Sozinha ou acompanhada, qual o melhor jeito de viver?

Durante centenas de anos, fomos ensinadas que havia um jeito melhor de se viver: acompanhada. Geralmente, essa era a forma que o meio social e a família ditavam como ideal. Hoje, vivemos uma transição nos costumes e exercitamos cada vez mais a liberdade de escolha. E aí, eu te pergunto: é melhor viver sozinha ou acompanhada? 

Antes de tudo, vou explicar o motivo da pergunta-título deste texto. A questão é que, apesar dessa liberdade de escolha que estamos conquistando, ainda converso com muitas mulheres que relatam viver relacionamentos que trazem mais angústia do que bem-estar, ou que estão em um momento especial e/ou complicado da vida e não conseguem engrenar um relacionamento, ou, então, que estão apaixonadas, mas acham que estar com alguém pode significar exatamente retroceder nessa questão da liberdade. Ou seja, hoje em dia, há muita gente que enxerga os relacionamentos quase como sinônimo de problemas.

Mas não precisa ser assim. A verdade é que temos que mudar a forma como encaramos os relacionamentos a dois: ora como nossos salvadores, ora como grandes vilões. Essa forma dual de se pensar sobre relacionamentos é algo extremamente irreal e ultrapassado. Se você se identificou com uma das situações que eu descrevi acima, fique tranquila, você não está sozinha. Em primeiro lugar, é importante entendermos que não há “lado certo” para estar, entende? Existe o que te faz bem de verdade.

A melhor parte de ser livre é exatamente poder exercitar essa liberdade! Sim, nós temos o poder da escolha! Só que, muitas de nós, ainda têm a ideia de que, para ser livre, precisamos estar sozinhas. Como se anos de opressão (que se dava inclusive pelos relacionamentos, claro) precisassem ser revertidos com o extremo oposto. Mas, será mesmo? Será que ter uma relação é o problema, ou é a forma com que vemos as relações que precisa mudar junto com os costumes?

Podemos estar acompanhadas, e ainda assim, sozinhas

Muitos relacionamentos existem apenas de fachada e, na prática do dia a dia, provocam mais solidão do que companhia. Certamente, você já conheceu algum casal assim, ou já passou por algo parecido. Viver de aparências é algo que não pode mais ser aceito nos dias de hoje. Aparências para quem? Quem é o seu fiscal de vida, quem é que vai dizer se você está certa ou errada por estar sozinha ou acompanhada? Quem sabe o que é melhor para você, além de você mesma?

A grande pergunta é: qual é o SEU verdadeiro desejo? De que forma VOCÊ enxerga as relações? O que você precisa curar para que os seus relacionamentos não sejam motivo de dor ou de encolhimento da sua personalidade, e, sim, promotores do seu crescimento e da sua autonomia? Percebe que é preciso curar, talvez, o modo como você percebe a questão, e não ela, em si?

Quer ficar sozinha por um tempo? Tudo bem! Tem planos de ficar sozinha por muito tempo? Ótimo também! Contanto que seja uma escolha consciente e não motivada por rancores ou medos. Quer ter uma relação saudável? Bora lá. Curar a si mesma é o primeiro passo para atrair pessoas também curadas, inteiras e que topem seguir conosco rumo a um crescimento pessoal constante. Tem certo e errado? Não! Tem a sua vontade, a sua necessidade de aprendizado e o que fala diretamente ao seu coração. O que não pode é viver frustrada, infeliz, insatisfeita. Esteja você, sozinha ou acompanhada.

Quer ajuda para entender melhor a sua situação? Envie um e-mail para amarildasblog@gmail.com e vamos agendar uma conversa!

sozinha ou acompanhada melhor.jpg