Paixão: aliada ou inimiga?

A paixão, aquele sentimento inicial de todo relacionamento amoroso, arrebatador e praticamente instintivo, nos leva, muitas vezes, a fazer loucuras. A paixão é necessária à preservação da espécie, diz a ciência, mas tem tempo para acabar e vira nossa vida do avesso. E aí, ela é aliada ou inimiga?

 

Uma coisa é certa: quando nos apaixonamos, não vemos o objeto da paixão como ele realmente é, mas como nós o imaginamos. Isso significa que nos apaixonamos por uma idealização, por um sonho, por algumas expectativas. Assim acontece com todo mundo e é plenamente normal. Esse é o mecanismo que nos faz buscar relacionamentos – uma paixão, especialmente das mais arrebatadoras, pode ser bastante benéfica, pois pode até nos ajudar a quebrar nossas crenças limitantes e transpor barreiras emocionais que nos impomos. Por outro lado, viver o relacionamento com base nas nossas imagens e idealizações pode ser bem frustrante. É por isso que a paixão tem prazo de validade.

A paixão atua praticamente como uma espécie de droga no nosso organismo, liberando, de forma intensa e contínua, neurotransmissores que nos causam a sensação de euforia e prazer, como a dopamina e a noradrenalina. Fisicamente, somos inundadas por sentimentos novos, inusitados, que nos enchem de convicção – por isso, quando apaixonadas, às vezes tomamos decisões que fogem do habitual. Loucura? Não, apenas nossos instintos que estão mais ativos, por assim dizer.

Acontece que ninguém conseguiria viver dessa forma por muito tempo. E os relacionamentos, mesmo que precisem da paixão para começar, também necessitam de calma e de sentimentos mais maduros para durarem no tempo. Por isso, com o passar dos meses, a paixão dá lugar ao amor ou à decepção – dependendo do quanto idealizamos a pessoa e do quanto nos identificamos com o que vamos descobrindo sobre ela. Tendemos a achar que, passada a paixão e a loucura inicial (inundada por hormônios), o outro tenha mudado. Mas, na maioria das vezes, não é bem assim. É que, com o tempo, nossas fantasias vão dando lugar à realidade.

Há quem diga que a paixão possa durar até 30 meses, ou seja, mais de dois anos. É bastante tempo para viver em estado de euforia, não é mesmo? A questão é que pode ser tempo demais para estarmos envoltas em uma nuvem de expectativas, cegas por nossas próprias idealizações que, na maior parte do tempo, não condizem com a realidade! As chances de ele não ser tudo aquilo que você acha que vê e imagina são enormes. Mas não porque ele esteja te enganando ou porque ele mudou radicalmente e, sim, porque você estava apaixonada. A paixão faz com a que a gente enxergue só o que a gente quer, do jeito que a gente quer. O mesmo acontece com ele! E é por isso que pode surgir o que se chama de crise dos dois anos. Já ouviu falar?

Quando a paixão vale a pena

Mas, calma! Paixão é vida! Estar apaixonadas nos faz felizes, nos faz sentir mais leves. Inclusive, acho que deveríamos nos permitir ter mais paixões ao longo da vida – não apenas por pessoas, mas por conhecimento, lugares e atividades. Alimentar a paixão quando estamos vivendo um relacionamento longo também pode ser bastante positivo. Surpresas, declarações de amor, jantares românticos, de vez em quando, não faz mal a ninguém, não é mesmo?

O que a gente não deve fazer é se deixar viver APENAS de paixão. Nesse caso, estaremos em contato constante com a decepção e aí, viveremos pulando de relação em relação, de emprego em emprego, de amizade em amizade. O segredo é ter a consciência de que a paixão existe e faz parte, mas não é tudo. É preciso racionalizar um pouco as coisas, é preciso manter os pés no chão e os olhos abertos para enxergar a realidade. Sim, porque, quando a liberação de neurotransmissores muda, o que sobra? A realidade!

Mas, como racionalizar ante a euforia da paixão? Através do autoconhecimento. Quando sabemos o que realmente nos faz bem, o que desejamos de verdade em nossa vida, quais os nossos objetivos, fica mais fácil fugir das armadilhas da paixão. Não é o caso de não nos permitir viver essa loucura. Mas o de entender até onde nossas experiências são reais e de colocar nossos próprios limites. Assim, uma grande paixão pode se transformar em amor, porque será embasada pelos nossos desejos genuínos e permitirá que a gente se abra e se entregue para a pessoa certa. Viver a paixão requer não só boas doses de coragem como também de sabedoria.

Quer entender mais sobre esse assunto? Me manda uma mensagem e vamos conversar! Entre em contato através do e-mail amarildasblog@gmail.com

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Inteligência emocional nos relacionamentos

Os relacionamentos fazem parte da base da nossa vida. É por meio deles que amadurecemos, colocamos nosso aprendizado interior à prova e constatamos se nosso equilíbrio emocional está em dia. Para ajudar nessa jornada rumo a relacionamentos saudáveis, agora você tem um curso todinho para chamar de seu.

 

A questão da inteligência emocional nos relacionamentos é cada vez mais urgente. Quando nos equilibramos emocionalmente, aprendendo como lidar com as nossas próprias emoções e entendendo como tudo que nos acontece ressoa dentro de nós, conseguimos exteriorizar nossos sentimentos e construir relações mais maduras e harmoniosas. Se você, assim como muitas pessoas, considera o equilíbrio emocional algo difícil de ser atingido, pode ficar tranquila. Você já tem à sua disposição um curso 100% online para lhe ajudar nesse processo.

Equilíbrio emocional é algo a ser conquistado, aprendido e exercitado. Não acontece da noite para o dia e pode exigir muita entrega e disciplina. E, muitas vezes, acabamos desistindo desse processo, acreditando que não somos capazes de identificar e gerenciar nossas emoções de forma inteligente. Pensando nisso, Ana Luize e eu lançamos um curso exatamente para ser seu guia no exercício da inteligência emocional – um passo fundamental rumo a relacionamentos melhores.

Um pouco sobre nós

ANA LUIZE é dentista de formação com habilitação em Terapia Floral dentro da Odontologia e há 11 anos trabalha com terapias vibracionais, atua em várias linhas de florais, bioenergética, cromoterapia, Reiki, hipnose, numerologia, e hoje está prestes a conquistar mais um título, em Neurociência e Comportamento.

CAMILLA COUTO – o meu trabalho você já deve conhecer, sou Orientadora Emocional e Contoterapeuta. Criadora e autora deste blog e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos – que apoia mulheres a terem relacionamentos mais saudáveis. Também sou Terapeuta Floral e Consteladora Familiar em formação.

O que você vai encontrar no curso

O curso online Inteligência Emocional nos Relacionamentos foi pensado para que você aprenda a identificar e gerenciar suas emoções, cultive a autocompreensão, aproprie-se de sua autorresponsabilidade, e reconheça e modifique seus padrões de comportamento emocional. Com isso, vai poder quebrar círculos viciosos, reconhecer e modificar seus padrões emocionais e criar estratégias para agir com mais inteligência emocional na sua vida e nos seus relacionamentos.

O conteúdo, bastante rico, servirá como uma ferramenta especial para quem deseja aprimorar seus relacionamentos, sejam amorosos, familiares ou profissionais. Por meio de estudos do eu, meditações, respirações, atividades de escrita, você poderá adquirir mais autoconhecimento para melhorar a sua saúde emocional e poder criar vínculos mais saudáveis e amorosos em sua vida.

Se você está pronta para dar um passo a mais na sua vida emocional e conquistar o equilíbrio nos seus relacionamentos, clique aqui e inscreva-se! Mas, não perca tempo, pois as inscrições vão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 21/07. Ana Luize e eu estamos esperando você! Lembre-se: viver é um eterno aprendizado, e o mais desafiante deles acontece dentro de cada uma de nós. Aprender a entender e a ressignificar memórias e emoções é uma jornada interior, que requer toda nossa força e empenho. Vamos juntas?

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Cuide da sua saúde emocional e viva relações mais felizes

Existe uma grande verdade quando o assunto é relacionamento amoroso: ninguém consegue viver a dois com qualidade de convivência e de vida se não estiver em dia com a própria saúde emocional.

 

Uma relação amorosa equilibrada e saudável é feita por duas pessoas que trabalham as próprias emoções. Que se conhecem, que têm plena consciência de suas qualidades e de suas fragilidades, e que caminham em busca de desenvolvimento pessoal e amadurecimento. Cultivar o autoconhecimento, conectar-se com a própria individualidade e buscar equilíbrio emocional – entendendo que o outro não é responsável pelos nossos sofrimentos internos – é fundamental na construção de relacionamentos saudáveis.

Talvez, neste momento você esteja questionando: “Mas, Camilla, é ele quem vive me provocando. É ele quem não se entrega. É ele que não atende às minhas necessidades.” E eu te pergunto: “Será mesmo?”. Ou será que é você quem morre de ciúme, não se abre para receber o que o outro tem para dar ou exige demais da relação? Veja bem, essa NÃO é uma acusação. O que eu quero dizer é que tudo tem dois lados e é preciso identificar em você o que está permitindo que determinada situação aconteça no seu relacionamento.

Muitas vezes, o ajuste necessário, a mudança que tanto almejamos, está em nós mesmas. Será que você consegue expressar como se sente e o que deseja da relação? E, antes disso, será que você sabe exatamente o que quer desse relacionamento? Quais são seus objetivos, seus sonhos, de que forma você gostaria de viver a dois? E quais são seus medos e traumas? Conseguir comunicar tudo isso ao seu parceiro é muito importante. Só assim é possível gerar intimidade e construir bases sólidas para a relação.

Muitas mulheres que me procuram com problemas de relacionamento têm a mesma característica: estão distantes de si mesmas. Nunca pararam para pensar em quem são, em quem desejam ser, que objetivos têm, o que realmente buscam em seus relacionamentos. Vivemos em uma sociedade que destaca a importância de estarmos em uma relação a dois, mas não preza a necessidade de estarmos em contato e conexão com nosso próprio eu. E eu acredito que essa seja a maior causa de tantos relacionamentos disfuncionais nos dias de hoje.

Relacionamentos saudáveis são feitos de pessoas saudáveis

Quando falo em saúde do relacionamento, me refiro a ser saudável em nossas questões emocionais. Se o seu amor-próprio não estiver em dia, certamente você terá uma postura insegura na relação. Se você não estiver satisfeita com a própria vida e não souber encontrar alegria na própria companhia, seguramente apresentará traços de carência no relacionamento.

Entende como está tudo conectado? Por isso, quando cuidamos da nossa saúde emocional, procuramos entender o que há por trás das nossas reações, compreendemos nossos desejos mais profundos e nosso verdadeiro propósito, fica muito mais fácil encontrar alguém que também esteja no mesmo caminho. Assim, nossas chances de viver relações mais fluidas e satisfatórias são muito maiores. Percebe?

Não deixe essa busca para depois. Você não precisa colecionar relacionamentos ruins para entender que a resposta está dentro de você. Vamos juntas encontrar esse equilíbrio emocional, trabalhar seus dilemas, seus objetivos, estabelecer limites e encontrar sua alegria interior. Aí, certamente, você passará a viver relacionamentos mais saudáveis, mais felizes, mais condizentes com quem você é e o que você deseja. Chega de relacionamentos desequilibrados e cheios de sofrimento. Vamos juntas? Talvez você queira conhecer:

 

·         O PAR – Programa Amarildas de Relacionamentos – em 6 sessões individuais

·         As sessões avulsas de orientação emocional nos relacionamentos

·         O curso online – Inteligência Emocional nos Relacionamentos

 

Entre em contato pelo e-mail amarildasblog@gmail.com 😉

 

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Relacionamento é para somar, não subtrair

A música do Caetano diz que “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. E eu digo, gente é pra brilhar, não pra se apagar por amor! Relacionamento é para somar, não para subtrair, nem fazer sofrer. Vamos falar sobre isso?

Estar em um relacionamento amoroso é importante? Sim, pode ser. Vivemos para nos relacionar e é indiscutível o quanto aprendemos e crescemos por meio dos relacionamentos. Mas, quando fazemos de TUDO para estar em uma relação de casal ou para mantê-la a qualquer custo, podemos acabar nos anulando. E aí, ao invés de somar à nossa vida e ao nosso desenvolvimento pessoal, a relação pode nos prejudicar e diminuir. Em vez de a gente brilhar ainda mais na presença do outro, acontece o oposto: ofuscamos o nosso brilho. Anular-se constantemente na tentativa de fazer um relacionamento funcionar é como viver morrendo de fome – de atenção, de afeto, da própria essência. E quando nos perdemos de nós mesmas, qualquer relacionamento perde o sentido.

É triste constatar que nos dias de hoje ainda há muitas de nós, mulheres, que acreditam que é preciso estar numa relação amorosa para se sentirem completas e valorizadas. Mas, a verdade é que pode ser o contrário. Se o relacionamento não for saudável, em vez de agregar e complementar, nos suga, diminui e prejudica. E aí é que mora o grande problema, pois os custos para estar numa relação assim são altos demais. Sim, em pleno século XXI há quem aceite se afastar dos próprios valores, sonhos e até de si mesma para estar num relacionamento a dois. As consequências desse tipo de comportamento podem ser bastante prejudiciais a médio e longo prazos. E é por isso que muitas das mulheres que me procuram para atendimentos sobre relacionamentos estão, na verdade, sedentas de si mesmas. Sabe por quê?

Porque tendemos a achar que o problema e a causa da nossa infelicidade está na relação ruim, no outro, na falta de atenção, na vida corrida, na ausência de carinhos e elogios, no ciúme exagerado do parceiro. Só que, ao olharmos bem para nós mesmas, descobrimos que a falta que sentimos, a origem do que vemos como problema, está dentro de nós. Ao escolhermos nos anular e nos afastar da nossa essência, sentimos falta de nós mesmas! Nos diminuímos demais para caber numa realidade que não nos agrega e, por isso, acabamos nos percebendo pequenas, sem futuro, sem sonhos, sem amor. E, principalmente, sem amor-próprio!

Relacione-se para somar ainda mais amor ao que você já tem aí dentro

Eu acredito que não há melhor forma de evoluir senão através dos relacionamentos. Mas não podemos deixar que a necessidade de estar numa relação seja maior do que o olhar sobre nós mesmas e o nosso próprio bem-estar. Temos que aceitar a realidade de que para [re]descobrir quem realmente somos, muitas vezes, temos que estar sozinhas. É fácil perceber quando é o momento... se te apaga, se te faz sofrer, se te apequena, não te faz brilhar. E, se não te faz brilhar, qual o sentido da relação? Gente é pra brilhar, não pra se apagar por amor!

Mas, calma! Nem todo relacionamento que não anda bem ofusca o nosso brilho. Relacionamentos são feitos de fases e, definitivamente, não são um mar de rosas. No entanto, fazer um balanço e nos perceber dentro da relação é muito importante e nos dá um norte. Como VOCÊ tem se sentindo na relação? Como tem agido? Você tem sido quem realmente é? Ou tem escolhido se anular? Por quê? Talvez, a mudança de postura precise partir de você. Muitas vezes, não é o outro que te diminui, mas você quem esqueceu da sua força e de quem é de verdade. Resgate sua força interior, mostre seu brilho. Relacione-se! Mas que seja para somar ainda mais amor ao que você já tem aí dentro. Jamais subtrair.

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Namoro à distância, funciona?

Quem já namorou à distância, sabe que é um assunto sempre muito delicado. Tem namoro que começa longe e depois vem para perto, tem namoro em que um precisa ficar um tempo afastado do outro por algum motivo específico. Mas duas verdades regem esse tipo de relacionamento: um dia, a distância precisa ter fim, e o amor tem que prevalecer, sempre. Me acompanhe para entender.

 

Aproveitando que estamos no mês dos namorados, é sempre bom lembrar o quanto os relacionamentos são um assunto importante na nossa vida. Somos seres relacionais, portanto, nossa natureza busca pessoas com quem possamos conviver – e isso é algo que nos permite crescer e aprender muito. Mas, aí, vem a pergunta: namoro à distância, funciona? Minha primeira resposta será sempre SIM. Quando realmente desejamos, conseguimos fazer o relacionamento funcionar independentemente das condições e dos obstáculos.

No entanto, eu acredito que a distância deva ser muito bem trabalhada e precisa ser algo com começo, meio e fim. Do contrário, o relacionamento amoroso fica inviável. Pode até virar amizade (colorida ou não). Mas, relação de casal pede convivência, dia a dia, uma certa rotina, olho no olho, pele. Não é mesmo? Imagine viver anos a fio em ponte aérea, tendo que fazer um esforço imenso para conseguir ficar algumas horas ou poucos dias ao lado da pessoa amada?

Mas, calma! Vamos por partes. Existem dois tipos de namoro à distância: o primeiro é aquele clássico, que começa em férias de verão, em uma viagem, em uma visita à casa de parentes. Duas pessoas se conhecem, se apaixonam e acreditam totalmente que, apesar de sofrida, a distância não será um empecilho. E, no começo, não é mesmo. Mas, e com o tempo? Será que ficar longe durante um longo período é saudável para a relação? Eu acredito que não, que estar juntos fisicamente também importa e precisa ser um objetivo do casal. Então, essa relação pode funcionar com um estando longe do outro por um tempo. No entanto, é preciso que haja planos para, em algum momento, estarem efetivamente juntos – pelo menos, morando na mesma cidade. E o ideal é que isso aconteça, de preferência, antes que as coisas esfriem.

O outro tipo de relação à distância é aquele que a relação já existia antes do afastamento, ou seja, que era convencional até o momento em que um dos dois precisa se ausentar por algum motivo. Pode ser por causa de trabalho, um projeto em uma outra cidade, um curso fora do país, a necessidade de cuidar de um parente que mora longe – algo que tenha data para começar e terminar. Esse caso é bem diferente do primeiro, pois subentende-se que as bases da relação já estão mais sólidas, há cumplicidade, parceria, apoio. Aí, prevalece o espaço, o torcer pelo outro, a compreensão com uma situação de momento, que logo terá fim e trará a pessoa para perto de novo. Apesar de desafiante e até sofrida, esse tipo de relação à distância tem muito mais chances de dar certo.

A questão é que, relacionamentos à distância, principalmente do tipo que começam com o casal vivendo longe um do outro, deixam muita margem para a imaginação. Isso acontece tanto para o lado da fantasia de estar se relacionando com um par perfeito (que não tem defeitos e não comete erros) quanto para o lado oposto (medo constante da traição ou do abandono, por exemplo). Por isso, autoconhecimento, segurança pessoal e confiança mútua são ingredientes essenciais para que ambos possam ser honestos um com o outro e para que estabeleçam seus limites, inclusive do tempo de duração da distância. Sim, é de extrema importância que cada um expresse seus limites, suas necessidades e seus objetivos para que o relacionamento possa fluir e ser uma construção a dois (mesmo à distância).

Se há amor, sempre haverá uma chance, mesmo à distância

Nas duas situações que citei acima, a mesma lógica acontece: é preciso que, em um determinado momento, os dois voltem a ficar perto um do outro. Estar à distância o tempo todo pode fazer com que, aos poucos, os interesses mudem e seja quase impossível dizer que existe um relacionamento. E, veja bem, não estou falando sobre rótulos, que é preciso se casar, morar na mesma casa, ter filhos. Isso tudo é natural, ou não, de cada casal. Tem relação que funciona muito bem com cada um morando em sua casa por anos e anos. E tudo bem! O importante é que, além de amor, carinho, respeito e tudo mais que um relacionamento amoroso saudável possa ter, também haja constância, convivência, dia a dia. Namoro só funciona mesmo quando é de verdade, isto é, quando tem amor. Esse é o sentimento que faz com que haja vontade de estar perto, de traçar planos em comum, de construir uma história a dois. Do contrário, é só um passatempo.

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Por que algumas pessoas sentem ciúme e outras não?

Se você é daquelas que acredita ser imune ao ciúme, sinto informar, mas ciúme é um sentimento inerente a todos os seres humanos. Ele aparece como uma resposta emocional à necessidade de apego e ao medo da perda – que todos nós temos em algum nível. Mas, então, por que algumas pessoas não aparentam sentir ciúme?

 

Tem gente que se julga incapaz de sentir ciúme. Normalmente, são pessoas que se consideram empoderadas e super seguras de si, logo, não têm ciúme de nada e de ninguém. Mas, a verdade é que o ciúme é um sentimento como qualquer outro, portanto, inerente a todos nós, seres humanos. O mesmo acontece com a raiva e com a tristeza, por exemplo, todo mundo sente. O que varia é a forma como cada pessoa lida com seus sentimentos e suas emoções e, principalmente, como os expressa. Não é porque alguém quase não chora que não sente tristeza. E sabe aquela pessoa que aparenta estar sempre calma e centrada? Pode apostar, ela também sente raiva de vez em quando. Assim também funciona com o ciúme.

Acredite, todo mundo sente ciúme em algum nível ao longo da vida. E não há nada de errado nisso, desde que não prejudique nosso bem-estar e nossas relações. Quem não sofre por causa do ciúme, costuma olhar mais para dentro (para si mesma) do que para fora (para o outro). São pessoas que confiam em si mesmas, conhecem o próprio valor e estão no comando de suas emoções. Já quem sente muito ciúme, costuma olhar mais para fora do que para dentro, se preocupa mais com o que o outro faz do que com o próprio comportamento. Além disso, quando temos medo de ser trocadas por outra pessoa ou de ser menos amadas do que ela, estamos implicitamente fazendo uma comparação entre tal pessoa e nós mesmas. E é óbvio que, nessa comparação, nos sentimos ameaçadas, inseguras e inferiores. Ou seja, o ciúme pode ser um reflexo de uma série de outros sentimentos e fatores que precisam ser trabalhados dentro de nós.

A diferença entre as pessoas que dizem não sentir ciúme ou não demonstram senti-lo e você, que talvez morra de ciúme de tudo e de todos (e todo mundo já sabe), é que elas não deixam esse sentimento tomar conta de suas vidas. Elas não o alimentam, não se deixam ser comandadas por ele. No fundo, a impressão de não ter ciúme nada mais é do que a capacidade de controlá-lo. Mas, como controlar algo tão abstrato e que pode ser tão intenso? O caminho é um só: se conhecendo, aprendendo seu próprio funcionamento emocional, identificando suas dores, suas faltas, suas feridas, suas fraquezas e as situações em que você se sente desprotegida, rejeitada e abandonada.

O ciúme é uma resposta à nossa possessividade, ao nosso apego, ao medo de perder algo ou alguém que é importante para nós, à sensação de inadequação, ao receio de não ser boa o suficiente, à necessidade de controle. E ele se alimenta da insegurança, da falta de autoconfiança, da baixa autoestima. Por mais que essas não sejam características constantes nossas, certamente, há dias em que estamos mais frágeis e vulneráveis e elas vêm à tona. Então, para vencer o ciúme, o jeito é entender de si e se fortalecer emocionalmente.

Como eliminar o ciúme?

Eu não acredito que possamos eliminar o ciúme da nossa vida, pois é parte da natureza humana. A grande chave é aprender a lidar com ele. Pessoas que questionam suas crenças e verdades, que alimentam sua autoestima e que buscam apoio são capazes de lidar melhor com esse sentimento que, apesar de natural, pode ser bastante incômodo e danoso. Não deixe que o ciúme prejudique sua vida, suas relações e coloque seu bem-estar em jogo. Aprenda a controlar suas emoções para não ter sua vida e seus comportamentos controlados por elas.

Se você precisa de ajuda, venha participar do CLUBE DA CIUMENTA – um grupo de apoio para mulheres que sofrem com esse mal. Os encontros acontecerão a partir de 18 de junho, online e ao vivo, às 19h30 (horário de Brasília).

*Saiba mais clicando em: https://bit.ly/2Ih7GN0

*Inscreva-se clicando em: https://bit.ly/31alKOt

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A síndrome do “ele é demais pra mim”

Há um tipo de comportamento que muitas de nós costumam apresentar quando “o cara” chega à nossa vida: travamos, receamos, passamos a ter medo daquilo que sempre sonhamos. É o que eu chamo de síndrome do “ele é demais pra mim”.

 

Todo mundo já sonhou em encontrar a pessoa ideal e viver um relacionamento amoroso saudável e feliz, não é mesmo? Deixando de lado todas as expectativas irreais, as características dignas dos príncipes encantados, as imposições sociais, o que a nossa família e os nossos amigos pensam, essa pessoa existe! Acredite, há alguém que é exatamente o que a gente procura. E aí, quando fazemos a nossa “lição de casa” direitinho, desenvolvendo as mesmas características que procuramos no outro e nos abrindo para novas experiências, eis que ele aparece. Sim, isso é plenamente possível.

E o que acontece com você quando esse momento finalmente chega à sua vida? Você conhece “o cara”, há o encontro, há reciprocidade. E aí? É muito comum que nessas horas a gente trave, se desespere, comece a pensar que é bom demais para ser verdade, que essa pessoa é demais para nós e, então, perdemos o eixo. Começamos a agir de maneira diferente, temos receio de ser nós mesmas. Aí, passamos a aceitar tudo do jeito dele, porque “vai que ele desiste de nós”? Nos tornamos alguém que nunca diz “não”, que aceita todos os programas, que raramente coloca a própria opinião e expressa os próprios gostos, que muda até a própria vida para “caber” na vida do outro. Quem aí se identifica?

Esse tipo de comportamento ilustra aquilo que eu chamo de síndrome do “ele é demais pra mim”. É quando a gente passa a se sentir menor, inferior. Quando não nos sentimos merecedoras daquilo que a vida nos apresenta. Quando temos medo de perder o que temos. Assim, nosso amor-próprio e nosso autorrespeito pelas nossas vontades e pelos nossos valores parecem desaparecer no meio do receio de que a mágica simplesmente se desfaça. E então, sem que a gente perceba, passamos a jogar contra nós mesmas. Talvez a gente pense que agir assim favoreça a relação, mas o que acontece é o exato oposto. E é assim porque nossas ações estão sendo guiadas pelo medo e não pelo amor.

O intuito de parecer uma pessoa neutra, flexível e que agrada a todos vai contra a construção de um bom relacionamento. Pense bem: você gostaria de se relacionar com alguém que não se coloca, que não se expressa e que sempre concorda com tudo? Pode até parecer atraente no início. No entanto, aos poucos vai perdendo a graça. A gente gosta de pessoas com atitudes, opiniões, seguras de si, que têm vida própria, certo? Pois bem, achar que o outro é demais para nós vai contra tudo isso. Tenha a certeza de que se realmente há amor, há espaço suficiente para que você seja exatamente quem é e o ame do jeito que ele é.

Esqueça as comparações!

Eis uma verdade absoluta: ninguém é melhor do que ninguém. Pensar que alguém é demais para nós reflete a nossa mania descabida de comparação e de depreciação de quem somos. Sim, porque afirmar que o outro é demais, é dizer que não somos boas o suficiente. E essa é a maior mentira na qual podemos acreditar. Entenda: somos todos seres incomparáveis! Não existe ninguém nesse mundo melhor ou pior do que ninguém.

Existe alguém que esteja em sintonia com o seu momento, com os seus objetivos, com os seus sonhos, que vai te apoiar, complementar a sua vida. E, se ele apareceu, é porque você merece, sim! Não tenha medo. Não se boicote. Não jogue contra você mesma. Seja sempre quem você é, aconteça o que acontecer. Só assim você será capaz de construir e viver relacionamentos baseados em verdade, honestidade e sinceridade. Se não for dessa forma, nem vale a pena.

 

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Entre “qualquer um serve” e “ninguém é bom o suficiente” há um meio termo

Sim, entre “qualquer um serve” e “ninguém é bom o suficiente” há um meio termo, acredite. Encontrar esse caminho do meio nos traz para a realidade, nos proporciona equilíbrio e nos permite ser mais felizes nas relações.

 

Buscar preencher vazios existenciais nos relacionamentos é um erro mais comum do que a gente imagina. Muita gente que se sente carente ou pouco merecedora, acaba aceitando o que aparece, se apegando a qualquer pessoa que demonstra o mínimo interesse, ávida por viver um relacionamento amoroso. Só que a ideia de que uma relação possa nos curar das nossas crises existenciais é um mito que só traz frustração e mais sofrimento. Ninguém entra em um relacionamento só para receber, certo? Mas, como dar o que não temos? Quem se agarra a “qualquer coisa” ou a “qualquer um” pode acabar vivendo de migalhas. E, pior, pode se envolver numa relação tóxica sem se dar conta.

Por outro lado, temos lido e ouvido muito por aí a frase: “não aceite menos do que você merece”. Eu mesma já postei essa frase algumas vezes por aqui. No entanto, apesar de concordar plenamente com essa ideia, quero chamar a atenção para a situação oposta da que descrevi acima. Todas nós deveríamos nos sentir merecedoras de viver um amor verdadeiro, duradouro, profundo e saudável. Somos todas dignas de viver relações felizes. Mesmo. Mas não podemos nos iludir ou fantasiar com relacionamentos que só existem na ficção. Achar que ninguém é bom o suficiente para nós, também nos traz frustração e sofrimento.

Os dois cenários são lados da mesma moeda. O ideal é que a gente consiga encontrar um equilíbrio entre eles. Entre “qualquer um serve” e “ninguém é bom o suficiente” existe um meio termo. Para encontrarmos esse equilíbrio, necessitamos de muito autoconhecimento – já que temos que ter plena consciência do que realmente merecemos, sem deixar de lado o fato de não sermos perfeitas. Por que aceitaríamos nos envolver com pessoas que não tem nada a ver com a gente? Só para ter alguém? E por que acharíamos que merecemos nada menos do que um príncipe da Disney como parceiro? Quem aí se acha uma perfeita princesa de contos de fadas?

A verdade é que estamos vivendo um tempo ímpar para as relações. Por séculos, o mais importante para nós, mulheres, era estar em um relacionamento que preenchesse os requisitos sociais. Nossas avós (ou até mães) viveram em uma época em que encontrar um parceiro, namorar, casar e ter filhos era meta de vida. Por isso, eram condicionadas a aceitar determinados comportamentos, mesmo que eles não estivessem condizentes com seus desejos mais profundos. Algumas de nós, ainda têm esse pensamento, pois receberam ensinamentos dessas avós e dessas mães.

Contudo, o século XXI nos trouxe uma onda maior de feminismo e empoderamento feminino. Os movimentos atuais nos mostram de várias formas, que estar em uma relação não necessariamente precisa ser meta de vida. Que aceitar aquilo que não condiz com nossos reais desejos e nossos projetos de vida, é desnecessário e, inclusive, desleal com a própria alma.

Ufa! Só que aí, entramos em divergência: queremos uma relação, mas não qualquer uma. Queremos alguém que nos aceite 100% como somos, que se adapte, que nos entenda, que nos agrade, que nos ame, que nos faça feliz, que não seja exigente, que não seja chato, que não erre, enfim... que não tenha defeitos. E aí, pulamos de relação em relação na esperança de um dia encontrar a pessoa que tanto merecemos. Nos decepcionamos uma e outra vez, pois, nos esquecemos que relacionamento perfeito não existe e que amor verdadeiro não se encontra, se constrói. Essa é a verdadeira realidade.

O caminho do meio traz equilíbrio e bem-estar

Para escolher de uma forma equilibrada, é preciso estar com o autoconhecimento em dia. Quando nossa autoestima está em ordem, dificilmente aceitamos alguém que nos menospreze ou que não agregue à nossa vida. E quando levamos a frase “não aceite menos do que você merece” a um nível exagerado, talvez deixemos passar oportunidades de construir uma relação saudável por não encontrar ninguém à altura ou simplesmente por medo de perder nosso empoderamento pessoal.

O meio termo é, certamente, a forma mais concreta de se construir relações saudáveis. É o caminho do meio que traz equilíbrio às nossas relações e bem-estar aos nossos dias. Para isso, entender quais são nossos valores, o que realmente têm importância para nós, ajuda muito. Saber que não podemos aceitar menos do que oferecemos, por exemplo, também é uma ótima baliza. Esteja aberta para o que a vida tem a lhe oferecer em termos de relacionamentos e, sobretudo, atenta às suas escolhas. Escolha com sabedoria e seja feliz!

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Ele não me quis, e agora?

Sabe quando a gente se interessa por alguém e essa pessoa não retribui? Isso pode acontecer até mais do que desejamos, mas faz parte da vida. O que não dá é para romantizar começos que não se desenrolaram e achar que tudo é rejeição!

 

Muitas vezes, como crianças mimadas, temos a pretensão de achar que as pessoas por quem nos interessamos têm que retribuir da mesma forma. Só que, na verdade, não é bem assim. Amor e paixão não são equações exatas. Acontece, e muito, de nos apaixonarmos e não sermos correspondidas, não é? E tudo bem! A história do “ele não me quis, e agora?” não pode virar um drama. E agora, parte pra outra! Bola pra frente! Vida que segue! Há mais sete bilhões de outras pessoas por aí.

Pensando friamente, percebemos que as pessoas são completamente livres para amar e desejar, ou não, tudo aquilo que bem entendem, certo? Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, inclusive de nós! Mas, então, por que é tão difícil aceitar que alguém simplesmente não sente o mesmo que a gente? Por que é mais fácil pensar que estamos sendo rejeitadas do que entender a parte que nos cabe de responsabilidade na hora de enfrentar a situação? Quando alguém não demonstra reciprocidade aos nossos desejos, sentimentos e intenções, cabe a nós respeitar o movimento dessa pessoa. Insistir, persistir e tentar convencer o outro a gostar de nós, além de ser desgastante e frustrante, pode ser pura perda de tempo e de energia.  

Apaixonar-se por alguém e não ser correspondida, fantasiar e romantizar algo que nunca se concretizará, criar expectativas que jamais se tornarão realidade... tudo isso pode ser bastante dolorido. Mas faz parte da vida, não é mesmo? Certamente já deve ter acontecido o oposto com você: alguém se apaixonou e você não. E aposto que, se a pessoa dramatizou a situação ou insistiu por muito tempo, você achou super inconveniente, afinal de contas, você não manda no seu coração! Quando os sentimentos das pessoas são recíprocos, tudo flui naturalmente, sem pressão, sem insistência e sem humilhação.

Dramatizar um amor não correspondido pode ser um sofrimento desnecessário. Ficaria muito mais leve se entendêssemos que nem tudo na vida acontece do jeito que gostaríamos. E sabe de uma coisa? Ninguém tem o poder de nos rejeitar! As pessoas apenas não correspondem a cem por cento dos nossos sentimentos. E quando a negativa do outro nos leva a sentir rejeitadas, certamente esse sentido de rejeição está dentro de nós. Portanto, é algo a ser trabalhado internamente.

Dramatizar a vida não ajuda em nada

Sentir-se no papel de vítima não ajuda a dar a volta por cima. Por outro lado, entender que o “sim” e o “não” são naturais da vida e que os ciclos, sejam de dor ou de amor, existem para nos ensinar a ser melhor e a amadurecer, pode dar um tom menos dramático a um amor não correspondido. Lembrando que, geralmente, quando isso acontece, o pano de fundo é de histórias que nem chegaram a se concretizar. Sofremos por um romance que aconteceu apenas na nossa cabeça. E por uma rejeição que existe apenas dentro de nós.

Você se apaixonou e ele não? Sofra e chore, se necessário. Mas, depois, siga em frente. Não se prenda à fantasia do que poderia ter sido. Não se apegue ao sofrimento. Não cultive o sentimento de rejeição. Não se acomode no papel de vítima das escolhas dos outros. Não se feche para novas oportunidades. Volte para a realidade. Encare as verdades de frente. Se não deu certo é porque não era para ser. A vida continua. E há outros amores por descobrir, sempre.

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A forma como somos tratadas diz mais do outro do que de nós mesmas

A forma como nos expressamos nos nossos relacionamentos é muito importante – ela reflete como nos sentimos por dentro. Portanto, não se culpe pelo comportamento dos outros. E não permita que as atitudes alheias influenciem na sua maneira de agir. Essa pode ser uma grande armadilha que certamente prejudicará suas relações.

Eu vivo repetindo por aí – nos meus textos, nas minhas postagens, nos meus vídeos, nos meus atendimentos e nas minhas palestras – que, a única maneira de tentarmos mudar o comportamento dos outros é, antes, mudando o nosso próprio. É enxergando a nossa parte na relação e agindo de forma diferente. Apesar de ainda estar convicta disso, venho percebendo que temos a mania de achar que tudo que acontece na relação depende, apenas, das nossas atitudes. Só que não é bem assim.

Me explico: sabe quando após uma discussão, você fica pensando: “se eu tivesse sido mais calma/ se eu tivesse ouvido mais/ se eu não tivesse dito não, talvez a gente não teria brigado? Quando a gente pensa assim, acaba achando que o comportamento do outro depende única e exclusivamente do nosso. E aí, nos sentimos culpadas, achando que deveríamos ter feito diferente. Essa é uma cilada bastante frequente nos relacionamentos. O que, de fato, acontece é que o comportamento das pessoas tem muito mais a ver com elas mesmas, com seus próprios sentimentos, sua personalidade e seu estado emocional do que com as condições externas.  

Parece confuso? É só pensar assim: o modo como o outro te trata fala muito mais dele do que de você. E, por óbvio, o modo como você trata o outro diz muito mais de você do que dele. Sacou? Grosseria, descaso, ciúme exagerado, necessidade de controle são sintomas que dizem respeito a quem os expressa, e não àqueles com quem a pessoa se relaciona. Nossos relacionamentos refletem nosso próprio universo interior. Sentimentos de mágoa, dúvida, baixa autoestima, insegurança e apego, por exemplo, assim como de amor, confiança, gratidão, alegria e serenidade direcionam nossas atitudes e regem nosso comportamento com os outros.

Olho por olho, dente por dente?

Muitas vezes, tendemos a espelhar nossas atitudes nas atitudes alheias. Isto é, quando somos tratadas com gentileza, retribuímos com gentileza, quando alguém se dirige a nós com grosseria, revidamos de igual forma, não é mesmo? Agimos assim instintivamente na maioria das nossas relações, certo? No entanto, esse é, na verdade, um modo de REAGIR e não de AGIR. Reagimos quando deixamos que o comportamento do outro direcione o nosso. Agimos quando nossas atitudes são reflexo daquilo que realmente somos por dentro, independentemente do que vem de fora.  

O que eu quero dizer com tudo isso é que da próxima vez que alguém te tratar de maneira desagradável:

1)      lembre-se de que o modo como tal pessoa te trata diz muito mais sobre a história dela e o que ela está enfrentando no momento do que sobre você, as suas atitudes e a sua bagagem;

2)      não caia na armadilha de acreditar que você fez por merecer, não se culpe pelas atitudes dos outros;

3)      não permita que o modo como você é tratada dite a forma como você trata o outro. Essa pessoa não precisa que você a trate mal, as atitudes dela demonstram o quanto ela já não está se sentindo bem. Trate-a da melhor maneira possível, mostre como você é por dentro.

Somos todos responsáveis pelos nossos atos. Quando estiver vivendo uma situação em que não foi tratada como gostaria, pare por alguns instantes e analise: o que a atitude do outro demonstra? Que história de vida a pessoa teve e que reflete na maneira como ela age? Da mesma forma, não deixe que os seus fantasmas, conflitos e descontentamentos internos reflitam no modo como você trata seu parceiro, seus familiares, suas amigas e seus colegas de trabalho. Relacionamento é troca. Que sejam trocas de amor, carinho, cuidado, atenção, gentileza, e não de raiva, frustrações, decepções, culpa e grosseria. Se cada um souber cuidar das próprias emoções e dos próprios sentimentos, relacionar-se se torna muito mais fácil e prazeroso.

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