. Investigue sua alma, descubra suas reais afinidades. Prove a calma de tomar um chá vendo o pôr do sol, ou de ir à praia no horário em que bem quiser, sem necessariamente precisar de companhia. Escolha o filme, a série, o livro. Por você. Exercite primeiro esse amor, que o amor a dois virá melhor, depois.

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Ser boazinha demais só prejudica

Quem vive preocupada demais com a opinião dos outros, tentando sempre agradar, acaba se esquecendo do que realmente importa para si e, pior, nunca consegue agradar a todo mundo. Vivemos em ansiedade e sem atingir nossas próprias metas. Por quê?

Você conhece a “síndrome da boazinha”? É um termo criado pela psicóloga Harriet B. Brakier e título de seu livro que fala sobre a compulsão de agradar. Sabe aquelas pessoas que estão sempre prontas a ajudar, que nunca dizem “não” e que pensam sempre nos outros em primeiro lugar? Por que será que elas fazem isso? O maior dos motivos é: para agradar.

Nos meus atendimentos, me deparo constantemente com esse mesmo quadro: pessoas incríveis que vivem na falta porque priorizam sempre os outros. Elas quase não têm tempo para si mesmas porque passam seus dias sendo boazinhas demais com o parceiro, com os filhos, com as amigas, com os pais, com o chefe, com os vizinhos... Ufa! A lista é interminável. E, sim, para elas é muito importante tentar agradar a todos. Muitas vezes, deixam até de tomar decisões sobre a própria vida por medo de não serem aceitas pelas pessoas que lhe cercam.

Essa história parece familiar para você? Pois saiba que esse tipo de atitude só prejudica. Viver sob a visão alheia sobre o que somos, o que fazemos e o que nos acontece está longe de ser a o caminho da felicidade. Pelo contrário, pode trazer muita frustração e a sensação de falta e vazio. Pare e pense: enquanto você está sendo boazinha demais com os outros, quem está sendo boazinha com você? Viver em busca da aprovação externa significa viver constantemente com dois sentimentos:

1)      Impotência por não ser capaz de agradar a todos

Vivemos em ansiedade, pensando muito a cada decisão tomada. Vou agradar? Vão me aceitar? O que será que minha mãe vai dizer? Será que meu marido vai gostar? Minhas amigas vão aprovar? Pense em quantas vezes você deixou de fazer algo para agradar aos outros e ainda assim foi criticada. Ou então, nas vezes em que você fez algo a alguém e não foi reconhecida. Eu aposto que essas duas situações já aconteceram com você. Mas não vão se repetir se você entender de uma vez por todas que os outros não podem ser a base da nossa conduta, a opinião alheia não pode ser o motivo da nossa alegria (ou da nossa tristeza) e as críticas externas não podem, jamais, ser a baliza das nossas decisões pessoais. Toda vez que a gente faz (ou deixa de fazer) algo, tem sempre alguém para criticar. Portanto, em vez de se sentir impotente por não conseguir agradar a todos, priorize o seu bem-estar. Faça por você. Seja boa para si mesma!

2)      Vazio constante por não fazer o que realmente se quer

Mesmo que esteja lá, guardadinha, essa sensação incomoda, de forma silenciosa. Quando agimos pelos outros, deixamos de fazer coisas por nós mesmas. E agradar aos outros não pode ser mais importante do que agradar a si mesma. Caso contrário, vivemos na falta, no vazio. E quando somos boazinhas demais com os outros e não nos colocamos em primeiro lugar, vamos, aos poucos, perdendo a alegria de viver. Essa frustração pode estar diluída em tudo, causando apatia, tristeza e até depressão. Geralmente, temos impulsos, vontades, que são prontamente silenciados por aquela frase cruel tão familiar: “o que os outros vão pensar?”. Mas, chega! Não condicione sua própria felicidade à opinião e à aceitação dos outros. Satisfaça suas próprias necessidades e vontades. Faça o que quer fazer independentemente do que os outros vão pensar de você.

Quem se ama de verdade, se prioriza e busca agradar a si mesma em primeiro lugar. E, a partir da própria alegria e satisfação, acaba mostrando, a todos que a cercam, que as decisões tomadas são assertivas e condizentes com seus desejos pessoais. Um bom exercício para isso é imaginar-se completamente livre: se você não tivesse que dar satisfação a ninguém, se não houvesse mais ninguém que pudesse criticar suas atitudes, o que você faria?

Outro exercício é levar muito a sério o empoderamento pessoal. Encoraje-se! Comece com pequenas atitudes, faça suas próprias escolhas. E veja como se sente. Muitas vezes, achamos que vamos ficar mal com as críticas, sem perceber que elas, na verdade, já existem! Só nossas expectativas de agradar é que estão sendo satisfeitas, na hora da tomada de decisão.

E assim, sentimo-nos frustradas e vazias, porque nosso esforço para sufocar nossos impulsos verdadeiros acabam sendo em vão. Então, vamos fazer diferente? Vamos apostar na nossa verdade? Ser boazinha demais e querer agradar a todos é a pior postura que você pode tomar. Lembre-se: agradar a todos não é possível, não é real e ainda impede você de ser feliz!

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Por que vocês estão juntos?

Refletir sobre a própria vida e as nossas relações ajuda a compreender se estamos vivendo de acordo com o que realmente desejamos. Você já se perguntou POR QUE você e seu parceiro estão juntos?

Um dia desses, li uma mensagem que falava sobre questionar-se. Parece simples demais, mas observando os problemas que são trazidos até mim, percebo que muita gente vive no piloto automático, principalmente ao se relacionar. A gente vai seguindo a onda, trabalhando, pagando contas, convivendo. Então, esse movimento de parar e pensar no que realmente importa, naquilo que desejamos, quem somos, o que nos move, é sempre deixado para depois. Mas essa reflexão pode fazer uma enorme diferença em nossas vidas. Vamos lá?

Se o seu relacionamento não vai tão bem assim, seja lá qual for o motivo, talvez seja hora de começar a pensar mais sobre si mesma, sobre o que te move, o que te paralisa. Não é preciso estar vivendo um relacionamento tóxico ou abusivo, ou estar passando por uma crise realmente grave para dar o passo inicial. Muitas vezes, nada de ruim acontece, mas sentimos que estamos emocionalmente estagnadas. Quem nunca? A gente sente que podia ir além, crescer mais, ter mais frutos do relacionamento, sabe?

Esse é um problema recorrente nas relações, e que, por não ser visto efetivamente como um problema, acaba sendo negligenciado. Principalmente, porque vivemos sob muitas crenças sociais. E essas crenças nos dizem que, por exemplo: se você é casada ou está em um relacionamento sério, é melhor do que estar solteira. Se tem alguém que provê a casa, melhor do que ter que trabalhar sozinha para se sustentar. Se tem alguém que é um bom pai, melhor do que criar filhos sendo mãe solo. E, sob essas opiniões alheias, seguimos acreditando que “é melhor deixar como está”. Mas eu te pergunto: por quê?

Veja bem, este texto não é uma apologia à solitude e não estou sugerindo que saiam terminando relacionamentos que não sejam perfeitos. Longe disso. Nossos parceiros não são perfeitos. Nós também não somos perfeitas. Relacionamentos não são perfeitos. Então, como podemos desejar que nossos parceiros e nossas relações nos proporcionem apenas dias ensolarados de amor? Impossível. O que eu quero enfatizar é que o questionamento sobre por que vocês estão juntos é importante e pode até reforçar a parceria e o sentimento que já existe.

Para isso, é preciso ter consciência, questionar-se, viver com protagonismo. Aí, sim, tudo vale a pena. Estagnar por medo de mudar é que é errado. Viver um relacionamento que te ensine a ser melhor, se isso estiver dentro das suas possibilidades e sonhos, pode ser sensacional. Mas é preciso ter esse poder de escolha, para tudo na vida, inclusive para os relacionamentos. E, para isso, é preciso ter a coragem de se conhecer e de enfrentar as respostas que o nosso próprio coração nos dá. E aí, qual seu nível de coragem, hoje? Por que vocês estão juntos, afinal?

 

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Relacionamentos são baseados em escolhas

Todo relacionamento é baseado em escolhas. Mesmo que, muitas vezes, pareça que o caminho é um só ou que tenha que ser exatamente de uma determinada maneira, ainda podemos escolher. Nossa vida é o conjunto das escolhas que fazemos diariamente. Que tipos de relacionamentos você está escolhendo viver hoje?

A vida é feita de escolhas. Estamos escolhendo a toda hora, mesmo que pareça que não. Até deixar de escolher e ser levada pelo fluxo é uma escolha. E nos relacionamentos não é diferente. Não, você não é obrigada a continuar num relacionamento tóxico, por exemplo. E nem se relacionar com quem você não queira. Se esse alguém é da família ou do trabalho, temos a impressão de não termos escolha. Mas temos! Somos nós quem escolhemos a importância que damos para essas pessoas em nossa vida. Somos nós quem escolhemos o quanto o comportamento delas nos influencia. Somos nós quem escolhemos quanto tempo da nossa vida dedicamos a elas. Certo?

Fazemos escolhas inclusive quando decidimos aceitar o que é socialmente imposto. Quantas pessoas desejam uma vida livre e se prendem a relacionamentos para agradar ao círculo familiar? Quantas de nós suportam relações ruins por medo de encarar um divórcio? Ou, então, quantas mulheres escolhem simplesmente ficar sozinhas por medo de que suas relações sigam o mesmo destino que veem sendo perpetuado há décadas, sem amor, mas com o condicionamento social?

Você já parou para pensar no que realmente deseja? Eu te desafio a parar por alguns momentos e fazer uma autoanálise: o que te faz realmente feliz em termos de relacionamentos? Você é feliz com suas escolhas? Esse processo de reconhecer que sempre temos o poder da escolha e que somos plenamente responsáveis por elas é profundo e transformador. Muitas vezes, temos medo de decidir, de optar. Medo de errar. E, então, seguimos o “senso comum” ou as velhas fórmulas que já conhecemos, iludindo-nos ao pensar que elas nos farão bem, e nos acomodando mesmo quando nos fazem mal, porque, afinal, é assim mesmo. Muitas vezes acreditamos que o rumo que seguimos é o único caminho possível. Mas não é.

Amadurecer emocionalmente é ser capaz de desbravar novos destinos, de reconhecer que o medo e a adrenalina de antes de se jogar em uma nova oportunidade podem ser positivos. Se as fórmulas conhecidas fossem perfeitas, não haveria casais desfeitos, amantes tristes ou famílias desunidas. Mas, se há casais felizes, famílias inteiras e pessoas realizadas, é porque existem maneiras diferentes de chegar a um mesmo lugar. Um caminho que só pertence a quem o escolhe. Que pode, sim, muitas vezes, ser diferente daquilo que foi sonhado ou planejado. Mas no inesperado há muito aprendizado. E, tantas vezes, muito amor!

Relacionar-se é escolher, constantemente

Estar em um relacionamento a dois significa escolher, constantemente. Escolher com quem se está, escolher se vai brigar ou aceitar a toalha molhada em cima da cama, se vai passar o Natal na casa dos próprios pais ou com a família dele, quem faz o café da manhã e quem lava a louça. São escolhas que, primeiro, são feitas por indivíduos e que, depois, passam também a ser escolhas do casal. Estar junto é compartilhar, inclusive o medo do desconhecido e do inesperado.

Não há certeza em viver. Tudo é impermanente. E é nessa impermanência que existe espaço para o novo, para a construção, para as escolhas. Imagine-se em uma realidade totalmente imposta, que loucura e que chatice que deve ser! Ser livre é correr riscos, é escolher a todo momento. Portanto, nesse comecinho de ano, faça uma avaliação das escolhas que trouxeram você até onde está. Quem sabe, compreender quais foram os “erros” e os “acertos” te permita tomar decisões mais conscientes e mais firmes nos seus relacionamentos a partir de agora. Há um futuro inteiro esperando pelas suas novas escolhas. Apodere-se delas, arrisque-se e faça de 2019 o seu melhor ano!

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Amar é sofrer? Vamos destruir essa crença para 2019!

Já está mais do que na hora de entender que essa é uma crença limitante que nos faz acreditar que é normal e inevitável “sofrer” por amor. Mas isso não é verdade!

Não, não é normal sofrer por amor. Veja bem, existem, sim, algumas situações que nos levam ao sofrimento, como por exemplo: não ser correspondida em nossos sentimentos, perceber que o outro não quer se adequar ao relacionamento ou o fim de uma relação. Sofrer, em momentos como esses, é natural, mas é algo pontual e passageiro – como uma ponte que nos leva de uma situação a outra a ser construída. No entanto, momentos assim não fazem do amor sinônimo de sofrimento. Não podemos seguir acreditando que amor é sofrimento e, portanto, ficar alimentando relações tóxicas ou platônicas. Acredite, viver assim não é saudável e não é natural.

Amar é um estado de espírito, muito mais do que uma ação. Quando estamos preenchidas de amor e conseguimos que esse sentimento flua, nos sentimos plenas e felizes – a gente simplesmente ama (a vida, a nós mesmas, aos outros). Entretanto, quando acreditamos que “amar é sofrer”, corremos um risco grande de confundir sentimentos, de exigir algo dos outros ou da vida que não é possível receber. Quando condicionamos nosso próprio bem-estar ao fato de recebermos amor dos outros, do jeitinho exato que a gente quer, sofremos. Altas exigências, altas expectativas. E, já sabemos, expectativas e sofrimento são quase sinônimos, certo? [Leia mais aqui: https://bit.ly/2HLFjlb]

Então, porque acreditamos que amar é sofrer? Um dos motivos é porque temos uma cultura que preconiza o amor romântico como sendo um amor dramático. Vemos isso o tempo todo no cinema, por exemplo. Mocinhas apaixonadas por parceiros que nada têm de mocinhos, que precisam sofrer por eles, que precisam modificá-los para poderem ser felizes para sempre. Bem ao estilo A Bela e a Fera. Quem sabe, depois de todo o sofrimento, a fera se torne um príncipe? Bem, na vida real, nem sempre acontece assim.

E as músicas? Nas letras, amar e sofrer andam sempre juntos, já reparou? E o amor romântico é tema constante da grande maioria dos ritmos musicais. Sem prestar muita atenção, escutamos, constantemente, uma espécie de mantra que diz “tudo bem sofrer por amor, é assim mesmo”. E não é! Está na hora de começar a entender a mensagem que consumimos e o que dela vem fazendo parte dos nossos comportamentos. Começar o novo ano com uma nova atitude, além de saudável, pode mudar para melhor a sua compreensão do mundo, da vida e do amor.

O que é sofrer, então?

Sofrer é não amar a si mesma. Sofrer é deixar a nossa felicidade nas mãos do outro, é condicionar nosso bem-estar a um sentimento recíproco, do tipo “só serei feliz se ele me amar”. Sofrer é ter expectativas demais sobre as situações e as pessoas que nos cercam. Sofrer é se apegar excessivamente a uma ideia ou pessoa, é ser possessiva, insegura. Sofrer é não ter coragem de correr atrás dos nossos sonhos. Tudo isso é sofrer. E esses sentimentos são totalmente desconectados do amor verdadeiro. Amar liberta, convive com as diferenças, é leve, respeita. É um estado de espírito, como falei ali em cima. Quando amamos de verdade, temos em nós algo que gera alegria, leveza, plenitude, e não sofrimento.

Como bem diz o músico Zé Ramalho em sua canção “Sinônimo”: a gente leva pouco tempo para entender que o sinônimo de amor é sofrer, enquanto, na verdade, o sinônimo de amor é amar! Então, que tal trocar o disco, a lista de preferidos no Netflix e no Spotify, e começar a perceber que não é preciso sofrer para amar? Pelo contrário, quem ama de verdade é feliz simplesmente por ter esse sentimento dentro de si!

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