Não seja refém das suas emoções

Com as emoções funciona assim: ou mandamos nelas, ou elas tomam conta da gente e direcionam nossa vida sem que a gente perceba! Para se manter no comando é preciso ter inteligência emocional, aprendendo a observar nosso próprio comportamento e a decifrar as batidas no nosso coração.

Todas nós temos uma voz interior guiada pelas emoções. Ou a gente entende o que ela diz e dialoga com ela, ou nos tornamos reféns. Saber identificar e, principalmente, gerenciar nossas próprias emoções é um passo muito importante na construção de relações saudáveis e equilibradas. Temos que ter em mente que cada emoção que a gente sente afeta o nosso comportamento e cada emoção que a gente expressa tem uma consequência na nossa vida e nos nossos relacionamentos.

A verdade é que nossas emoções afetam mais os nossos relacionamentos do que podemos imaginar. Quantas vezes você já “descarregou sua raiva” em alguém e depois teve que pedir desculpas? Ou, então, sentiu medo de perder quem ama e, por isso, teve reações descontroladas de apego e ciúme? Pois então, quando não estamos alertas, nos deixamos guiar pelas emoções, querendo ou não que isso aconteça.

O grande problema reside em não entendermos nosso funcionamento emocional. Quando conseguimos identificar e reconhecer nossas emoções negativas, podemos escolher de que forma lidar com elas. Ora é preciso expressá-las de imediato, ora temos que guardá-las para mais tarde. Abafá-las também não é o melhor caminho, pois pode resultar em uma crise mais adiante. É o “modo automático”, o comportamento inconsciente, que faz com que a gente meta os pés pelas mãos.  E nossas relações são bastante afetadas, pois da mesma forma que nos sentimos, muitas vezes, atacadas por nossas emoções, o outro também pode se sentir atacado emocionalmente por nós.

E então, se a pergunta é: qual a saída? A resposta é: autoconhecimento e inteligência emocional! Sim, entender as próprias emoções, de onde elas vêm e como elas afetam nosso comportamento pode evitar um monte de problemas. Nossas emoções nos fazem agir, na maioria das vezes, de forma nada racional, e acabamos nos colocando em encrencas, brigas e discussões se não temos consciência disso.

O que fazer para não ser refém das próprias emoções?

É preciso se observar para entender o que muda seu humor, o que lhe provoca raiva, tristeza, medo, ansiedade, o que deixa você sem chão. E é preciso observar seu próprio comportamento para perceber se as ações estão sendo pautadas no que é real ou se você está agindo de acordo com suas emoções em desequilíbrio. Questione-se: “Aquilo que estou sentindo, é fruto de um acontecimento real?”, “É só medo de perder?”, “É só um desejo de ser a pessoa certa em uma discussão?”. Pense sobre tudo isso com carinho e evite que seus relacionamentos se tornem um verdadeiro inferno.

*** Quer saber mais sobre este assunto? Se você estiver em Florianópolis no dia 16/03/19, clique aqui https://bit.ly/2sJW8bo e inscreva-se para participar do Workshop “Inteligência Emocional nos Relacionamentos” – que será facilitado por Camilla Couto (Orientadora Emocional e Autora do Blog das Amarildas) e Ana Luize (Terapeuta Floral e Coach com visão espiritual).  

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Os novos tempos do romance cibernético

Em tempos de redes sociais, aplicativos de relacionamentos, crushes e likes, fica cada vez mais complicado entender os comportamentos do romance cibernético. 

Quem aí nunca usou app de namoro? Hoje em dia, muitas de nós acabam partindo para esse tipo de ferramenta na hora de conhecer alguém. A vida anda corrida, é cada vez mais difícil conhecer pessoas na forma, digamos, tradicional, e é aí que os apps entram, dando uma ajudinha na hora de encontrar o parceiro ideal. Mas acontece que essa aventura nem sempre é tão simples quanto pode parecer. Porque os novos tempos do romance virtual também trouxeram novos comportamentos, muitas vezes difíceis de entender.

Sabe aquele cara que você conheceu e estava saindo, numa boa, e que, de repente, sumiu, do nada? Ou então aquele com quem que deu match, que vive curtindo suas fotos, acompanhando seus posts, mas nunca te chamou para sair? Ou aquele que é gente boa pra caramba, vocês têm tudo a ver, mas aí você descobre que ele tem namorada... É claro que quando se trata de relacionamentos, qualquer pessoa pode sumir da nossa vida quando menos esperamos, pode se interessar por outra, pode se revelar comprometida, pode aparecer só de tempos em tempos. Mas esses comportamentos acabaram se tornando mais comuns e até aceitos, de certa forma, com o surgimento e a proliferação dos romances nascidos na internet.

Se você conhece alguém por intermédio de um conhecido, por exemplo, é mais difícil que essa pessoa simplesmente desapareça sem dar satisfações. O mundo virtual nos dá a falsa impressão (que talvez não seja tão falsa assim, de todo modo) de que o envolvimento é mais superficial e que, portanto, ninguém vai sair assim tão machucado. Pior, dá respaldo para que a pessoa pense e haja como ela quer, sem se importar, necessariamente, com o que o outro está sentindo.

O mais importante é sempre ter consciência do tipo de relação em que você está entrando. Dar o tempo certo para conhecer o outro e entender a dinâmica da relação (conforme já falamos aqui: https://bit.ly/2pTpWAJ) é essencial. Além disso, mostrar-se transparente desde o início e evitar joguinhos emocionais a qualquer custo deveriam ser regras básicas dos romances modernos. Deixar de ser superficial é uma decisão dos dois, sempre. Mas podemos dar o primeiro passo. Afinal, caso o outro não queria ou demonstre desinteresse, só estará encurtando o caminho que já está traçado desde o começo.

 

Dicionário dos relacionamentos modernos

Casos como os que descrevemos aqui são tão frequentes na atualidade que já existem termos para cada comportamento – que traduzem de uma forma que seria até engraçada, se não fosse triste – como agem os pretendentes desse universo da paquera virtual:

Ghosting – Vocês se conhecem, saem juntos, às vezes até mais de uma vez, o cara age como se estivesse gostando de você e, do nada, some. Vira um fantasma. Sem explicações, sem amizade, sem nada. A justificativa é que é melhor sumir do que magoar a pessoa. Oi? Ninguém merece, né?

Orbiting – O cara não sai com você de novo, mas segue curtindo suas fotos, visualizando seus posts, mandando um “oi, sumida!” lá de vez em quando, com conversas que não evoluem. Manda esse cara para fora do seu sistema solar e vai ser feliz!

Phubbing – O “Phubber” é aquele cara que sai com você, mas fica o tempo todo no celular. Não está namorando você e talvez nem queira ou vá namorar ninguém. Na dúvida, use a seguinte fórmula para decidir se aposta ou não em algo com ele: está prestando atenção em você? Se não, já era.

Breadcrumbing – Sabe aquele cara que te joga migalhas de vez em quando para garantir atenção só na hora que é conveniente para ele? Caia fora. Essa coisa de ficar ciscando aqui e ali, não engatar um relacionamento, mas também não abrir espaço para o novo é mais velho do que andar para a frente. Quem vive de migalha é passarinho, e até eles voam. Voe para longe de pessoas que têm esse tipo de atitude.

Cushioning – É quando a pessoa já tem um relacionamento, que não vai bem, mas não quer desapegar ou ficar sozinha. Então, começa a paquerar nos aplicativos para ver se consegue alguém para melhor para substituir, sabe? Ninguém merece quem é indeciso e nem quem engana outra pessoa, certo? Fique de olhos e coração bem abertos. De enrolada, já basta a vida!

[Fonte: Revista Cidade Jardim]

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