Cada relacionamento, uma sentença!

Independentemente do tipo de relacionamento que você viva, uma coisa é certa: não existe padrão ideal, nem regras fixas para se ter uma relação satisfatória. Assim como cada pessoa é única, relacionamentos também o são.

Buscar o padrão ideal é cansativo e inútil. Cada relacionamento, uma sentença! Converso com mulheres de todos os tipos, com os mais variadas queixas e inseguranças em seus relacionamentos. E se, em meus atendimentos, eu buscar um padrão do que funciona ou não, certamente vou confundir mais do que orientar. Por quê? Porque o que vale para um casal não necessariamente vale para o outro! Somos todos seres únicos e temos jeitos diferentes de ver a vida e de realizar nossas escolhas. Quando dois universos se unem em uma relação, são eles que precisam, juntos, construir suas próprias condutas.  

Sabe aquela sua amiga que tem um casamento maravilhoso? Pois é, o que ela faz pode não funcionar para você. Será que vocês reagem da mesma forma a situações semelhantes? Lembre-se de que vocês vêm de famílias diferentes, cada uma viveu sua infância de forma diferente, e foram criadas com diferentes princípios, valores e regras. E, por mais que tenham frequentado a mesma escola, a mesma faculdade e sigam sendo muito amigas, ainda assim vocês constituem universos particulares completamente distintos. Você sabe se o que ela espera do outro é o mesmo que você? Nem adianta ficar imaginando, porque certamente você só saberá uma parte das reações de outra pessoa, por mais próxima que ela seja.

Da mesma forma, a comparação inevitável causada pela superexposição da internet pode ser um veneno para as relações. Vemos fotos de casais incríveis, em dias felizes, férias intermináveis, sorrisos diários e pensamos: por que nossos relacionamentos não são assim? Mas, acredite, apenas uma mínima parte do que vemos na internet é real. Atualmente, o mundo virtual costuma refletir nosso ideal, aquilo que gostaríamos de ser o tempo todo. Ninguém posta foto durante ou após uma discussão de casal, com caras tristes, desiludidos da vida, concordam? Mesmo quem “parece” feliz o tempo todo está mostrando a parte da vida que lhe convém, não seus dias reais. Ninguém é satisfeito e leve o tempo todo. Nenhum relacionamento longo e duradouro é um mar de rosas. Nem o seu, nem os dos seus modelos virtuais de felicidade.

O foco tem que ser você, seu ideal de vida, a realidade que está construindo sozinha ou acompanhada. Entender aquilo que realmente faz bem para você, independentemente da opinião alheia e do que é considerado “certo” ou “errado” é o mais importante. Seja você mesma a todo tempo e ouça a voz do seu coração. Só tendo essa baliza de valor projetada nas suas relações é que você poderá atrair, observar e escolher o que funciona melhor para você e para o seu relacionamento.

diversidade casais.jpg

Aprenda a arte de conviver com a diferença

Ah, se o mundo fosse feito de iguais! Seria tão mais fácil entender os outros, não é mesmo? Mas seria uma chatice sem fim. O que nos faz ricos e complementares é exatamente a diferença. Aprender a conviver com ela sem sofrer é uma arte.

Nem vilã, nem mocinha – a diferença é simplesmente uma das maiores verdades da vida. Somos todos seres díspares, ricos em sentimentos, conhecimentos, vivências e vontades. Não adianta querer que o outro pense e sinta como você. Somos bilhões de pessoas no mundo e não há uma igual à outra. Incrível, não?

Cada um de nós é um universo rico e imensurável. E é a diversidade dessa riqueza que faz a vida ser tão bela e, ao mesmo tempo, tão difícil. Temos que lidar a cada instante com o diferente, com o que que muitas vezes nos irrita, nos instiga, nos emociona – e sabemos o quanto isso é desafiante. Mas o que fazer para conviver melhor com tantas emoções e ações inesperadas ao mesmo tempo?

O grande segredo é: não espere do outro aquilo que você faria. Não crie expectativas. Tenha em mente que você não tem a mínima ideia de como o outro vai reagir. Não é fácil, pois naturalmente, enxergamos e julgamos o mundo pelo que pensamos e sentimos. Mas também pode ser muito mais leve e surpreendente. Exercitar o modo “expectativa zero” pode ser extremamente libertador.

 

Veja a beleza da diferença

Quando entendemos e aceitamos que o universo de cada um é completamente diferente do nosso, abrimo-nos para as infinitas possibilidades da vida. Já parou para pensar que a forma com que o outro pensa, reage e se mostra para o mundo pode ser um grande aprendizado para nós? Essa é a grande beleza da diferença.

Com a mudança de perspectiva da expectativa para o aprendizado, fica mais fácil conviver. Abrir-se para o novo é uma ótima saída. Imagine se pudéssemos simplesmente achar interessante não saber o que outro pensa ou sente?  Se pudéssemos relaxar e desapegar das nossas expectativas, certamente sofreríamos menos e aprenderíamos mais.  

Um novo ano está prestes a começar e, com ele, uma nova oportunidade de fazer de outro jeito. Começar pensando e agindo de forma diferente talvez possa ser a chave para entender e aceitar a diferença no outro. Sempre vale a pena tentar. Vamos juntas?

diversity_problem_solving.jpg