Como você lida com as críticas no seu relacionamento?

A forma como reagimos às críticas dos nossos parceiros diz muito sobre nós, sobre a nossa maturidade emocional e sobre o funcionamento da relação em si. Entenda por quê.

 

Como você reage quando recebe uma crítica do seu parceiro? Você é capaz de receber e analisar o que ele diz sobre você numa boa? Ou, antes mesmo de processar as palavras dele, revida logo com uma crítica sobre ele também? Essa resposta é extremamente importante para entender seu comportamento emocional, sabia? A forma como você reage a uma crítica fala muito sobre como você lida com as próprias emoções.

Então, vamos lá. Ao ser criticada por seu amor, você:

a)      Escuta, avalia, e pondera sobre o que está sendo dito, de forma aberta e curiosa. Ou seja, se mostra RECEPTIVA;

ou

b)      Mal escuta, fica com raiva, contra-ataca e, talvez, até arrume uma briga. Isto é, se mostra bastante REATIVA.

Uma coisa importante a dizer é que a reação a uma crítica nada tem a ver com o fato de ela estar correta ou não. Uma crítica nada mais é do a opinião do outro sobre algo em nós. Temos o direito de concordar com ela ou não. A verdade é que todas nós estamos sujeitas a receber críticas por onde passamos – em casa, no trabalho, no círculo de amizades, na família. E o ato de receber uma crítica não quer absolutamente dizer que estamos fazendo algo de errado.

O que não deveríamos fazer é deixar que nossas emoções tomem conta de nós ao sermos criticadas.  Pois, no calor da emoção, fica difícil, inclusive, entender o que o outro realmente quer dizer. Quando percebemos a crítica como uma ameaça, reagimos com raiva, orgulho e vaidade, e aí, partimos para o contra-ataque e não nos permitimos o tempo necessário para entender o que nos está sendo criticado. Fora que, nesse caso, o outro provavelmente também sentirá a necessidade de se defender e, então, a confusão está formada. Esse é um típico exemplo de uma briga que começa “do nada”, sabe?

Por outro lado, quando conseguimos nos manter calmas e centradas, no controle das nossas emoções, temos a chance de compreender o que o parceiro realmente tem a dizer. Conseguimos discernir se a crítica faz sentido – se há efetivamente algo em nós a ser olhado e modificado (quando possível), ou se o ponto de vista nos parece equivocado. As críticas podem, sim, ser construtivas. Talvez o outro esteja enxergando algo em nós que somos capazes de melhorar, mas não havíamos nos dado conta. Nem sempre as críticas são uma forma de dizer que estamos erradas. Mas, nós só conseguimos perceber a importância real da crítica se estivermos em equilíbrio com nossas emoções.

A questão é que não é sobre estar certa ou errada. Ser melhor ou pior do que o outro. Ter ou não razão. Esse jogo de poder e competição é totalmente nocivo para a relação e, se ele existe, há algo errado acontecendo por aí. Relacionamento é parceria, não é mesmo? Ficar disputando espaço e preponderância na relação é pura perda de tempo. E, talvez, até mesmo falta de amor. A reflexão que eu trago neste texto é sobre aprendermos a lidar com as críticas que recebemos dos nossos parceiros e saber identificar quando elas podem servir ao nosso amadurecimento e quando elas não passam de um ponto de vista que não condiz com nossas reais atitudes e comportamentos. Entende?

Amor-próprio pode ajudar

O que eu quero dizer quando digo que a forma como reagimos a uma crítica diz muito sobre nós é que quando estamos em dia com a nossa própria forma de ser, isto é, quando há amor-próprio, autoconfiança e autovalorização, temos a consciência de estarmos dando o nosso melhor. Portanto, quando nosso amor-próprio está fortalecido, nos sentimos mais preparadas a receber críticas. Acolhemos as opiniões do outro com mais facilidade e abertura, e somos menos reativas.

Observe seu modo de receber críticas, de lidar com o modo como o outro pensa, inclusive sobre você. Ser receptiva ou reativa são formas diferentes de lidar com algo que é real: nem sempre estaremos fazendo o melhor aos olhos dos outros e nem sempre vamos agradar. E está tudo bem! O importante é perceber como as críticas chegam até nós, para que não percamos nosso equilíbrio emocional e sejamos capazes de manter relações leves e harmoniosas. Para isso, cultive o amor-próprio, fortaleça sua autoconfiança e busque ser receptiva à opinião daqueles que te querem bem. Reflita antes de retrucar!

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Seja uma INDEPENDENTE emocional

Chega de viver pensando no que vão pensar ou dizer de você. Chega de esperar aprovação para tudo que fizer. Chega de colocar suas possibilidades de ser feliz nas mãos dos outros. Chega de agradar ao outro infinitamente, em vez de agradar a si mesma. É hora de virar uma independente emocional!

Você é uma independente emocional? Você conhece seus valores, seus desejos, seu propósito e vive em congruência com eles, sem se importar com o que os outros vão pensar? Se você respondeu “sim”, parabéns, você é independente emocionalmente da opinião externa e consegue viver sua própria verdade. Mas se você, assim como a maioria das mulheres que me procura, ainda não consegue agir pelas suas próprias regras e fica sempre esperando que os outros aprovem suas atitudes, valorizem suas qualidades e reconheçam seus esforços, chegou a hora de repensar.

De que adianta viver sob o olhar de aprovação (ou não) de outra pessoa, e manter uma alma aprisionada e infeliz? Você já parou para pensar no tanto de oportunidades que já perdeu porque não sabia se iria ou não ser aprovada? Porque ficou com medo do que iriam pensar? Porque não sabia se iria dar certo? Porque não se permitiu errar? Pois a notícia é: nunca saberemos se algo dará certo até fazermos. Nunca será possível agradar a todos. Nunca teremos aprovação total para nossas escolhas. E o preço a pagar na tentativa de atingir tudo isso pode ser muito alto: silenciar a própria alma.

Um preço alto demais para relacionamentos ruins

A grande questão é que, com a atitude de aprisionamento emocional, corremos um alto risco de vivermos péssimos relacionamentos, pois não nos relacionamos a partir do nosso verdadeiro eu. Imagine que você conhece alguém e imediatamente se molde para que o relacionamento possa acontecer. A outra pessoa se apaixona e se sente atraída pela imagem que você construiu, e não pelo seu verdadeiro eu. Pronto, o roteiro de um filme sem final feliz está montado.

As consequências são expectativas frustradas, desejos não correspondidos, verdades camufladas e toda sorte de incertezas que você possa imaginar. Quando somos independentes emocionalmente, não estamos nos ocupando o tempo todo com julgamentos externos, porque somos nossas próprias guias. E é só dessa forma que conseguimos nos colocar inteiras em relações saudáveis e ser mais felizes, tanto sozinhas quanto nos relacionando. Chega de depender emocionalmente dos outros. Sejamos independentes. Pense nisso e pare de se adaptar e se moldar em troca de ter um parceiro ou uma amizade.

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