Existe antídoto contra a traição?

Ter controle sobre a forma como o outro age e se comporta não é uma opção. Mas viver a nossa verdade, construindo relações igualmente verdadeiras, pode ser o melhor antídoto para o veneno da infidelidade.

Existe antídoto contra a traição? Mais de 90% das mulheres temem ser traídas e podemos dizer que esse é o maior fantasma das relações. O grande dilema é: não podemos controlar o comportamento de nossos parceiros e é justamente da tentativa de controle que nascem tantas decepções. Mas, então, se não podemos controlar o que eles fazem ou deixam de fazer, seremos inevitavelmente traídas? É claro que não! Traição é um veneno, sim, mas que aparece por razões diversas, especialmente por um descompasso entre o casal. E sabe qual o antídoto para essa realidade? A verdade!

Uma coisa é certa: não há espaço para a traição quando o relacionamento anda às mil maravilhas. E se a relação não vai bem, certamente há algo que não está sendo comunicado – por uma das partes ou por ambas – ou seja, há algo oculto. Quanto mais nos conhecemos e conseguimos transparecer nossos valores, desejos e opiniões de forma amorosa, menos turbulências há no relacionamento. Existe uma preciosidade infinita em vivermos a nossa verdade! Mas será que isso realmente impede uma traição?

Obviamente, há casos e casos. Mas quando vivemos em verdade, tudo fica mais claro. Quando nós optamos por “jogar limpo” sob quaisquer circunstâncias e independentemente das atitudes do outro, também fica mais fácil de detectar se ele também está em verdade. E então, na hipótese de uma traição acontecer mesmo assim, ao menos saímos com a certeza de que fizemos a nossa parte. Saímos também menos machucadas, até porque, antes da traição acontecer, já tínhamos uma visão mais realista sobre o andamento da relação. Isso não acontece quando optamos por não transparecer nossos sentimentos, objetivos e anseios claramente.

Se somos verdadeiras, atraímos também pessoas que se impulsionam a ser verdadeiras. Quando comunicamos de maneira clara e impomos limites, quem não se enquadra no perfil de relacionamento que desejamos, rapidamente vai embora. E isso é um presente do universo! Ao sermos verdadeiras, vivemos relações igualmente verdadeiras, nas quais as chances de uma traição diminuem drasticamente.

Então, qual o antídoto contra a traição?

Viva a sua verdade. Empreenda um caminho de autoconhecimento. Reconheça suas virtudes e fraquezas, apaixone-se por você antes de se apaixonar por alguém. Seja verdadeira ao entrar em uma relação. Não aceite menos do que merece, mas não busque modelos impossíveis de pessoas e comportamentos. A realidade pode ser menos cor de rosa do que os contos de fadas, mas nada supera o colorido de uma realidade verdadeira e bem vivida.

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Seja uma INDEPENDENTE emocional

Chega de viver pensando no que vão pensar ou dizer de você. Chega de esperar aprovação para tudo que fizer. Chega de colocar suas possibilidades de ser feliz nas mãos dos outros. Chega de agradar ao outro infinitamente, em vez de agradar a si mesma. É hora de virar uma independente emocional!

Você é uma independente emocional? Você conhece seus valores, seus desejos, seu propósito e vive em congruência com eles, sem se importar com o que os outros vão pensar? Se você respondeu “sim”, parabéns, você é independente emocionalmente da opinião externa e consegue viver sua própria verdade. Mas se você, assim como a maioria das mulheres que me procura, ainda não consegue agir pelas suas próprias regras e fica sempre esperando que os outros aprovem suas atitudes, valorizem suas qualidades e reconheçam seus esforços, chegou a hora de repensar.

De que adianta viver sob o olhar de aprovação (ou não) de outra pessoa, e manter uma alma aprisionada e infeliz? Você já parou para pensar no tanto de oportunidades que já perdeu porque não sabia se iria ou não ser aprovada? Porque ficou com medo do que iriam pensar? Porque não sabia se iria dar certo? Porque não se permitiu errar? Pois a notícia é: nunca saberemos se algo dará certo até fazermos. Nunca será possível agradar a todos. Nunca teremos aprovação total para nossas escolhas. E o preço a pagar na tentativa de atingir tudo isso pode ser muito alto: silenciar a própria alma.

Um preço alto demais para relacionamentos ruins

A grande questão é que, com a atitude de aprisionamento emocional, corremos um alto risco de vivermos péssimos relacionamentos, pois não nos relacionamos a partir do nosso verdadeiro eu. Imagine que você conhece alguém e imediatamente se molde para que o relacionamento possa acontecer. A outra pessoa se apaixona e se sente atraída pela imagem que você construiu, e não pelo seu verdadeiro eu. Pronto, o roteiro de um filme sem final feliz está montado.

As consequências são expectativas frustradas, desejos não correspondidos, verdades camufladas e toda sorte de incertezas que você possa imaginar. Quando somos independentes emocionalmente, não estamos nos ocupando o tempo todo com julgamentos externos, porque somos nossas próprias guias. E é só dessa forma que conseguimos nos colocar inteiras em relações saudáveis e ser mais felizes, tanto sozinhas quanto nos relacionando. Chega de depender emocionalmente dos outros. Sejamos independentes. Pense nisso e pare de se adaptar e se moldar em troca de ter um parceiro ou uma amizade.

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Você sabe gerenciar seus pensamentos?

Entender quem somos e o que realmente direciona nossa identidade emocional é um passo importante para a construção de relacionamentos saudáveis. Como você gerencia seus pensamentos, suas opiniões, seus desejos e suas emoções?

Saber diferenciar e separar o que é nosso e o que é do outro em termos de opiniões, julgamentos, vontades e crenças, é uma chave importante que pode nos levar a relacionamentos mais saudáveis. Enquanto seguirmos nos deixando aprisionar por traumas e crenças limitantes, nos preocupando com a opinião dos outros sobre nós e o que fazemos, guardando mágoas de situações passadas, procurando nos adequar a padrões externos... Perdemos nossa essência e deixamos de dar valor aos nossos potenciais. Quando negligenciamos nossa própria verdade, tornamo-nos prisioneiras de uma série de fatores que são externos, mas que tomamos como se fossem regras auto impostas e verdades absolutas. O resultado: um cérebro esgotado e um coração sempre prestes a ser partido.

O fato de não refletirmos e analisarmos o que realmente sentimos, quem verdadeiramente somos e qual é a nossa própria percepção sobre as coisas, faz com que a gente fique à mercê do que pensam a nosso respeito, compre as ideias dos outros e embarque nas opiniões alheias. Quando não olhamos para dentro, tornamo-nos excessivamente vulneráveis àquilo que o mundo externo nos apresenta. E isto também vale para aqueles momentos em que nos empenhemos arduamente em julgar as ações, comportamentos e opiniões dos outros e até em querer mudá-los a fim de que alcancem nossas expectativas sobre como deveriam ser, agir, falar, pensar e se relacionar. Acredite, são esforços inúteis.

Agradar a todos é algo impossível. Talvez até não agrademos a ninguém, mas jamais seremos genuinamente felizes se não formos fieis a nós mesmas e aos nossos valores e ideais. Da mesma forma, por maior que seja nosso esforço, não temos a capacidade de mudar o outro a não ser que ele mesmo deseje tal mudança e tome as devidas providências para isso.

Consegue perceber como uma vida voltada para fora e sem conseguir lidar bem com suas próprias questões pode ser uma prisão, um fardo? Já quando conseguimos nos libertar da importância que damos para as opiniões, ações e reações dos outros e nos conectamos com as nossas próprias, somos mais genuínas, mais autênticas. E então, alcançar a felicidade (dentro e fora dos relacionamentos) se torna algo bem mais fácil. Mas, para isso, é preciso aprender a olhar para dentro, a questionar de onde vêm nossos pensamentos e crenças (se realmente são nossos ou os tomamos emprestado do outro). Só assim nossas ações e nosso modo de nos relacionar farão sentido.

Separar o que é nosso do que é do outro

Tem gente que vive com uma pulga atrás da orelha e desconfia de tudo e de todos. Tem gente que diz que se está tudo maravilhosamente bem, algo de ruim irá acontecer. Tem gente que vive criticando e julgando todo e qualquer comportamento alheio. Tem gente que faz questão de apontar cada erro seu. Tem gente que adora dar palpite na sua vida e tem opinião para tudo o que lhe diz respeito. Mas o que, de fato, você pensa e sente? Quando absorvemos tudo isso, acumulamos muito lixo mental: ideias, opiniões, emoções, sensações e pensamentos que não são nossos. E então geramos ansiedade, tristeza, apatia, confusão, cansaço.

Quando conseguimos gerenciar o que é nosso, separamos o que é real, o que é uma criação da nossa imaginação e o que pegamos emprestado dos outros. Ao pararmos com frequência para meditar sobre nossos pensamentos, comportamentos e sentimentos, detectamos verdades absolutas que não são verdades assim, mas são impostas pela sociedade, ou por alguém do nosso círculo familiar, ou são resquícios de traumas e vivências anteriores.

Sem o conhecimento das próprias questões, vivemos medos e sofrimentos que nem são nossos! Por isso, a dica é: comece agora um processo de cura. Entenda sua mente e ouça o seu coração. O que é real? Perceba o que acontece de verdade e o que é simplesmente uma projeção de uma ideia que você assumiu como sua. O processo não é fácil e o primeiro passo é sempre questionar o que se sente ou pensa. Mas, acredite, é possível. Basta querer e persistir.

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A importância dos relacionamentos profissionais

Há quem pense que curar relacionamentos refere-se apenas ao amor. Mas as relações profissionais precisam de um olhar cuidadoso e amoroso para serem curadas e permitirem que exploremos nosso verdadeiro potencial.

Ambientes profissionais são palco rico para os relacionamentos, e curar as relações no trabalho faz parte do caminho para uma vida mais satisfatória e feliz. Quantas vezes você quis fazer seu chefe sumir? Quantos atritos com algum colega de trabalho você já teve? Ou então, quantas vezes você mesma refreou seus talentos para não entrar em conflito no ambiente de trabalho? Pessoas com problemas de relacionamentos podem ter uma dificuldade incrível para construir uma vida profissional plena, você sabia?

A não ser que você trabalhe apenas com máquinas, em algum momento terá questões a serem resolvidas com pessoas durante sua trajetória profissional. Sempre há alguém com quem o “santo não bate”, sabe? Ou alguém a quem você não consegue dar limites, alguém com quem você se irrite com certa frequência, alguém que você acredite que está, de alguma forma, abusando da sua boa vontade.

Não sei se você notou que, todas as situações citadas estão sob o SEU ponto de vista. Sim, porque em cada situação, aquilo que nos incomoda é o que precisa ser avaliado. Se alguém não respeita seus limites no trabalho, de que forma você está se colocando para mudar essa realidade?

Se você se irrita com as atitudes de algum colega, é sempre bom avaliar os motivos reais pelos quais isso acontece: talvez vocês tenham valores muito diferentes, personalidades conflitantes ou então, você simplesmente não gosta da forma como ele ou ela age e precisa tentar entender os motivos pelos quais isso mexe tanto com você.

Por que curar relações profissionais?

Principalmente para quem tem um emprego formal ou presta serviços para uma determinada empresa, a realidade é: passamos mais tempo em nossos empregos do que com nossas famílias e amigos. Então, por que não prestamos mais atenção nessas relações interpessoais que fazem parte do nosso dia a dia?

Muitas vezes, negligenciamos nossos relacionamentos profissionais, enquanto é com eles que temos que lidar na maior parte do tempo. Preste atenção: será que o modo como você se relaciona com chefes, clientes e colegas não influencia seu crescimento profissional? Se quiser saber mais sobre o assunto, fique ligada nos próximos textos aqui no blog e melhore seus relacionamentos profissionais.

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O Amor e as Terapias

Quem aí depois de uma decepção amorosa já achou que não sabe nada sobre o amor? E quem já jurou que jamais precisaria de ajuda com relacionamentos? Mesmo que a gente transite em o 8 e o 80, ambos os pensamentos não passam de ilusão. Acredite, buscar terapias pode ajudar você a melhorar sua forma de lidar com o amor.

Talvez você já tenha se questionado: será que as terapias podem nos ajudar a compreender e experienciar melhor o amor? Pois eu acredito que sim, que as terapias devem ser consideradas por qualquer pessoa que almeja melhorar seus relacionamentos. Posso dizer que, certamente, muitos dos problemas que enfrentei na área dos relacionamentos teriam se resolvido de maneira mais fácil se eu tivesse, antes, as informações que conquistei ao desenvolver o trabalho de terapia emocional.

Imagine o seguinte panorama: você está confusa quanto a permanecer ou não em uma relação. Ora você acredita que o problema é você, ora o outro, ora os dois. Às vezes, põe a culpa no fato de já ter passado por muitas decepções, outras, acha que lê muito sobre o assunto e que chegou a hora de mudar algo. Aí, você fica mais confusa ainda quando pede a opinião da sua família e das amigas. Em alguns momentos, você se questiona se está mesmo pronta para viver um grande amor, em outros, acredita plenamente que sim, mas que o atual não é o parceiro ideal para isso... e por aí vai.

Quando se trata de relacionamentos amorosos, há, realmente, muitos pontos a serem considerados. E não há uma fórmula infalível, pois o ser humano está longe de ser uma ciência exata. Somos seres extremamente complexos e assim também são as nossas relações. É justamente por isso que o apoio de alguém de fora que não esteja envolvido com as suas questões pessoais e que tenha experiência e conhecimento suficientes para lhe ajudar a colocar alguns “pingos nos is” pode ser tão importante.

Se você, como a maioria das mulheres, vem se confrontando com dilemas e dificuldade ao relacionar-se, tem dúvidas quanto a como agir e se posicionar em um relacionamento, ou enfrenta medos como: de ficar sozinha, da intimidade, da rejeição ou do abandono...   Buscar ajuda terapêutica pode ser a chave para compreender melhor seus próprios modos de pensar e de agir – que atraem e repulsam situações e pessoas.

Negar que precisamos de ajuda é sempre uma fuga – que nos faz permanecer no mesmo lugar, adiando uma ruptura que pode ser muito benéfica, ou um ajuste de contas que pode resultar em mais paz e alegria. Além disso, o ponto mais importante é: a terapia faz crescer em nós o melhor e o mais belo dos amores: aquele que sentimos por nós mesmas!

Você reconhece que precisa se conhecer melhor e melhorar seus relacionamentos? Não perca mais tempo! Clique aqui (http://bit.ly/2n08eKT) e saiba mais sobre o PAR – o Programa Amarildas de Relacionamentos – em 6 sessões individuais.

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Os principais vilões dos relacionamentos – Parte II

Continue conhecendo os principais vilões emocionais que devem ser evitados se você quer desenvolver relacionamentos saudáveis e felizes.

No texto anterior (http://bit.ly/2DiSpoS), mostramos cinco dos vilões responsáveis por arrasar muitos relacionamentos por aí. Aqui estão mais cinco. Será que você convive com algum deles? Confira:

Falta de autorresponsabilidade

Tudo que acontece em um relacionamento a dois, conta com 50% da responsabilidade de um e 50% da responsabilidade do outro. Por mais difícil que seja, é essencial compreendermos que não existem vítimas e que estamos exatamente onde nos colocamos. Mas quando nos eximimos da nossa parcela de responsabilidade, passamos a nos vitimizar e a culpar o outro por tudo: pelas nossas insatisfações, pelas nossas infelicidades, pelo nosso sofrimento e, principalmente, pelo insucesso da relação. E não há nada mais tóxico para um relacionamento do que culpar e acusar, esquecendo-se completamente que relacionar-se é parceria.

Idealização

Você já ouviu falar que é melhor criar cactos do que expectativas? Pois isso serve em todos os âmbitos da nossa vida. Claro que ter sonhos é o que nos move, mas idealizar relacionamentos e pessoas é a receita certa para a frustração e a decepção. Esperar nada mais nada menos do que um parceiro e um relacionamento perfeitos faz com que estejamos sempre insatisfeitas. Além disso, vale lembrar que não temos controle algum sobre o outro, seus comportamentos e suas reações e que relacionamentos são feitos de altos e baixos. Estar com alguém significa desfrutar da companhia do outro, e aceitá-lo de todas as formas. E se há algo que realmente a perturba, o melhor é conversar e resolver, sem ficar fantasiando sobre como as coisas deveriam ser.

Dependência

Somos todos seres individuais e autônomos. Quando, ao nos relacionarmos, fazemos a escolha de colocar toda a nossa satisfação e alegria nas mãos da outra pessoa, criamos dependência. Passamos a achar que não podemos viver e ser felizes sem o outro. A dependência destrói o sentimento de amor e provoca um caos no dia a dia, pois faz com que ajamos de forma controladora, carente e sentimental em excesso. O maior antídoto contra a dependência é o amor-próprio. Não se esqueça, em hipótese alguma, que sua felicidade depende apenas de você! Caso contrário, seu relacionamento estará em risco!

Apego ao passado

Quem continua remoendo traumas de relacionamentos anteriores mesmo após a fila ter andado, já começa uma jornada fadada a falhar. Cada ser humano é único e, portanto, cada relação também é diferente. Trazer situações e medos do passado para o presente ou projetá-los no futuro, além de ser injusto com quem nada tem a ver com o assunto, faz com que o medo aflore. E como diz o ditado popular: viver com medo é viver pela metade. O medo nos paralisa e impede de aproveitar o melhor da vida. O ideal é nos propormos a aceitar o fluxo da vida e acolher as situações e pessoas de forma neutra para que possamos experimentar novas histórias e aprender novas lições.

Egoísmo

Às vezes, o egoísmo vem disfarçado ou aparece bem sutilmente. Mas quando o nosso lado “criança mimada” está ativo, e batemos o pé para conseguir o que queremos, ou pior, impomos o que nos convém sem medir as consequências e sem levar em consideração o que é bom para o outro, somos extremamente egoístas. Oscar Wilde dizia que o egoísmo não é vivermos de acordo com nossos desejos, mas sim quando exigimos que os outros vivam da forma como nós gostaríamos. Se você se identifica, busque praticar mais o altruísmo, a empatia e a solidariedade. Esses sim são ingredientes que fortalecem e aprofundam um relacionamento.

Cada um desses vilões pode andar sozinho, mas muitas vezes acabam atuando em conjunto, minando nossa tranquilidade e nos impedindo de viver a felicidade em nossos relacionamentos. Eles são como fantasmas que aparecem a qualquer momento, sempre prontos a comprovar que não somos capazes de nos relacionar. E essa é a maior mentira em que acreditamos! Todas nós somos plenamente capazes de estar por inteiro em uma relação, de abrir nossos corações para o novo e de compreender que às vezes há algo que precisamos urgentemente mudar e melhorar em nós mesmas.

Um ano novo começou há pouco. Que tal nos comprometermos em nos auto-observar para poder evitar cada um desses sentimentos e comportamentos? Que em 2018 possamos nos curar e cultivar relacionamentos cada vez mais saudáveis e duradouros. Vamos juntas?

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Os principais vilões dos relacionamentos

Todas nós queremos viver um grande amor. Mas muitos dos nossos relacionamentos passam por turbulências e até acabam sendo destruídos por causa de vilões emocionais que podem ser evitados. Conheça-os e fique atenta!

Na primeira parte deste estudo sobre os vilões dos relacionamentos, vamos apresentar os cinco primeiros deles. Confira os sentimentos e comportamentos que nos impedem de viver o melhor em nossas relações.

Carência

A carência nos incomoda desde a etapa de “seleção do parceiro”. Quando nos deixamos levar pela carência, temos a percepção equivocada de que estamos sozinhas e precisamos de alguém. Isso faz com que a gente se precipite na hora da escolha e aumente as chances de erro. A carência cega, faz com que aceitemos menos do que merecemos e toleremos mais do que os nossos limites. Além disso, uma vez estabelecida a relação, a carência nos impede de nos posicionarmos por conta do receio de ficarmos novamente sós. Ame-se o suficiente e faça escolhas congruentes com seus princípios!

Perda da individualidade

Uma das piores formas de estar em um relacionamento é deixar de respeitar nossas vontades, desejos e opiniões para agradar o outro. Esse comportamento que, no início da relação é visto como benéfico, começa com pequenas e inocentes concessões, mas pode tomar proporções enormes.  E as consequências dessa atitude de anular-se só trazem prejuízos, pois acostumamos o outro a ser o guia da relação e perdemos o rumo. Sim, ceder faz parte de todo relacionamento saudável, mas nunca passe por cima do que realmente importa para você!

Ciúme

Ciúme é quando tememos perder o outro, quando não suportamos a ideia de que nosso parceiro possa se interessar por outra pessoa além de nós. E o ciúme também cega, pois é uma preocupação com o futuro que nos afasta do momento presente e faz com o que o medo prevaleça. O ideal é viver no presente, curtindo cada momento ao lado de quem amamos e emanando gratidão por isso, não com medo do que possa vir a acontecer num futuro cruel. Sentir ciúme indica que o verdadeiro amor ainda não aconteceu, pois onde há medo não há espaço para o amor. E amar implica confiança total.

Orgulho

O orgulho é um dos maiores inimigos da evolução dos relacionamentos. Ele não nos permite a entrega total, nos priva nos revelarmos sem máscaras. O orgulho faz com que a gente esconda do outro (e muitas vezes até de nós mesmas) partes nossas – que, por piores que sejam, devem ser mostradas e integradas para que o relacionamento possa ser íntimo e verdadeiro. Quando eliminamos a barreira do orgulho, inevitavelmente damos espaço para que o outro faça o mesmo. Assim podemos enxergar a verdade do outro, com as sombras, vulnerabilidades e limitações que fazem parte de todos nós. E esse é o caminho para a profundidade e a intimidade.

Inveja

Quando um relacionamento é realmente baseado no amor, ambas as partes se alegram com as conquistas e os sucessos do outro. Mas basta que um dos dois caia na cilada da comparação e da competição que a inveja fatalmente aparece. Quando somos invejosas, deixamos de participar do sucesso e da felicidade do outro, pelo contrário, podemos até nos sentir incomodadas e ameaçadas. E que tipo de parceria se instala? Se há inveja, definitivamente não há amor. Portanto, se esse é o seu caso, repense seu relacionamento e cuide de suas inseguranças.   

Aguarde, no nosso próximo texto falaremos sobre outros cinco vilões dos relacionamentos e dar uma dica preciosa para que você aprenda a detectá-los. Acompanhe aqui no blog!

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Medo: o maior impedimento para o amor

Quem ama verdadeiramente, primeiro tem que amar a si mesmo para depois amar ao outro. E nesse caminho, precisamos de doses extras de coragem para enfrentar o medo – que é o exato oposto do amor.

É verdade que o medo, sob a ótica social, é o mediador de nossas ações. Sem ele, não teríamos medida e nem segurança. É o medo que preserva a nossa vida nas situações de risco e de perigo. E, de certa forma, ele também acaba preservando nossas emoções. Acontece que nos relacionamentos, não há nada pior do que o medo, pois ele é o maior impedimento para que grandes encontros aconteçam e grandes amores floresçam. 

Sim, às vezes conhecemos pessoas e nos apaixonamos. Mas o medo nos impede de seguir e de nos aprofundarmos na relação. Porque para que haja um relacionamento real, é preciso entrega, e entregar-se requer coragem. Coragem não é quando não sentimos medo, mas quando o enfrentamos. Se o medo nos freia e paralisa, perdemos a capacidade de acreditar em nós mesmas, de enxergar que existem, sim, pessoas capazes de nos respeitar pelo que somos. Perdemos também a espontaneidade e a força de seguir abertas, aceitando o que a vida nos traz.

Por outro lado, se mesmo sentindo medo, nos impulsionamos ao novo, nos jogamos de cabeça em nossos sentimentos e nos permitimos amar, poderemos viver experiências incríveis. Ninguém está livre de errar e nem de se machucar. Mas se o medo nos impede de errar e nos machucar, ele também nos priva de aprender e crescer.  Errando aprendemos muito sobre quem somos e nos machucando, aprendemos sobre nossas medidas pessoais de afeto, limites e entrega.

Como ultrapassar a barreira

Provavelmente jamais estaremos isentas do medo. No entanto, já que coragem não é ausência de medo, e, sim, seguir apesar dele, precisamos vencer essa barreira para atingir nossos objetivos. E o primeiro grande passo para isso é se conhecer, compreender os próprios limites e descobrir os valores essenciais e imprescindíveis para si para que uma relação seja satisfatória.

Quando conhecemos a nós mesmas, entendemos melhor os nossos sentimentos e sabemos com mais clareza o que desejamos do outro, fica mais fácil abrir os braços para receber uma nova relação. O medo é inerente ao ser humano, mas podemos seguir nos relacionando apesar dele... Abraçando nossas fraquezas e nossas fortalezas, acertando e errando, aprendendo e nos machucando, e aceitando que tudo que vem é para nos ensinar. Só assim seremos capazes de amar e sermos amadas verdadeiramente.

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Gaslighting – o que é e como detectar?

“Você está louca”. Você já ouviu essa frase de alguém com quem se relaciona? Pois saiba que esse tipo de comportamento pode virar um abuso dos maiores, o chamado Gaslighting. Saiba detectar.

O que se chama de Gaslighting é um tipo de abuso psicológico. É quando ao falarmos ou notarmos algo, o outro diz que é coisa da nossa cabeça, da nossa imaginação. E, por mais que possamos confiar em nossos sentidos, raciocínios e intuição, ouvir essa resposta de quem amamos inevitavelmente gera confusão, dúvidas e insegurança.

Parece coisa boba, mas “você está louca” ou “é coisa da sua cabeça” são frases que muitas mulheres escutam no dia a dia. Ou como resultado de demonstração de ciúmes, ou por enfatizarem algum tipo de desconfiança, ou por começarem a mostrar que não estão mais satisfeitas com a relação.

Para algumas pessoas, distorcer a realidade, inventar situações ou simplesmente mentir ou omitir com o intuito de fazer com que o outro perca o autocontrole ou duvide de sua memória ou julgamento é algo comum. Tão comum que se tornou um comportamento denominado de abuso psicológico e ao qual devemos estar muito atentas.

Normalmente, o Gaslighting não se instala no relacionamento da noite para o dia – já falamos de como acontecem as relações abusivas aqui (http://bit.ly/2D5pHf4) – o abusador vai atuando aos poucos, com um comentário aqui, outro ali, até que quando menos percebemos, vira rotina. Portanto, muitas vezes, a situação já está muito adiantada quando é detectada. E, nesse ponto, nos tornamos dependentes do relacionamento e do abusador, porque perdemos a capacidade de confiar em nós mesmas.

O que não pode?

Quando estamos fragilizadas, é extremamente difícil colocar limites nos relacionamentos. O que não pode é estar tão fora do seu próprio eu a ponto de se sentir à mercê do outro ou de uma relação. Autoconhecimento é a chave: entenda seus sentimentos, suas necessidades, aprenda a se valorizar – assim, as chances de que um relacionamento se torne abusivo diminuem consideravelmente. Até chegar a zero.

Mesmo que seja algo da sua cabeça, mesmo que você esteja exagerando, mesmo que você esteja se deixando levar por emoções passadas, você tem voz e precisa ser ouvida. Sua opinião deve ser legitimada e sempre respeitada. Não deixe que ultrapassem seus limites, você é preciosa e toda pessoa que se aproximar de você deve ser também. Lembrar disso pode ser o estímulo para o começo de uma nova jornada.

Por que Gaslighting?

O nome desse tipo de ação abusiva veio de um filme chamado Gaslight, de 1944, no qual Ingrid Bergman vive uma mulher cujo marido tenta convencê-la – e também a todos que convivem com ela – de que ela está louca, para que ela não descubra que ele está procurando um tesouro. E como ele faz isso? Manipulando objetos e elementos dos ambientes e depois, quando ela se dá conta, dizendo que ela está errada. Imagine isso sendo feito constantemente! O termo Gaslighting é usado desde a década de 1960 para descrever a manipulação do sentido de realidade de alguém.

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Fuja de relacionamentos abusivos

Para ser feliz, não basta apenas conhecer e amar si mesma, é preciso impor limites e fugir de relacionamentos abusivos. Comece 2018 praticando o autorrespeito.

Relacionamentos abusivos nem sempre são fáceis de serem reconhecidos em um primeiro momento. Mas a primeira regra é: se algo que o outro faz te deixa desconfortável, fique atenta. O amor é tranquilo, fácil e acontece naturalmente entre duas pessoas que se admiram e se respeitam. Respeito é, na verdade, o mais importante item de um relacionamento saudável. Sem ele, uma relação pode facilmente tornar-se abusiva.

Para começar 2018 longe de relacionamentos que te façam sofrer, separamos algumas dicas bem práticas. Em um relacionamento saudável:

1.       As duas partes estão dispostas a ouvir. Preste atenção se suas necessidades e opiniões são realmente ouvidas pelo outro;

2.       Há respeito pelas diferenças;

3.       Há admiração pelas atitudes do outro;

4.       Há carinho e gentileza recíprocos;

5.       Há crescimento mútuo;

Detecte os sinais de alerta

Palavras rudes sem necessidade, falta de atenção e cuidado, desinteresse pelos seus projetos e sonhos, ausência de diálogo são sinais de alerta. Uma relação que chega a esses pontos e não é resolvida pode facilmente se tornar abusiva. Incontáveis situações de violência, verbal e física, poderiam ser evitadas se houvesse uma barreira formada pelo amor próprio e pelos limites pessoais.

Aprenda a dizer “não” para o que não acrescenta, para o que não faz bem. Siga o ditado que diz que é melhor ficar só do que estar em má companhia. Enfrente seus medos de abandono, de rejeição e seja sua melhor amiga e parceira. Aja em seu favor. Só assim você será capaz de construir e viver relacionamentos saudáveis.

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