Conheça o Ciúmetro – o Teste Termômetro do Ciúme

Quem aí nunca teve medo de ser trocada pelo parceiro? Quem aí nunca achou que a filhinha preferida da mamãe e do papai era a irmã mais nova? Quem aí nunca se incomodou quando a melhor amiga vira amiga de outra pessoa? Esse sentimento que faz com que a gente sinta medo, se entristeça com questões que só existem na nossa mente, se machuque por querer ter o controle sobre tudo e todos, e até perca relações preciosas, se chama CIÚME. Você se identifica com ele?

 

Há quem morra de vergonha de ser taxada de ciumenta. Há, inclusive, quem tenha preconceito com o termo por conta da forma como a sociedade lida com ele. No entanto, o fato é que, todos nós, seres humanos, sentimos ciúme em algum nível durante a nossa vida. É desconfortável, é sofrido e, às vezes, assustador. Mas é normal. Assim como é normal sentir raiva, tristeza, medo.

O ciúme é inerente aos seres humanos, já que desejos, caprichos, apegos, inseguranças e vontade de controlar, coexistem dentro de nós grande parte do tempo. Só que, em alguns casos, ele pode atrapalhar e prejudicar muito a nossa vida. Quando optamos por não procurar ajuda e soluções para lidar com esse sentimento, justamente por vergonha ou preconceito, ele pode tomar proporções enormes dentro da gente e até extrapolar os graus de normalidade.

Quando isso acontece, nossa vida fica muito mais complicada, sofrida e solitária. Perdemos a cabeça, perdemos o chão, perdemos a noção. Nossas relações vivem de brigas, viram campos de batalha. Sem perceber, nos tornamos chatas, neuróticas, sufocantes. Muitas vezes, perdemos quem tanto amamos, sem perceber que antes, já havíamos nos perdido de nós mesmas.

O Clube da Ciumenta foi criado para conectar mulheres corajosas o suficiente para admitir que sentem ciúme em algum nível. É para que, juntas, possamos encontrar formas de evitar que a gente exagere e se perca. É um grupo de apoio mútuo, um espaço para compartilhar experiências, entender que outras mulheres também passam por isso. É onde podemos ser nós mesmas, sem máscaras. Onde podemos ouvir e ser ouvida, apoiar e ser apoiada.

 

Você ainda tem dúvida se o Clube da Ciumenta é pra você? Então, pegue um papel e uma caneta, e responda ao nosso CIÚMETRO. Descubra, de uma vez por todas, o quanto o ciúme atrapalha sua vida:

 

Você conheceu um crush e começaram a sair. Seu primeiro passo:

A.      Adicioná-lo nas suas redes sociais, para que ele também faça parte da sua vida virtual.

B.      Criar alertas de todas as postagens dele, para acompanhar de perto o que ele anda fazendo.

C.      Investigar a vida dele inteira (dentro e fora das redes sociais) para saber exatamente com quem você está se metendo.

 

Vocês oficializaram o namoro. Para você, a partir desse momento:

A.      Tudo bem se ele não te disser todos os passos do dia, mas pelo menos deve avisar de mudanças de plano, para você não ser pega de surpresa.

B.      É óbvio que ele tem que dar satisfação da agenda diária dele, afinal de contas, agora vocês estão juntos e é justo que você saiba TUDO da vida dele.

C.      Você pede que ele instale um localizador no celular, assim, você sempre vai saber onde ele está.

 

O relacionamento está sério e, por isso, você acredita que:

A.      Cada um deve se organizar com seus programas e compromissos, sempre em comum acordo.

B.      Ele até pode fazer alguma coisa com os amigos, desde que você saiba quando e com quem.

C.      Vocês têm que fazer tudo juntos, afinal de contas, são um casal e não tem lógica ele ter programas que não te incluam.

 

Sobre o relacionamento com sua família, você:

A.      Entende que cada um tem seus afazeres, mas costuma criar programas comuns para que não percam os laços.

B.      Costuma vê-los com frequência, afinal de contas, são a SUA família, e a de mais ninguém.

C.      Acha que eles têm que estar sempre à sua disposição e fica magoada caso precise de alguém e receba um “não”.

 

Nas relações com suas amigas mais próximas, você:

A.      Sabe que cada uma tem sua vida, mas fica chateada se passa muito tempo sem se verem ou sem ser convidada para algo.

B.      Morre de medo de ser trocada por outra amiga, então vive mandando mensagens e combinando programas com suas BFFs.

C.      Fica deprimida quando marcam programas sem você ou quando uma delas engata um novo namoro e simplesmente te deixa de lado.

 

Você comprou uma bolsa nova de festa e ainda não usou. Uma amiga pede emprestada para um evento importante, ao qual você não vai. Sua reação é:

A.      Liberar a bolsa, mas evitar ver as fotos da festa.

B.      Inventar uma desculpa ou dar ideia de outra roupa, para não precisar dizer “não”.

C.      Não emprestar a bolsa de jeito nenhum, afinal de contas, é você quem precisa estreá-la em grande estilo.

 

Vamos aos resultados! Se você marcou:

Mais A – Nível de ciúme leve – Só cuido do que é meu!

Sabe aquele ciuminho que pinta quando seu amor ou sua melhor amiga conhecem uma pessoa nova, ou então aquela vontade de que a atenção de todos seja só sua? Então, você tem esses sentimentos, mas lida bem com eles. Não deixa de ter a sua vida, embora não negue um certo desconforto quando algo muda de repente.

Mais B – Nível de ciúme intermediário – Ligeiramente possessiva

Você gosta de ser avisada de tudo quanto for possível e gosta de se sentir no controle, embora saiba que as pessoas precisam, também, ter a vida e o tempo delas. É apegada, mas em um nível que ainda dá para lidar sem perder a melhor amiga ou o namorado, por exemplo.

Mais C – Nível de ciúme hard – Ciumenta de carteirinha

Você controla a vida do ser amado e de todo mundo que está à sua volta. Tem, inclusive, dificuldade de compartilhar o que é seu e se sente traída caso alguém te deixe “de fora” de um programa. Acha que seguir o dia a dia do parceiro na vida e nas redes sociais é prova de amor e não consegue imaginar uma vida mais leve e livre.

Brincadeiras à parte, ciúme é coisa séria. E é por isso que eu pensei em criar um Termômetro do Ciúme. Viu como todo mundo tem ciúme – em menor ou maior grau? Vem fazer parte do Clube da Ciumenta! Juntas vamos mais longe! Mais informações e inscrições: https://bit.ly/2Hs8i1S. E, se você ainda não baixou meu e-book gratuito “Ciúme, 5 Dicas para se Livrar desse Mal”, não perca tempo! Acesse https://www.amarildas.com.br/ e ótima leitura.

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Diga não à hipocrisia! Por mais verdade nos relacionamentos!

Muitas vezes, aquilo de que reclamamos no outro nada mais é do que um reflexo do nosso próprio comportamento. Você se avalia antes de julgar? Vamos combinar de pôr um fim à hipocrisia nos relacionamentos?

 

Relacionamento saudável a dois exige reciprocidade e verdade. Por isso, quero iniciar uma campanha pelo fim da hipocrisia em nossas relações. Quantas vezes pontuamos algo em quem está ao nosso lado e nos esquecemos de avaliar se não temos, nós mesmas, a mesma característica ou o mesmo comportamento? É fácil apontar o dedo para o outro. Muito mais difícil é se autoavaliar e se colocar no lugar dele, não é mesmo?

Mas, o que é hipocrisia, afinal? Segundo a definição dos dicionários, hipocrisia é o ato de FINGIR ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos. Tem a ver com falsidade, dissimulação. É quando a gente condena, julga e critica algo no outro e, no fundo, é, pensa ou age da mesma forma. E essa é uma situação muito comum nos relacionamentos: julgar o que o outro faz, sem perceber que fazemos exatamente a mesma coisa. Só que, talvez, a gente faça escondido, longe dos olhares do outro. Ou pior, achamos que quando é com a gente, tudo bem. O outro é que está errado e que tem que agir a nosso bel prazer, sabe?

Agora, pense comigo nesse outro cenário: quantas vezes você gostaria muito de ser, agir ou se comportar exatamente como a pessoa, mas, por não se sentir capaz ou por acreditar que não pode, (seja por convenção social ou familiar, ou pelo seu conjunto de crenças), julga e condena o outro? Sim, às vezes, condenamos no outro, posturas que nós mesmas desejaríamos ter! Provavelmente, se nos sentíssemos livres e capazes, agiríamos da mesma forma. E, por não nos permitirmos, criamos nossas próprias regras e limites e impomos ao outro, para, assim, nos sentirmos melhor dentro do nosso próprio código de comportamento.

A questão é que nenhum relacionamento pode ser leve, agradável e duradouro num ambiente repleto de cobranças, regras impostas e espelhamento mal resolvido. É por tudo isso que eu quero começar uma campanha pelo fim da hipocrisia nos relacionamentos. Imagine alguém que cobra pontualidade, mas nunca é pontual? É exatamente disso que estou falando! E, claro, esse é apenas um simples exemplo. Leve esse conceito para o seu relacionamento e descubra em que situações você tem sido hipócrita.

Faça uma autoanálise. Tenha mais empatia. Pegue mais leve. Por mais verdade e menos julgamentos. Por comportamentos que sejam reais e condizentes com nossos sentimentos – sem a preocupação sobre estarem de acordo com o que nossos pais ou amigas pensam ou com o que é considerado ideal. Ideal é ser feliz, natural é seguir o nosso coração. O resto é só hipocrisia e projeção.

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Emendar um relacionamento no outro diz muito sobre você

Você vive de relação em relação, emendando um “amor” no outro? Cuidado! Esse tipo de comportamento pode revelar uma característica muito importante: o medo de ficar sozinha e de cuidar da própria vida.

Gente que emenda um relacionamento no outro. Mal termina com alguém, já está se envolvendo com uma pessoa nova. Você é assim? Se não é, certamente conhece alguém que seja, né? Muitas mulheres têm esse tipo de comportamento: nem bem acabam uma relação, já iniciam outra, em busca de conforto e satisfação pessoal. Isso acontece quando acreditamos que só podemos ser felizes estando com alguém. Mas isso é uma mentira!

Quem emenda um relacionamento no outro pode ter, lá no fundo, um medo gigante:  ficar sozinha. Aliás, quem nunca? A verdade é que esse medo foi alimentado por séculos! Há menos de 100 anos, as mulheres eram criadas para serem esposas. E há muito menos do que isso, uma mulher divorciada era colocada à margem da sociedade. Ou seja, nós realmente viemos de um tempo em que ficar sozinha era motivo de exclusão. Ainda hoje existe, no inconsciente coletivo, a informação de que estar sozinha não é bom.

No entanto, isso não faz o menor sentido nos tempos atuais. Estar sozinha é a melhor forma de nos conhecermos, de ter contato com nossas próprias necessidades, de experimentar o que nos faz realmente bem. Infelizmente, muitas de nós ainda passam a vida toda fazendo o que o parceiro gosta, o que o marido quer, o que o namorado acha certo. Em pleno 2019! E não é fraqueza. É que ir contra esse inconsciente coletivo requer muita coragem e uma dose extra de determinação, mesmo.

Mas não é só isso. Além do medo de ficar sozinha, quem emenda um relacionamento no outro e faz de tudo o tempo todo para estar com alguém pode estar fugindo de si mesma. Relacionamentos nos mantêm ocupadas e com menos tempo de olhar para dentro. Quando o foco está do lado de fora, não precisamos nos confrontar com nossas verdades internas. Pare e reflita: de que exatamente você tem fugido quando escolhe fixar sua atenção no lado de fora? Carência? Julgamentos? Medo? Fazer uma autoanálise é muito importante para entender o seu funcionamento emocional. Assim, poderá fazer escolhas mais conscientes e saudáveis daqui para frente.

Por que, então, emendamos um relacionamento no outro?

Provavelmente porque temos medo de nunca mais estar com alguém. Porque temos medo de ter algum “defeito de fábrica” que faz com que a gente não consiga manter um relacionamento por muito tempo. Porque temos medo de descobrir que somos muito diferentes da nossa família e das nossas amigas. Porque vivemos querendo provar algo para alguém.

Mesmo que tudo isso aconteça de forma inconsciente, a necessidade de emendar um relacionamento no outro é sinal de que estamos em falta com nós mesmas. Não, ninguém tem o dever de segurar relacionamento. Relacionamentos permanecem porque fazem sentido, porque alimentam duas almas, porque são feitos de sonhos em conjunto e de duas pessoas inteiras. Ninguém deveria ter medo da solitude, da própria companhia, da oportunidade de fazer as próprias escolhas, da própria verdade e de se honrar por tudo isso.

Emendar um relacionamento no outro é uma fuga que apenas afasta você de si mesma. Se estiver sozinha ou prestes a ficar, experimente estar um tempo a sós com seu próprio universo. Investigue sua alma, descubra suas reais afinidades. Prove a calma de tomar um chá vendo o pôr do sol, ou de ir à praia no horário em que bem quiser, sem necessariamente precisar de companhia. Escolha o filme, a série, o livro. Por você. Exercite primeiro esse amor, que o amor a dois virá melhor, depois.

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Vale a pena tentar voltar com o ex?

Está na hora de fazer suas resoluções de ano novo e você quer saber se vale a pena voltar com o ex? Pois essa pergunta é muito fácil de responder. A resposta é: depende! 

Voltar ou não com o ex, eis a questão! Pode ser que você esteja passando por esse dilema e queira terminar o ano com uma nova resolução. Então, vamos lá. Em primeiro lugar, será preciso rever seus conceitos e ponderar friamente: POR QUE você quer voltar? Reflita bastante sobre essa pergunta, não se apresse em ter uma resposta. Tente silenciar sua mente e ouça as vozes do seu coração e da sua intuição.  Você ainda o ama? Ainda acredita de verdade na relação? Muitas vezes, a vontade de retomar o relacionamento pode estar cheia de carências, medos, mágoas e frustrações. E aí, é bom nem cogitar o assunto.

Quando voltar NÃO vale a pena?

Se for para retomar a convivência para fazer tudo igualzinho a como era antes, provavelmente não valha a pena.  Se for para voltar e jogar o motivo da sua mágoa na cara da outra pessoa a cada nova discussão, com certeza não vale a pena. Inclusive, se você sente que o assunto vai ressurgir inevitavelmente, é porque ainda tem algo pendente. Quando perdoamos realmente (leia mais aqui: https://bit.ly/2BiID6i), damos o assunto por encerrado.

Pense friamente: você quer voltar porque perdoou ou para ter uma chance de revanche, talvez? Ou então, para estar em uma situação de poder, já que o outro pisou na bola e você vai poder usar esse “trunfo” sempre que precisar? Caia fora. Amar não é um jogo de ganha e perde. Na verdade, quando uma relação é baseada em competição, vingança e memórias ruins, ambos perdem.

Quando voltar vale a pena?

Se temos condições de aprender com o que passou, se somos capazes de perdoar e começar do zero, aí a volta é algo a ser muito bem considerado. É preciso maturidade para entender se um assunto realmente foi encerrado ou se ele está adormecido, aguardando o momento de voltar à tona.

Buscar ajuda, em uma situação como essa, pode ser um bom caminho para se entender. Muitos relacionamentos são retomados depois de uma ruptura brusca, mas é preciso que haja transparência, primeiro ao se deparar com seus próprios sentimentos, e depois, na relação diária com o outro. Só assim é possível saber se o placar está zerado. Caso contrário, é melhor deixar como está.

Existe ainda um terceiro cenário a ser considerado: se você tiver que convencer seu ex a voltar, definitivamente NÃO vale a pena! Muitas vezes, desejamos ardentemente retomar a relação, mas o outro não quer. E tudo bem! Jamais, em hipótese alguma, precisamos nos humilhar e mendigar pelo amor de quem não está disposto a nos amar. Por mais sofrido que seja, é preciso respeitar a decisão e o tempo de cada um. Afinal, ninguém é obrigado a sentir o mesmo que nós, certo? Amar é algo que está além do nosso controle. Nesse caso, precisamos de muita força interior e de muito amor-próprio para superar a decepção e tomar a decisão certa de seguir em frente.

Voltar com o ex, só se ambos estiverem conscientes e emocionalmente bem resolvidos, tiverem aprendido com as lições do passado e sentirem o desejo genuíno de que dê certo. Recomeços exigem que deixemos para trás não só as lembranças ruins, mas TODAS as lembranças – inclusive as boas. Para voltar com o ex é preciso que os dois tenham disposição para começar realmente do zero, como se nunca tivessem se conhecido antes. Até porque, ninguém é o mesmo depois de tudo que passou.

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Para que o amor dê certo: Tire as lentes cor de rosa

Sabe quando a gente imagina e idealiza a pessoa com quem nos relacionamos e isso acaba se tornando uma lente que nos impede de ver quem o outro é de verdade? Para que o amor dê certo, é preciso tirar os óculos cor de rosa da ilusão.

Quando imaginamos o amor ou idealizamos uma relação, criamos, mesmo que sem querer, uma ilusão baseada em fantasias e expectativas. Podemos pensar nessa ilusão como lentes cor de rosa que nos fazem enxergar somente aquilo que desejamos ver, não necessariamente o que é real. Dispomos-nos a enxergar claramente as qualidades que nos agradam no outro e privamos-nos de ver aquelas que não condizem com o que esperávamos. Quem aí nunca fez isso?

Tirar as lentes cor de rosa da ilusão significa enxergar o outro exatamente como ele é. Não como imaginamos que ele seja, nem como gostaríamos que ele fosse. Pode parecer um pouco radical em um primeiro momento, mas é a mais pura verdade: o amor só acontece de forma mais profunda quando nos deparamos com a realidade. Do contrário, não passa de uma ilusão.

Existem casais que convivem por anos nessa situação e, quando alguma ruptura acontece, eles se veem como realmente são. A pergunta é: a pessoa não se mostrava como realmente é ou a outra é que não viu? Será que é possível fingir ser alguém durante tanto tempo na intimidade de um casal? O mais comum é que uma das partes (ou ambas) não desejasse ver o outro exatamente como é, para não correr o risco de ver sua idealização desmoronar.

O medo da realidade, de sermos contrariadas ou de termos que conviver com algo que não seja tão fácil e confortável são os fatores mais comuns para insistirmos na manutenção das lentes cor de rosa. Fazemos isso acreditando que seja melhor pensar que a pessoa é quem queremos que ela seja. Fazemos isso com a intenção de nos proteger das diferenças. E não nos damos conta do quanto isso é prejudicial para a relação. De que forma viver uma ilusão pode ser melhor do que viver a verdade? A realidade pode não ser tão doce, mas é dela que precisamos viver e é nela que os verdadeiros sentimentos se baseiam.

Tudo que é ilusão tende a acabar

Tudo que é ilusão não dura para sempre. Em algum momento, a ruptura de que falei acima acontece. Pode vir em forma de uma reação exagerada e brusca, de uma decisão inesperada, de uma traição ou de uma decepção. E então, as lentes se desfazem e nos vemos cara a cara com a realidade: ele não é exatamente como imaginamos e idealizamos. E aí, nos sentimos enganadas pela vida. Enganadas pelo outro. Enganadas por nós mesmas. Mas só a última alternativa é correta: fomos enganadas pelo nosso próprio medo de enxergar a verdade como realmente é.

Relações que duram no tempo têm menos idealização e mais compreensão. Menos superficialidade e mais parceria. Amar de verdade, acontece quando conhecemos o outro como é: com suas sombras, suas fragilidades, suas fraquezas, suas incertezas, seus medos – e, ainda assim, escolhemos conviver, compartilhar e crescer juntos. As lentes cor de rosa deixam tudo lindo em um primeiro momento, são as lentes dos contos de fadas, da paixão, dos sonhos. E não podem durar para sempre, nem vão. Entender que é preciso olhar para a vida sem lentes que a filtrem, faz de nós mais maduras e mais prontas para amar verdadeiramente.

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Os novos tempos do romance cibernético

Em tempos de redes sociais, aplicativos de relacionamentos, crushes e likes, fica cada vez mais complicado entender os comportamentos do romance cibernético. 

Quem aí nunca usou app de namoro? Hoje em dia, muitas de nós acabam partindo para esse tipo de ferramenta na hora de conhecer alguém. A vida anda corrida, é cada vez mais difícil conhecer pessoas na forma, digamos, tradicional, e é aí que os apps entram, dando uma ajudinha na hora de encontrar o parceiro ideal. Mas acontece que essa aventura nem sempre é tão simples quanto pode parecer. Porque os novos tempos do romance virtual também trouxeram novos comportamentos, muitas vezes difíceis de entender.

Sabe aquele cara que você conheceu e estava saindo, numa boa, e que, de repente, sumiu, do nada? Ou então aquele com quem que deu match, que vive curtindo suas fotos, acompanhando seus posts, mas nunca te chamou para sair? Ou aquele que é gente boa pra caramba, vocês têm tudo a ver, mas aí você descobre que ele tem namorada... É claro que quando se trata de relacionamentos, qualquer pessoa pode sumir da nossa vida quando menos esperamos, pode se interessar por outra, pode se revelar comprometida, pode aparecer só de tempos em tempos. Mas esses comportamentos acabaram se tornando mais comuns e até aceitos, de certa forma, com o surgimento e a proliferação dos romances nascidos na internet.

Se você conhece alguém por intermédio de um conhecido, por exemplo, é mais difícil que essa pessoa simplesmente desapareça sem dar satisfações. O mundo virtual nos dá a falsa impressão (que talvez não seja tão falsa assim, de todo modo) de que o envolvimento é mais superficial e que, portanto, ninguém vai sair assim tão machucado. Pior, dá respaldo para que a pessoa pense e haja como ela quer, sem se importar, necessariamente, com o que o outro está sentindo.

O mais importante é sempre ter consciência do tipo de relação em que você está entrando. Dar o tempo certo para conhecer o outro e entender a dinâmica da relação (conforme já falamos aqui: https://bit.ly/2pTpWAJ) é essencial. Além disso, mostrar-se transparente desde o início e evitar joguinhos emocionais a qualquer custo deveriam ser regras básicas dos romances modernos. Deixar de ser superficial é uma decisão dos dois, sempre. Mas podemos dar o primeiro passo. Afinal, caso o outro não queria ou demonstre desinteresse, só estará encurtando o caminho que já está traçado desde o começo.

 

Dicionário dos relacionamentos modernos

Casos como os que descrevemos aqui são tão frequentes na atualidade que já existem termos para cada comportamento – que traduzem de uma forma que seria até engraçada, se não fosse triste – como agem os pretendentes desse universo da paquera virtual:

Ghosting – Vocês se conhecem, saem juntos, às vezes até mais de uma vez, o cara age como se estivesse gostando de você e, do nada, some. Vira um fantasma. Sem explicações, sem amizade, sem nada. A justificativa é que é melhor sumir do que magoar a pessoa. Oi? Ninguém merece, né?

Orbiting – O cara não sai com você de novo, mas segue curtindo suas fotos, visualizando seus posts, mandando um “oi, sumida!” lá de vez em quando, com conversas que não evoluem. Manda esse cara para fora do seu sistema solar e vai ser feliz!

Phubbing – O “Phubber” é aquele cara que sai com você, mas fica o tempo todo no celular. Não está namorando você e talvez nem queira ou vá namorar ninguém. Na dúvida, use a seguinte fórmula para decidir se aposta ou não em algo com ele: está prestando atenção em você? Se não, já era.

Breadcrumbing – Sabe aquele cara que te joga migalhas de vez em quando para garantir atenção só na hora que é conveniente para ele? Caia fora. Essa coisa de ficar ciscando aqui e ali, não engatar um relacionamento, mas também não abrir espaço para o novo é mais velho do que andar para a frente. Quem vive de migalha é passarinho, e até eles voam. Voe para longe de pessoas que têm esse tipo de atitude.

Cushioning – É quando a pessoa já tem um relacionamento, que não vai bem, mas não quer desapegar ou ficar sozinha. Então, começa a paquerar nos aplicativos para ver se consegue alguém para melhor para substituir, sabe? Ninguém merece quem é indeciso e nem quem engana outra pessoa, certo? Fique de olhos e coração bem abertos. De enrolada, já basta a vida!

[Fonte: Revista Cidade Jardim]

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Você já se envolveu com alguém comprometido?

Talvez esse seja o maior tabu dos relacionamentos: se envolver com pessoas já comprometidas. Se isso já aconteceu com você, por qualquer que seja a razão, talvez seja o momento de rever o modo como você se cuida e que papel as relações têm na sua vida.

 

Você já foi a “outra”? Assunto tenso, não é mesmo? Acredito que a maioria das pessoas concordam comigo. No entanto, o fato é que essa situação existe. Sim, muitas mulheres se envolvem em relacionamentos em que o outro já é comprometido com outra pessoa – e, claro, são muito julgadas. Inclusive, se julgam. Mas, sejamos francas... antes de tudo, o que ser a outra diz sobre alguém? Se você está vivendo essa situação atualmente, como você se sente nesse papel? Estar confortável com nossas próprias escolhas é fundamental para ser feliz. Caso contrário, sempre nos encontraremos em papéis que não consideramos ideais e que não condizem com nossos reais desejos e anseios.

É importante falar que ser a outra tem muitas faces. Embora muitas mulheres tenham medo dos julgamentos alheios, há quem veja prazer na aventura e no “perigo” de estar nessa posição. Há aquelas quem prefiram não ter amarras e, portanto, ter um parceiro já comprometido pode vir de encontro a esse objetivo. O fato é que, para a maioria das mulheres com quem converso, ser a outra é o mesmo que entrar numa “fria”. Além de acreditar ser uma enrascada, muitas delas dizem, inclusive, que jamais se imaginariam sendo pivôs de uma relação extraconjugal. Mas então, por que isso acontece? Antes de julgar, é preciso analisar os motivos que levam alguém a se envolver num relacionamento assim. Alguns deles são:

1.      Baixa autoestima

Achar que não somos boas o suficiente e que, portanto, precisamos aceitar migalhas de sentimento e de atenção é muito mais comum do que imaginamos. Existem mulheres que passam uma vida inteira sendo a outra simplesmente porque não acreditam que podem ter relações inteiras. Se você se identifica, trabalhar questões de merecimento e aprender a se valorizar são tarefas urgentes para você! Nada como ficar um tempo sozinha para aprender a se amar de verdade, viver sob uma nova ótica e entender que todas somos merecedoras de amores inteiros.

2.      Fantasia

“Ele vai terminar o casamento assim que o filho nascer”, “ele não gosta dela, por isso está comigo”, “ele só não termina o relacionamento porque ela é/está doente”. O rol das desculpas dos parceiros comprometidos que têm casos extraconjugais é infinito. E embora a grande maioria deles nunca terminam seus casamentos, muitas mulheres caem na armadilha de acreditar que algo vai acontecer, que as coisas vão mudar e que um dia tudo vai ser como elas tanto sonharam. No entanto, as estatísticas demonstram que, no mundo real, as coisas acontecem de forma diferente. Se você se encaixa nessa situação, talvez seja um bom momento para amadurecer a forma como você se relaciona e leva a vida. Um pouco de realidade, por mais dura que seja, pode lhe fazer muito bem.

3.      Autossabotagem

“Não estou envolvida, é só um caso passageiro” – este talvez seja o pensamento mais comum entre as mulheres que entram numa história com um parceiro comprometido. Mas, mesmo assim, suas aventuras duram meses ou até anos. Já conheceu alguém assim? A relação começa e a pessoa acredita que está no controle, que não vai se envolver e que, portanto, não vai sofrer. E, quando percebe, o tempo passou e ela se vê vivendo uma relação como a outra. Esse pode ser um indício de uma forma de autossabotagem que acontece quando temos algum medo ou receio de nos relacionarmos. Se esse for o seu caso, verá que mesmo que aparentemente não perceba, se parar para analisar, vai descobrir que está sempre entrando em relações sem futuro.

Certamente existem inúmeros outros motivos a serem enumerados aqui. É verdade que muitas mulheres se envolvem em relacionamentos assim sem saber de antemão. Mas o mais importante é entender que, se estamos em uma situação que não nos parece ideal, é uma escolha nossa seguir nela ou redefinir nosso plano. É uma questão de escolha.  Ninguém pertence a ninguém ou depende do outro para ser feliz. Se você age ou pensa como se a sua realização ou felicidade viesse de fora, de alguém que não seja você mesma, é hora de parar para avaliar o que se passa dentro do seu coração e da sua cabeça. Trabalhar a autoestima, a coragem de seguir seus próprios princípios e a capacidade de impor limites é a chave para construir e viver relacionamentos que condizem com nossos anseios. O que você tem escolhido?

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Em que estação está o seu relacionamento?

Com a chegada da primavera, a natureza e as pessoas ficam mais coloridas. E o seu relacionamento, também está na primavera ou o clima está diferente? Entenda como é possível fazer um paralelo entre as suas relações e as estações do ano.

Em qual estação do ano está seu relacionamento, já parou para pensar? Na primavera todo mundo parece ficar mais amigável e tudo fica mais colorido, muitas vezes, inclusive a nossa personalidade. Mas isso não quer dizer que nossos relacionamentos acompanhem necessariamente as estações do ano. E o que nossas relações têm a ver com as estações do ano? Podemos fazer um paralelo com as etapas cíclicas que vivemos nas relações e o clima que faz lá fora, quer ver?

Inverno

O inverno é a estação do recolhimento, de parar para pensar, de olhar para dentro. Quando uma relação está em período invernal, os envolvidos estão mais voltados para si, um para o outro, ou para a própria relação, sem muita interferência externa. Talvez estejam até passando por uma crise, e por isso é preciso dialogar, observar a si mesmos, enxergar o parceiro, entender o que precisa de mudança. No inverno, consumimos os frutos acumulados nas outras estações, para que, exatamente, possamos nos recolher e resolver o que precisa ser resolvido.

Primavera

Passado o inverno, houve diálogos, tudo foi organizado e a relação segue? Pois agora é tempo de florir. Seja lá o que tenha levado a relação ao inverno, a primavera indica que as coisas foram resolvidas e esclarecidas e, portanto, é tempo de começar a olhar para fora, de abrir as janelas da alma e de compartilhar o aprendizado que foi absorvido no inverno. Quando a relação se encontra na primavera, nos damos conta de que aquele tempo de recolhimento foi necessário para que o romance pudesse ser retomado. Normalmente, na primavera, estamos novamente em paz, pois percebemos que o que passou não foi em vão e nos fez amadurecer (tanto como indivíduos quanto como casal).

Verão

Verão é euforia, festa, calor, amigos, diversão. Nessa época , tudo fica mais ameno e, inclusive, mais superficial. Para o casal, pode ser um tempo de estarem mais voltados para fora, para ficar mais com a família e com os amigos. De modo geral, é quando a relação está mais solta, leve e tranquila – o que pode ser ótimo, e que também funciona como termômetro para as próximas estações. É no verão da relação que descobrimos se estamos maduros o suficiente para passar por situações externas e diferentes. Pode ser que os envolvidos percebam que não estão tão prontos assim para sair do casulo.

Outono

O verão passou, a festa acabou – se tudo correu tranquilo durante a estação da abertura, agora é tempo de assentar o clima e contemplar. Uma relação em outono quer algo a mais, quer transformação, quer melhorar o que precisa, quer fazer planos que serão amadurecidos e colhidos nas estações seguintes. Para aquelas que enfrentaram dificuldades no verão, é hora de fazer cortes, podar, rever, e talvez redimensionar os sentimentos. Esta é a estação do balanço – que, se positivo, levará o casal ao próximo inverno.

Os relacionamentos funcionam praticamente como os seres humanos: uma hora estamos mais dispostos a compartilhar, a conviver e a somar; outra, tudo que queremos é nos recolher e pensar. Todos passamos, o tempo todo, por mudanças. É importante que, a cada estação interna, nos deixemos levar pelo clima e pelos sentimentos típicos. A dois, é preciso observar e respeitar o momento que o outro está vivendo. Nem sempre os casais passam pelas mesmas estações internas ao mesmo tempo. No entanto, é importante observar se ambos têm as mesmas aspirações e se conseguem estar em sintonia com a estação da relação como um todo. E isso diz muito sobre a maturidade do relacionamento.

Permita-se observar o que está se passando com você e com seu parceiro. Veja em que etapa a relação está e o que é preciso deixar ir ou resolver para seguirem ainda mais unidos. Não espere a crise parar tudo. Assim como o autoconhecimento, a observação da relação é fundamental para entender o quanto precisamos colocar de nós para que tudo possa funcionar e florir.

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Relacionamento é desafio

Sabe qual é o nosso maior erro? Acreditar que relacionamentos e amores vêm prontos, que só trazem alegrias e que são lineares e previsíveis. Não! Está mais do que na hora de entendermos que relacionamento é bom, mas é puro desafio!

Relacionar-se talvez seja o maior dos desafios que enfrentamos durante a vida. E isso é maravilhoso, porque é nos relacionando que aprendemos sobre nós mesmas, sobre os outros e sobre a vida. Ninguém nasceu para ser sozinho! Seja qual for o tipo de relação (amorosa, familiar, social ou profissional), é no dia a dia que aprendemos sobre limites, crenças e diferenças. Relacionamentos, principalmente amorosos, nos permitem colocar em prática nossas habilidades e expor nossas fraquezas. Nos fazem crescer, aprender e evoluir. Não acontece assim com você? Pois pode ser que você esteja fantasiando sua relação, ou mesmo fugindo dos aprendizados. Relacionamento é desafio, mas pode ser a mais incrível de todas as aventuras.

Quando pensamos em estar com alguém e construir um relacionamento a dois, normalmente imaginamos uma série de fatores que não correspondem à realidade. Contos de fadas, filmes de Hollywood, histórias de famílias, perfis de redes sociais – tudo   colabora para que as nossas expectativas sejam imensas e que gerem um ideal quase inatingível de perfeição. Pessoas são pessoas – somos todos humanos e imperfeitos quer estejamos sozinhas ou acompanhadas. Todos temos nossos defeitos, mistérios, esquisitices, todos somos obras em constante construção. Como querer ao nosso lado alguém perfeito, se nós mesmas não somos?

Por que se relacionar é desafio?

Porque o amor e as pessoas não vêm com bula ou manual de instruções! Da mesma forma, ninguém tem como conhecer de antemão nossas vontades e desejos, e talvez, por personalidade, nem queiram satisfazer ao nosso ideal de relação. Estar com alguém tem muito mais a ver com planos em comum, visão de futuro, valores reais do que com flores, bombons e serenatas. Não que isso tudo não seja maravilhoso para quem gosta e sonha em ter um relacionamento romântico. Mas, nesse caso, a saída é encontrar alguém que já tenha esse DNA ou que esteja disposto a se encaixar nesse molde. Caso contrário, é mais fácil trazer nossas expectativas de relacionamento para um nível mais real.

O dia a dia pode trazer lindas surpresas, presentes inesperados, café na cama e uma troca incrível. Mas também perrengues, decepções, divergências e desentendimentos. O fato é que, aos poucos, um casal vai se moldando e ambos vão entendendo o que deixa o outro feliz e infeliz. Disposição para fazer com que a relação funcione é tudo! Mas achar que não encontraremos desafios e decepções é viver fora da realidade. O que também não é desculpa para simplesmente desistir de estar com alguém e optar pela solidão.

Nascemos para nos relacionar

Somos seres sociais, nascemos para viver em comunidade, para aprender uns com os outros e para nos relacionar. Acreditar que é melhor estar sozinha só porque relações de contos de fadas não existem é desistir de descobrir o melhor da vida. É claro que podemos e devemos estar sozinhas em diversas situações da vida. Períodos de solidão são maravilhosos para que a gente possa se descobrir, entender quem realmente somos e se preparar antes de entrar numa relação sabendo melhor o que esperamos do outro. Mas ficar sozinha por medo do desafio, jamais!

Se relacionar é difícil? Não, essa é uma das muitas crenças limitantes que temos em nossa sociedade. Relacionar-se é desafiante e incrível ao mesmo tempo. Relacionamentos nos trazem muitos aprendizados. O que acontece é que acreditamos que, para ser fácil, não pode ter problemas, para ser bom, não pode ter imprevistos. E é aí que as dificuldades começam. Uma das forças mais incríveis da natureza é o amor. A vontade de estar com alguém, de compartilhar momentos e de construir uma vida juntos faz com que amar seja um enorme desafio e a melhor das aventuras. Não se segure. O melhor da vida pode estar logo ali, esperando por você! Pronta? Ou vai dizer que não curte um desafio?

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