Quais são seus critérios ao escolher alguém para se relacionar?

Estar com alguém é muito mais do que satisfazer caprichos – sejam eles seus, da sua família ou mesmo da sociedade. Quando escolhemos estar com alguém pelas razões erradas, corremos um risco enorme de perder a melhor parte dos relacionamentos: a intimidade.

A pergunta é simples: quais são os seus critérios na hora de escolher alguém para se relacionar? Seguir a expectativa social na hora de escolher um parceiro pode ser um grande erro. Sabe aquele cara “bom partido” que você conheceu? Ele pode ter muitas qualidades, mas, pare e pense: é isso mesmo que você quer? Quando relacionamentos são construídos em cima de pré-requisitos sociais, de crenças e expectativas “padrão”, acabam ficando aquém nos quesitos amor e afeto. Para que a base de um relacionamento amoroso seja mais sólida, precisamos escolher de acordo com quem somos quando estamos juntos, como nos sentimos na companhia um do outro, se fazemos bem um ao outro. E, para isso, temos que dizer “não” às expectativas sociais e “sim” aos nossos próprios sentimentos!

Estar juntos pelos motivos errados significa colocar um véu no que a pessoa realmente é para estar com o que ela representa: status, carreira, beleza, sobrenome. É verdade, tudo isso já foi importante um dia, mas é coisa do século passado! Nos dias de hoje, o que importa (ou, ao menos, deveria importar) quando optamos por nos relacionar é o nosso crescimento pessoal, o nosso bem-estar genuíno. Portanto, temos que nos desprender desses rótulos superficiais para entender o que realmente os corações conversam.

Se você ainda está intimamente conectada à expectativa social, corre dois grandes riscos:

1.       Viver infeliz

Ele não é o tipo de pessoa com o qual você sonhava, essa não é a vida que você realmente desejava, mas é o quadro perfeito diante de todos: família, amigas, colegas de trabalho. Aos olhos dos outros, parece o relacionamento ideal. Só que uma pergunta não para de ressoar na sua mente: “Como eu não consigo ser feliz?”. Pois é, certamente essa pessoa é a “ideal” para alguém, mas não para você. Provavelmente você viva fingindo o tempo todo, para si e para os outros, e tentando se enquadrar no cenário perfeito que foi planejado socialmente. Mas, até quando?

2.       Perder a espontaneidade

Você está em um relacionamento considerado ideal, com alguém considerado ideal, em uma realidade considerada ideal. E então, você vive ouvindo da sua mãe e das suas amigas que é preciso cuidar para não perder tudo isso, certo? Afinal, você deu sorte! É triste, mas não existe nada de real nesse quadro e, provavelmente, nem mesmo nas suas atitudes. Porque se você tem medo de perder o que tem, vive medindo as palavras que fala, calculando os passos que dá, aceitando situações que não condizem com seus desejos e verdades. Tudo isso, apenas para manter as aparências. É triste, mas acontece muito. Só que sem espontaneidade, não há amor.

Diga “não” à expectativa social

Para amar verdadeiramente, é preciso se desfazer dos rótulos. Muitas vezes, ir na contramão das expectativas e dos padrões sociais pode ser a melhor escolha. Temos que ter em mente que ser livre pode ser muito melhor do que ser igual para se encaixar, para ser aceita. Mas então, em que se basear na hora de escolher um parceiro? Perceba quem você é quando estão juntos! Se ele te faz querer ser uma pessoa melhor, se você pode ser quem realmente é, sem medos e pressões. 

Quando nos permitimos, amar é natural, é leve, é fluido. Mas, para isso, é preciso cumplicidade, companheirismo, intimidade. Escolha alguém com quem você se sinta em casa, que acredite nos seus sonhos, que traga à tona suas melhores versões. Só assim, você poderá viver um grande amor de verdade.

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Amar é sofrer? Vamos destruir essa crença para 2019!

Já está mais do que na hora de entender que essa é uma crença limitante que nos faz acreditar que é normal e inevitável “sofrer” por amor. Mas isso não é verdade!

Não, não é normal sofrer por amor. Veja bem, existem, sim, algumas situações que nos levam ao sofrimento, como por exemplo: não ser correspondida em nossos sentimentos, perceber que o outro não quer se adequar ao relacionamento ou o fim de uma relação. Sofrer, em momentos como esses, é natural, mas é algo pontual e passageiro – como uma ponte que nos leva de uma situação a outra a ser construída. No entanto, momentos assim não fazem do amor sinônimo de sofrimento. Não podemos seguir acreditando que amor é sofrimento e, portanto, ficar alimentando relações tóxicas ou platônicas. Acredite, viver assim não é saudável e não é natural.

Amar é um estado de espírito, muito mais do que uma ação. Quando estamos preenchidas de amor e conseguimos que esse sentimento flua, nos sentimos plenas e felizes – a gente simplesmente ama (a vida, a nós mesmas, aos outros). Entretanto, quando acreditamos que “amar é sofrer”, corremos um risco grande de confundir sentimentos, de exigir algo dos outros ou da vida que não é possível receber. Quando condicionamos nosso próprio bem-estar ao fato de recebermos amor dos outros, do jeitinho exato que a gente quer, sofremos. Altas exigências, altas expectativas. E, já sabemos, expectativas e sofrimento são quase sinônimos, certo? [Leia mais aqui: https://bit.ly/2HLFjlb]

Então, porque acreditamos que amar é sofrer? Um dos motivos é porque temos uma cultura que preconiza o amor romântico como sendo um amor dramático. Vemos isso o tempo todo no cinema, por exemplo. Mocinhas apaixonadas por parceiros que nada têm de mocinhos, que precisam sofrer por eles, que precisam modificá-los para poderem ser felizes para sempre. Bem ao estilo A Bela e a Fera. Quem sabe, depois de todo o sofrimento, a fera se torne um príncipe? Bem, na vida real, nem sempre acontece assim.

E as músicas? Nas letras, amar e sofrer andam sempre juntos, já reparou? E o amor romântico é tema constante da grande maioria dos ritmos musicais. Sem prestar muita atenção, escutamos, constantemente, uma espécie de mantra que diz “tudo bem sofrer por amor, é assim mesmo”. E não é! Está na hora de começar a entender a mensagem que consumimos e o que dela vem fazendo parte dos nossos comportamentos. Começar o novo ano com uma nova atitude, além de saudável, pode mudar para melhor a sua compreensão do mundo, da vida e do amor.

O que é sofrer, então?

Sofrer é não amar a si mesma. Sofrer é deixar a nossa felicidade nas mãos do outro, é condicionar nosso bem-estar a um sentimento recíproco, do tipo “só serei feliz se ele me amar”. Sofrer é ter expectativas demais sobre as situações e as pessoas que nos cercam. Sofrer é se apegar excessivamente a uma ideia ou pessoa, é ser possessiva, insegura. Sofrer é não ter coragem de correr atrás dos nossos sonhos. Tudo isso é sofrer. E esses sentimentos são totalmente desconectados do amor verdadeiro. Amar liberta, convive com as diferenças, é leve, respeita. É um estado de espírito, como falei ali em cima. Quando amamos de verdade, temos em nós algo que gera alegria, leveza, plenitude, e não sofrimento.

Como bem diz o músico Zé Ramalho em sua canção “Sinônimo”: a gente leva pouco tempo para entender que o sinônimo de amor é sofrer, enquanto, na verdade, o sinônimo de amor é amar! Então, que tal trocar o disco, a lista de preferidos no Netflix e no Spotify, e começar a perceber que não é preciso sofrer para amar? Pelo contrário, quem ama de verdade é feliz simplesmente por ter esse sentimento dentro de si!

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