Amar é sermos livres para ser quem somos

Você se sente livre para ser você mesma dentro da sua relação? Há quem viva mais de aparências do que de realidade. Há quem ache que importante mesmo é poder esbanjar um relacionamento “perfeito”, custe o que custar. Mas, feliz mesmo é quem já entendeu que amor e liberdade andam juntos.  

 

Muitas de nós aprenderam, desde cedo, a não contrariar os outros para ter uma vida de paz ou a não nadar contra a maré para não se cansar demais. Mas, será que essa equação é mesmo verdadeira quando o assunto é relacionamentos? Abrir mão do que realmente pensamos e ir contra o que somos de verdade para não entrar em conflito ou não fugir do “senso comum” não faz a nossa vida mais feliz. Pelo contrário, pode nos frustrar seriamente e, em alguns casos, até deprimir. Essa pode ser uma das causas pelas quais tantos relacionamentos se desfazem hoje em dia: a sensação de vazio e de infelicidade de quando não estamos sendo quem realmente somos.

A grande verdade é que amar é ser livre para ser quem somos. Isso pode soar mais velho do que andar para frente, mas, ao que tudo indica, temos nos esquecido dessa máxima ultimamente. É triste constatar que, hoje, muita gente vive de superficialidade e de aparências. Enquanto relacionamentos baseados em amor nos proporcionam a sensação de liberdade, aqueles baseados em convenções sociais e em imagens de parceiros idealizados nos aprisionam. Só quando entendermos isso de uma vez por todas, estaremos prontas para relações mais saudáveis, felizes e profundas.

Somos livres quando nos sentimos à vontade com quem somos, com nossas fraquezas, nossas sombras, nossas dificuldades e nossos medos. Tornamo-nos prisioneiras quando cobramos a perfeição de nós mesmas, quando vivemos em função do nosso ego e do nosso orgulho. Quando nos relacionamos a partir do medo de errar ou de não “dar certo”, vivemos em constante estado de alerta e de tensão. Sempre medindo nossas palavras, controlando nossos comportamentos, pisando em ovos para não colocar tudo a perder. Cobramo-nos excessivamente e também acabamos cobrando muito do outro, afinal, tudo tem que andar bem.

Você se imagina feliz em uma relação assim? Sem naturalidade, sem liberdade, e cheia de cobranças e autocobranças? Eu imagino que não. Mas essas são características de muitos relacionamentos da modernidade. Há uma imposição social para que o casamento/namoro seja perfeito, sem discussões, desentendimentos e momentos de crise. Provavelmente, esse seja o resultado da junção entre a herança do tempo das nossas avós (que precisavam “segurar” um casamento a todo custo) com a era da vida simplesmente perfeita das redes sociais em que vivemos hoje.

Mas, então, como agir? O primeiro passo é se libertar das convenções sociais e do “senso comum”. Não tenha medo de nadar contra a maré. Tenha clareza das suas próprias convenções – aquelas que vêm do coração, que fazem sentido para você. Depois, exercite a coragem de mostrar seu verdadeiro eu, de expor seus valores e suas necessidades reais. Relações profundas e verdadeiras exigem honestidade, portanto, seja honesta tanto consigo mesma quanto com os outros.

Quando é amor de verdade, quando realmente há sentimentos, as convenções sociais não importam. Há compreensão e espaço para que os dois sejam exatamente como são. Há atração e respeito pela diferença. Se você vive numa relação em que não se sente confortável em ser você mesma ou em que não há espaço para isso, reveja a sua situação, repense sobre a sua felicidade. Não se aprisione! Lembre-se de que amar é ser livre, independentemente do status das redes sociais.

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