O tempo é precioso demais para esperar por alguém que não sabe o que quer

Sabe aquele relacionamento que está se arrastando há um tempão, e que parece não levar a lugar nenhum? Você já parou para se perguntar se vocês querem a mesma coisa? A vida é curta demais para ficar esperando, certo? Uma hora, um dos dois vai ter que tomar uma atitude.

O tempo voa, não é mesmo? E a vida é curta demais para esperar por alguém que não sabe o que quer. Se o tempo está passando e o seu relacionamento parece não avançar, ou dá a impressão de não ir a lugar nenhum, é hora de rever seus conceitos. Quem está esperando o quê? Uma hora, um dos dois terá que tomar uma decisão. Do contrário, a consequência será levar uma vida sem sentido e ter sempre a sensação de que algo está faltando. Vamos terminar 2018 colocando os pingos nos is?

Panorama 1 – ELE não sabe o que quer

Neste panorama, partimos do princípio de que você está em uma relação e deseja mais. Mais tempo juntos, mais compromisso, uma casa, família, filhos, qualquer coisa que signifique crescimento, aprofundamento, aprimoramento. E ele... Bem, ele ainda não sabe se quer, se está pronto, se tem condições financeiras, se é mesmo necessário “juntar as escovas de dentes”, talvez ache melhor deixar como está. As desculpas podem ser várias, mas o motivo é um só: ele não sabe o que quer. Ou, no mínimo, não tem certeza.

A pergunta é: está bom para você do jeito que está? Se este tema te interessou, posso apostar que a resposta é não. Mas, e aí, o que você vai fazer? Esperar até ele se decidir? Ou tomar uma decisão pelo casal? Provavelmente você esteja pensando: “Mas, assim, eu corro o risco de colocá-lo contra a parede e perdê-lo!”, acertei? Calma! Em primeiro lugar, vamos lembrar: as pessoas não são nossas, nós não “temos” ninguém, então, não há como perder aquilo que não nos pertence. Esse sentimento de posse e a necessidade de controlar o que acontece só nos causa frustração. Existem três passos fundamentais para sair de uma situação dessas:

1.      Entenda exatamente o que você mesma sente por ele e quer dessa relação;

2.      Exponha seus desejos e seus sentimentos com clareza;

3.      Tome uma decisão. Aja!

Esperar ou não esperar tem que ser uma opção sua, e não uma imposição por medo de perdê-lo ou de ficar sozinha. Portanto, aja em seu favor! Faça algo por você, não espere que o outro decida o seu destino. Coragem!

Panorama 2 – VOCÊ não sabe o que quer

O contrário também pode ser bem ruim, não acha? Você está em uma relação que está boa do jeito que está, mas o outro quer mais. Ele quer compromisso, família, filhos, ou simplesmente morar juntos. Mas, você... Será que você quer o mesmo? Ou está nessa só para passar o tempo enquanto alguém mais interessante não aparece? Será que o relacionamento vai seguir adiante se a verdade vier à tona? Coloque-se no lugar do outro e pare de esconder seus reais objetivos, suas verdadeiras vontades ou de alimentar algo que, se depender de você, não terá futuro. Neste caso:

1.      Seja sincera consigo mesma, admita para si aquilo que realmente quer;

2.      Seja sincera com o outro, não brinque com os sentimentos de ninguém;

3.      Tome uma decisão. Aja!

Quando somos fiéis aos nossos desejos e sentimentos reais e os transparecemos aos outros, certamente nos sentimos bem e, de quebra, atraímos pessoas tão verdadeiras como nós. Então, se você não está tão a fim dele, tome uma atitude. Não fique enganando ou “cozinhando” alguém por comodismo. Seja sincera!

No fundo, quando estamos em uma situação de relacionamento no “limbo”, o que falta é tomar as rédeas da própria vida, ter certeza dos sentimentos e das vontades que estão dentro do seu coração. Ficar em uma relação por medo, por comodismo ou por conveniência, não é legal! Amar é muito mais. Quem se ama e ama de verdade quer sempre o melhor não apenas para si, mas também para o outro.  

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O valor do tempo e da experiência nos relacionamentos

Quem entra num relacionamento achando que consegue prever os acontecimentos, os próprios sentimentos e os do outro, muito provavelmente se depara com surpresas e decepções.  Nas relações, o que mais conta são as experiências que a gente vive.  São elas que nos mostram que atitudes tomar e que caminhos seguir.

Via de regra, entrar em um relacionamento é dar um tiro no escuro. Mas o tempo e a experiência vão, aos poucos, nos mostrando o que vale ou não a pena, já que é impossível prever com precisão o desenrolar de uma história a dois. Até algum um tempo atrás, o pensamento coletivo era de que o “certo” era ter um único grande amor, um relacionamento para a vida toda. Muitos casais permaneciam juntos, mesmo com relações problemáticas, por pura imposição social. Os tempos mudaram, mas o valor da experiência continua sendo uma tônica especial para o aprendizado no amor.

Sem querer dizer o que é “certo” ou “errado”, pois tais conceitos não passam de julgamentos, é importante lembrar que a gente realmente não nasce sabendo se relacionar. Quando crianças, somos naturalmente egoístas e muitas pessoas seguem carregando essa característica na fase adulta. Isso sem contar com os demais elementos da personalidade de cada um: possessividade, ciúme, controle e por aí vai. Relacionamentos são muito valiosos, pois nos ajudam a nos conhecer melhor e a transcender aspectos nossos indesejáveis, que num caminho solitário, acabam ficando ocultos. E para isso, precisamos ter experiências. Algumas trarão felicidade, outras nem tanto. Mas todas, sem dúvida, trazem muitos aprendizados.

É claro que o amor é um elemento essencial no início de um relacionamento. Mas mais importante que o amor, temos que ter uma boa dose coragem. O amor vai sendo construído aos poucos. Entretanto, sem coragem fica muito difícil se abrir, se envolver, conhecer o outro e acolher o novo. E mesmo quando há amor, ou uma paixão avassaladora que ajuda nos primeiros tempos, é a experiência que se tem convivendo que mostra se aquele relacionamento é ou não bom, construtivo e engrandecedor para o casal.

Paixões vêm e vão. O amor fica. Ou, ao menos, deveria ficar. Ele é construído a partir do respeito, da reciprocidade, do equilíbrio, da aceitação das diferenças... E tudo isso leva tempo. Quem entra num relacionamento achando que terá controle sobre tudo já começa do jeito mais doloroso. O segredo para evitar o sofrimento desnecessário é acolher o que vem, mesmo que sejam decepções e frustrações. O medo de se machucar talvez seja o maior vilão que nos impeça de nos relacionarmos, pois nos priva de aprender e crescer.

Nosso lema é: só se aprende a se relacionar se relacionando. Estar com alguém é uma verdadeira escola. Sim, talvez aquela pessoa não seja para você. Mas só o tempo e a experiência dirão. E se não for, tudo bem. Os aprendizados serão para toda a vida. A experiência nos traz sabedoria para escolher caminhos futuros. Portanto, em vez de tentar prever, experimente. Corra o risco de ser feliz, de crescer, de aprender. Deixe o tempo e a experiência se encarregarem. Descubra aos poucos se é amor. Sem cobranças, sem expectativas exageradas e, especialmente, sem afobação.

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