Qual a receita do casamento perfeito?

Não temos como saber se vai dar certo ou não. Mas existe um jeito de fazer com que você seja mais feliz no casamento e na vida: sendo você mesma. Viva a sua verdade!

Por que alguns casamentos dão certo e outros não? Qual a receita do casamento perfeito? Eu adoraria ter essa resposta. Ela me permitiria, no mínimo, ajudar muita gente a ser feliz. Mas não há como saber. Somos todos seres únicos, e cada casal tem sua dinâmica própria, seus objetivos, seu jeito de se comunicar. Estar aberta para entender as diferenças e abraçá-las, sem julgamentos, pode ser um ótimo caminho para se construir uma vida a dois mais saudável.

É importante ressaltar que a maioria das pessoas tem uma ideia errada sobre o que é um relacionamento dar ou não dar certo. Por exemplo, um casamento dura 8 anos e, quando termina, costumamos dizer: “que pena que não deu certo”. Mas deu! Por 8 anos. Foram 8 anos de convivência, muitas experiências e aprendizados. Os dois, certamente, saíram transformados e mais maduros. Quem disse que isso é não dar certo?

Claro, não estamos falando sobre casos de relacionamentos em que há abuso, traição, violência. Esses podem durar meses ou décadas e nunca darão certo. Estamos falando sobre experiências que, por mais doídas que sejam quando chegam ao fim, tiveram sua importância e o seu tempo certo. Tudo que vivemos nos prepara para o que vamos viver depois. Por isso, é importante viver o luto de um relacionamento que termina, recolher os cacos de um coração partido e, depois, no tempo certo, partir para outra. Conforme já falamos por aqui, só se aprende a se relacionar, se relacionando. E cada relacionamento é realmente único.

Existem pessoas que colecionam casamentos ruins. Muitas vezes, repetem padrões de comportamento diversas vezes sem se darem conta e, pior, acabam culpando os outros pela própria infelicidade.  Geralmente, isso acontece quando estamos machucadas, ou quando não somos bem resolvidas em nossas emoções. Aí, buscamos tapar buracos emocionais ou existenciais com relacionamentos, e essa é uma prática que dificilmente termina bem.

Bons relacionamentos são feitos de pessoas inteiras e maduras, que aprenderam a se amar e a se respeitar e que, por isso, são capazes de amar e respeitar seus parceiros. Não existe fórmula para o casamento perfeito. Mas, certamente há um ingrediente que não pode faltar em um casamento feliz: a verdade. Entenda quem você é, seja verdadeira consigo mesma, e valide seus anseios, seus objetivos e suas emoções. Somente então, e busque alguém que ame essa sua essência. Da mesma forma, esteja com alguém com quem você possa ser verdadeira e cuja essência você ame.

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Por que você quer (ou não) se casar?

Você quer se casar? Por qual motivo? Tem medo de ficar sozinha ou quer realmente enfrentar o desafio e as delícias de construir uma vida ao lado de alguém? Em pleno mês das noivas, convido você a fazer uma reflexão.

O que você pensa sobre o casamento? Até que ponto esse assunto é importante na sua vida e é (ou já foi) uma questão a ser trabalhada com carinho para que não se torne, por exemplo, o foco exclusivo da sua busca pessoal? Hoje, associamos o casamento à paixão que vira amor, ao sentimento que une duas pessoas para constituir uma família, à união de objetivos em comuns. Mas nem sempre foi assim.

Num passado não tão distante, o casamento era uma união entre duas pessoas, arranjada pelos pais e era um meio de perpetuar (ou aumentar) a riqueza das famílias. Esta era a finalidade do casamento: unir famílias – para que passassem a ser uma só, assim como suas posses. Nada de romantismo, nem pedidos apaixonados, muitas vezes, era um martírio no qual os noivos eram obrigados a conviver de um dia para o outro sem nunca terem se visto antes. Isso acontece ainda hoje em alguns países do mundo. Já vimos filmes e romances sobre isso, certo?

Apesar da natureza do casamento ter sido modificada com o tempo e vivermos hoje tempos em que o divórcio (que só foi permitido no Brasil há 40 anos) e a união estável são aceitos e praticados, ainda trazemos algumas crenças muito fortes da época em que casar era uma obrigação. Escutamos, desde muito novas, aquela famosa frase: “já pode casar”. Quem nunca? Imaginem, uma mulher solteira, antigamente não era permitida nem existir! Mal vistas, as solteiras eram praticamente deixadas à parte da sociedade. Mulheres de bem se casavam, e cedo.

Hoje, temos o poder da escolha. Mas é verdade que ainda existe, digamos, uma certa pressão das famílias e da sociedade para que nós, mulheres, nos casemos. Afinal, quem quer ter uma filha, uma irmã ou uma sobrinha que “ficou para titia”? O que temos que realmente nos conscientizar como mulheres e como sociedade é que casar pode ser maravilhoso, mas estar só também! O importante é escolher pela própria vontade, pelo propósito pessoal, e não por pressão ou pela imposição social.

Há mulheres que se casam muito cedo e sofrem em relações sem amor. Outras, que ficam sozinhas por medo do abandono, ou medo de repetir padrões de casamentos ruins, por exemplo, e se sentem solitárias com o tempo, porque escolhem estar só pelos motivos errados. Tanto a escolha do casamento quanto a de estar só implicam alegrias e desafios – cada uma a sua maneira.

Casar-se ou estar só, na verdade, não é a questão. A questão é fazer aquilo que fala mais alto ao coração. Se o casamento está na sua lista de prioridades, pergunte-se apenas se é pelos motivos certos. Se for, então, certamente, você já está pronta para se casar!

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