Seja uma INDEPENDENTE emocional

Chega de viver pensando no que vão pensar ou dizer de você. Chega de esperar aprovação para tudo que fizer. Chega de colocar suas possibilidades de ser feliz nas mãos dos outros. Chega de agradar ao outro infinitamente, em vez de agradar a si mesma. É hora de virar uma independente emocional!

Você é uma independente emocional? Você conhece seus valores, seus desejos, seu propósito e vive em congruência com eles, sem se importar com o que os outros vão pensar? Se você respondeu “sim”, parabéns, você é independente emocionalmente da opinião externa e consegue viver sua própria verdade. Mas se você, assim como a maioria das mulheres que me procura, ainda não consegue agir pelas suas próprias regras e fica sempre esperando que os outros aprovem suas atitudes, valorizem suas qualidades e reconheçam seus esforços, chegou a hora de repensar.

De que adianta viver sob o olhar de aprovação (ou não) de outra pessoa, e manter uma alma aprisionada e infeliz? Você já parou para pensar no tanto de oportunidades que já perdeu porque não sabia se iria ou não ser aprovada? Porque ficou com medo do que iriam pensar? Porque não sabia se iria dar certo? Porque não se permitiu errar? Pois a notícia é: nunca saberemos se algo dará certo até fazermos. Nunca será possível agradar a todos. Nunca teremos aprovação total para nossas escolhas. E o preço a pagar na tentativa de atingir tudo isso pode ser muito alto: silenciar a própria alma.

Um preço alto demais para relacionamentos ruins

A grande questão é que, com a atitude de aprisionamento emocional, corremos um alto risco de vivermos péssimos relacionamentos, pois não nos relacionamos a partir do nosso verdadeiro eu. Imagine que você conhece alguém e imediatamente se molde para que o relacionamento possa acontecer. A outra pessoa se apaixona e se sente atraída pela imagem que você construiu, e não pelo seu verdadeiro eu. Pronto, o roteiro de um filme sem final feliz está montado.

As consequências são expectativas frustradas, desejos não correspondidos, verdades camufladas e toda sorte de incertezas que você possa imaginar. Quando somos independentes emocionalmente, não estamos nos ocupando o tempo todo com julgamentos externos, porque somos nossas próprias guias. E é só dessa forma que conseguimos nos colocar inteiras em relações saudáveis e ser mais felizes, tanto sozinhas quanto nos relacionando. Chega de depender emocionalmente dos outros. Sejamos independentes. Pense nisso e pare de se adaptar e se moldar em troca de ter um parceiro ou uma amizade.

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Síndrome de Walt Disney – o que é e como lidar?

Confiar no “felizes para sempre”, esperar que sapos virem príncipes, acreditar que os relacionamentos proporcionam a felicidade eterna são sintomas da Síndrome de Walt Disney. Você conhece?

Chama-se síndrome de Walt Disney aquela crença infantil, aquela esperança mágica de que a partir do dia em que encontrarmos o parceiro certo ou formarmos uma família, teremos encontrado a felicidade eterna. Você pode até não ter se identificado... mas e quanto a querer que o parceiro mude? Não é o mesmo que acreditar que sapos, quando beijados, viram príncipes?

É verdade que, desde meninas, somos instigadas a acreditar no “viveram felizes para sempre” das animações infantis e, mais tarde, dos filmes e das novelas – que, normalmente, aparece após uma cena de casamento que fecha a história sem mostrar o que vem depois. A realidade é sempre bem diferente. Acreditar que a nossa felicidade é possível somente através de algo ou alguém faz com que:

1)      Vivamos adiando o momento de ser feliz, já que ainda não encontramos o parceiro dos nossos sonhos ou ele ainda não mudou e se tornou quem desejamos;

2)      Nos eximamos da nossa própria responsabilidade de correr atrás do que nos faz feliz por nós mesmas;

3)      Deixemos de enxergar a felicidade do dia a dia nas pequenas coisas, pois nosso foco está no outro e no relacionamento.

Quando estamos em um relacionamento alimentado pela síndrome de Walt Disney, enxergamos o outro não apenas como um príncipe encantado, um salvador, mas também como a fonte principal da nossa felicidade. E ao esquecer que as maiores responsáveis por nossa felicidade somos nós mesmas, tornamo-nos emocionalmente dependentes e inseguras. Daí surge o medo de perder o parceiro e então, o apego, a possessividade, o ciúme e a necessidade de controle que, aos poucos, tomam conta da relação. O que no início achávamos que tinha potencial para se assemelhar a um romance digno dos contos de fadas, transforma-se num filme de terror.

Quando nos colocamos no papel de dependentes do outro, a simples ideia de perdê-lo se torna um pesadelo. Esse medo faz com que nossa necessidade de controle seja cada vez maior e, consequentemente, a relação vai se desgastando e o estresse entre o casal passa a ser rotineiro. O fato é que precisar do outro para ser feliz é uma verdadeira prisão.

E como lidar?

Os remédios mais indicados contra a síndrome de Walt Disney são: parar de criar expectativas e deixar de fantasiar. Quando enxergamos e aceitamos a realidade, isto é, a beleza dos seres humanos (com todos os seus defeitos), assim como a natureza dos relacionamentos (com seus momentos de alegria e os de crise – altos e baixos), fica muito mais fácil se relacionar sem se frustrar.

Outra maneira de espantar essa síndrome é identificando dentro de nós o que realmente nos move nos relacionamentos. Será que é mesmo amor? Ou será que estamos nos relacionando por carência, medo de ficarmos sozinhas ou apego à fantasia daquilo que talvez um dia nossos parceiros possam vir a ser se mudarem, se conseguirmos comprar aquela casa maior, se tivermos um filho ou mais um...

Enquanto ficamos presas às nossas expectativas e fantasias de como o parceiro ou o relacionamento deveriam ser para sermos felizes, privamo-nos de enxergar a beleza de como eles realmente são – inconstantes, assim como tudo na vida real. 

 

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Fuja de relacionamentos abusivos

Para ser feliz, não basta apenas conhecer e amar si mesma, é preciso impor limites e fugir de relacionamentos abusivos. Comece 2018 praticando o autorrespeito.

Relacionamentos abusivos nem sempre são fáceis de serem reconhecidos em um primeiro momento. Mas a primeira regra é: se algo que o outro faz te deixa desconfortável, fique atenta. O amor é tranquilo, fácil e acontece naturalmente entre duas pessoas que se admiram e se respeitam. Respeito é, na verdade, o mais importante item de um relacionamento saudável. Sem ele, uma relação pode facilmente tornar-se abusiva.

Para começar 2018 longe de relacionamentos que te façam sofrer, separamos algumas dicas bem práticas. Em um relacionamento saudável:

1.       As duas partes estão dispostas a ouvir. Preste atenção se suas necessidades e opiniões são realmente ouvidas pelo outro;

2.       Há respeito pelas diferenças;

3.       Há admiração pelas atitudes do outro;

4.       Há carinho e gentileza recíprocos;

5.       Há crescimento mútuo;

Detecte os sinais de alerta

Palavras rudes sem necessidade, falta de atenção e cuidado, desinteresse pelos seus projetos e sonhos, ausência de diálogo são sinais de alerta. Uma relação que chega a esses pontos e não é resolvida pode facilmente se tornar abusiva. Incontáveis situações de violência, verbal e física, poderiam ser evitadas se houvesse uma barreira formada pelo amor próprio e pelos limites pessoais.

Aprenda a dizer “não” para o que não acrescenta, para o que não faz bem. Siga o ditado que diz que é melhor ficar só do que estar em má companhia. Enfrente seus medos de abandono, de rejeição e seja sua melhor amiga e parceira. Aja em seu favor. Só assim você será capaz de construir e viver relacionamentos saudáveis.

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Solidariedade – um princípio básico do relacionamento saudável

Muitas vezes, esquecemos que amar também é se colocar no lugar do outro. A solidariedade, tão discutida no âmbito social, acaba perdendo destaque nas relações mais íntimas. E se resolvêssemos mudar isso no ano que está começando?

Quantas vezes você se colocou no lugar da outra pessoa em uma conversa, em uma questão importante, em um julgamento, praticando o princípio básico da solidariedade? Apontar dedos é algo tão normal em nossa sociedade, que esquecemos o princípio mais importante: para qualquer relacionamento dar certo, é preciso que sejamos solidárias.

Ser solidária implica uma responsabilidade recíproca. Ambas as partes são atuantes e formadores em conjunto de qualquer relacionamento – seja ele familiar, amigável, profissional ou amoroso. Ver-nos como vítimas das situações torna tudo mais difícil, já que culpamos atitudes e trazemos um peso desnecessário às decisões.

Somos pessoas diferentes, vivemos em um mundo infinitamente rico em diferenças. E essa deve ser encarada como a grande riqueza da vida. Entretanto, muitas vezes lidamos com a realidade como crianças que não têm aquilo que querem e acreditam que são renegadas em seus desejos e vontades. Ser solidária nos relacionamentos é entender que há mais de uma opinião, que há mais de uma pessoa envolvida e que, por isso mesmo, opções, decisões e resultados podem ser os mais adversos.

Confira aqui três perguntas básicas que podem mostrar seu nível de solidariedade nos relacionamentos:

1.       Você acredita que a opinião do outro é tão importante quanto a sua?

2.       Você entente que o outro pode estar vivendo um momento diferente do seu e que, por isso, pode não ter as reações que você espera?

3.       Você entende que você e o outro são co-fundadores do relacionamento e que, por isso, ambos têm suas responsabilidades em tudo que acontece?

O contrário de solidariedade é a indiferença, o desinteresse e a omissão. Não deixe que esses sentimentos tomem conta de seus relacionamentos. Mudar a forma como vemos o mundo sempre muda a forma como o mundo nos vê.

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